"COSTUMES HEBRAICOS"
"A CIRCUNCISÃO"
Como no
caso de observar Sábado, muitos povos antigos observaram também o rito de
circuncisão. Em sua significação original pode ter sido uma espécie de
reconhecimento religioso associado aos poderes da reprodução humana; parece ter
servido também de distintivo tribal.
Essa é
uma das muitas instâncias do método de Deus apropriar-se de uma prática, já
existente, dedicando-a para Seus próprios propósitos. Porque a circuncisão
tornou-se uma pedra de toque do judaísmo posterior.
Agora por
diante nós vamos considerar a circuncisão só em relação ao povo de Israel.
Vamos estudar:
- A Historia de Circuncisão.
- A Cerimonia de Circuncisão.
- O Significado de Circuncisão.
- A Pratica de Circuncisão entre os Judeus de Hoje.
- A Circuncisão Cristã.
"A História"
Depois de
concerto que Deus fez com Abrão, ele exigiu que todos os descendentes machos de
Abrão fossem circuncidados. Era para ser o sinal da aliança entre Deus e
Israel. Até os forasteiros entre o povo foram incluídos. Se alguém desobedeceu
foi cortado do povo de Deus por ter quebrado a aliança. (Gen. 17:9-14).
O mesmo
capítulo registra a obediência de Abrão. Foi circuncidado, melhor circuncidou
assim mesmo e o seu filho, Ismael e todos os outros machos na sua casa. Abrão
tinha 99 anos e Ismael 13 nos. (Gen. 17:23-27).
No tempo
de Moisés, depois da saída do Egito, Deus disse a Moisés que seira obrigatório
observar a pessoas em todas as suas gerações. Deus esclareceu que ninguém pode
comer a páscoa se não fosse circuncidado. Mas escravos estrangeiros puderam se
tinham sido circuncidados. No caso do escravo foi obrigatório mas o estrangeiro
que era hóspede havia de escolher, não foi obrigatório. (Êxodo12:42-48).
Lembre-se
que o costume de observar o Sábado foi posto ao lado pelos judeus durante a
jornada no deserto. A observação de Sábado degenerou. Aconteceu também com o
costume de circuncisão. Mas ao entrar na terra prometida, Deus mandou Josué
circuncidar todos que não foram circuncidados no deserto. (Josué 5:1-9).
Desde
então hoje, os judeus observam o ritual de circuncisão rigidamente. De fato,
levaram em contemplo (desprezaram) os que não foram circundados.
Como
podemos ver nas atitudes dos:
- Pais de Sansão. Juízes 14:3.
- Sansão mesmo. Juízes 15:18.
- Jonatas. I Samuel 14:6.
- Israel em geral.
- Israel (Jerusalém). Isaías 52:1.
"Nenhum
incircunciso entrará na cidade de santa". Jerusalém no milênio?
Existiam
excepções entre o povo judeu. Por causa de perseguições e desprezos, alguns
queriam desfazer sua circuncisão, por meio de um operação cirúrgica. Aconteceu
sob as perseguições de Antíoco que prefigurou o antiCristo com a abominação de
desolação.
Paulo
avisou aos Hebreus cristãos para não desfazerem sua circuncisão simplesmente
por que tinham aceito Jesus. (I Cor. 7:18-19).
"A CERIMONIA"
A cerimonia
em cortar e prepúcio com uma faca ou com uma pedra aguda. Normalmente pertencia
ao pai da família fazer mas até uma mulher podia (como no caso da esposa de
Moisés quando ele tinha esquecido de circuncidar o seu filho). Êxo.4:24-26 ;
Lev. 12:3.
Mas um
gentio nunca pode, era de caráter estritamente religioso.
"O SIGNIFICADO"
A
corrupção de pecado geralmente manifestou-se com a degeneração na vida sexual .
Então a santificação da vida foi simbolizada pela purificação de órgão sexual
pela qual vida reproduzida. Deus exigiu pureza entre e seu povo e circuncisão
tronou-se o sinal externo da aliança entro Israel e Deus.
Figurativamente
falando, circuncisão simboliza a pureza de coração. (Deut. 10:16; 30:6; Lev.
26:41; Jer. 4:4; 9:25; Ezequiel. 44:7).
"ENTRE OS JUDEUS HOJE"
Borith
Me’ilah – o pacto de circuncisão.
O pai da
família não a faz hoje. Um homem chamado, o Me’el, especializado faz o rito da
circuncisão. A pessoa que segura a criança durante o ritual é chamada o sandek
(god-father = padrinho). A criança é colocada numa cadeira especial a cadeira
de Elias. A tradição é que assim a criança, será curada mais rápido. Todos
ficam em pé durante o ritual. Depois há uma festa em casa. Se realiza ainda no
oitavo dia. Por que no oitavo dia? Porque Deus mandou! Sugestões: ligado com o
número 7. Sete dias completos, o novo ciclo começou com o oitavo dia e a
criança entrou na aliança com Deus. Foi suposto antigamente que a criança não
possuía sua experiência própria até no oitavo dia. Pessoalmente, creio que Deus
tinha razão no sentido físico e também no sentido espiritual. (oitavo significa
coisas novas, vida espiritual etc...). Cientificamente foi provado que no
oitavo dia a coagulação é mais rápida.
"CIRCUNCISÃO E A
IGREJA"
A
epístola aos Gálatas nos revela que alguns judeus seguiam o apóstolo Paulo em
suas jornadas missionárias, cuja finalidade era para perverter o evangelho que
Paulo pregava e para os novos convertidos sob a lei de Moisés exigindo
circuncisão. (Gal. 1:6-7).
Os novos
convertidos em Galácia estavam a insidiosa sugestão destes mestres judaizantes.
Paulo escreveu a epístola para convence-los da sua emancipação espiritual, e
para enfatizar que a fé em Cristo era suficiente para a salvação.
A
transição do judaísmo para o cristianismo foi um processo lento. Houve fariseus
que creram (Atos 15:5) e alguns desses ensinavam que, antes de um gentio poder
tornar-se Cristão, era lhe necessário tornar-se primeiramente judeu,
submetendo-se à circuncisão e observando a lei judaica, tanto moral como
ritual.
Paulo frisa
de modo muito agudo que salvação é pela fé sem lei, sem circuncisão. Ele usa o
próprio Abraão, como o crente típico, justificado, pela fé e não pela
observação de regra qualquer. (Gal.3:6-9) cf. (Rom. 4:1-14); (Gal. 3:17-19).
Paulo
apelou para que eles permanecessem na graça e na liberdade de Cristo. Ou a lei
ou Cristo, não os dois. Como um mulher foi desobrigada da lei do seu marido por
causa da morte, mesmo assim os crentes em Cristo já tendo morrido relativamente
à lei, são desobrigados da lei (Rom. 7:1-6).
A questão
foi tanto que foi levada aos apóstolos em Jerusalém. Conclusão: os gentios não
têm nada com a lei (crentes). (Atos 15:1-21 e 28-29). Mas até eles não
perceberam que nenhum crente (hebreu ou gentio) foi obrigado à lei.
Segundo o
N.T. existe uma circuncisão cristã. Todos os crentes já são circuncidados.
Foram circuncidados não fisicamente e sim espiritualmente quando
arrependeram-se o receberam Jesus como o seu Salvador pessoal (Col. 2:11).
Vejamos o
contraste: a circuncisão fisicamente representa o que nos aconteceu. A
circuncisão física era um corte na carne: a circuncisão espiritual é da mesma
sorte uma operação pela qual é cortada toda a natureza carnal, descrita aqui
como o despojamento do corpo da carne. (Col. 2:11 cf. Rom. 6:3-4; I Cor.
12:13). Aconteceu a nossa circuncisão Espiritual quando nos fomos batizados
pelo Espírito Santo no corpo de Cristo (salvos). Um símbolo da nossa
identificação com Cristo na sua morte, no seu sepultamento e na sua ressurreição
é o batismo. (Col. 2:12; Rom. 6:3-4).
"AS FESTAS DE ISRAEL"
As 3
festas maiores, celebrados anualmente em Israel: Êxodo 23:14; 34:23; Lev 23;
Num. 29; Deut. 16.
1. A
Páscoa e a do pães asmos à 1. Pesaeh
2. A
Festa dos Tabernáculos à 2. Sucót
3. A
festa da Sega (Colheita, Semanas, Pentecostes) à 3. Shavuót
Existem
outras festas, conforme o ensino Bíblico. Devemos estar as festa de Israel
detalhadamente, lembrando que há um observação Bíblica mas também há certas
modificações na observação delas entre os israelitas de hoje. Além disso
existem certas festas que devem se consideradas como "extra
Bíblicas."
"A PÁSCOA CONFORME A
BÍBLIA"
A
instituição da Páscoa está registrada no livro de Êxodo 12:1-20. Foi instituída
no dia 10 de Nisan até dia 14 e no dia 14 a dia 21, observaram a dos pães
asmos.
1. Um
Cordeiro: Êxodo 12:3-4
Deus lhes
deu a ordem para sacrifica e um cordeiro. Um por cada família ou se a família
for pequena o cordeiro poderia duas famílias.
2. A
Condição do Cordeiro: Êxodo 12:5
- Havia de ser macho de anos.
- Havia de ser sem defeito.
3. O
Cordeiro foi guardado até o dia 14: Êxodo 12:6 parte a.
- O Cordeiro havia de ser imolado no crepúsculo da tarde: Êxodo 12:6 parte b.
- Os Israelitas haviam de colocar o sangue do cordeiro em ambas as ombreiras e na verga da porta. Êxodo 12:7.
6. Os
Israelitas haviam de comer carne assada no fogo, pães asmos, e ervas amargas
naquela noite. Êxodo 12:8
7. Outras
instruções a cerca de comida e a festa dos pães asmos. Êxodo 12:9-20.
Infelizmente,
os israelitas não guardavam a páscoa como foram mandados. A Bíblia registra 5
eventos da observação da páscoa:
- No Egito quando a festa foi instituída Êxodo 12:1-20.
- Observada por Salmão II Crônicas 8:12-13.
- Observada por Ezequias II Crônicas 30.
- Observada por Josias II Reis 23:21-23 cf. II Crô. 35:1-19.
- Observada pelo Messias, Jesus Cristo Lucas 22:1-20; Mateus 26:17-19.
- Cristo é a nossa Páscoa I Coríntios 5:7-8.
"A OBSERVAÇÃO DA PÁSCOA DE HOJE EM DIA"
Houve
tantas modificações na observação dessa festa que tecnicamente falando os
israelitas não observando a páscoa e sim a festa dos pães amos. Até que eles
observam a festa no dia 15 até 22 de Nisan. A festa é celebrada por 8 dias.
Israelitas
usam um livrinho que contém a ordem de serviço que deve ser observada na noite
de páscoa, chama-se "HAGGADAH SHEL PESSACH" (A NARRATIVA DA HISTÓRIA
DA PÁSCOA). Para Israel é a história ou declaração da sua independência. Este,
"Culto em Casa" chama-se o "SEDER" . (Ordem de serviço).
O
festival de páscoa (pesach) começa na véspera de 15 de Nisan (Abril) e dura 8
dias.
Na noite
do dia 14 o chefe da família faz uma procura diligente na casa com uma vela na
mão. Está a procura de "chametz" (levedura) porque não é licito Ter
leveduras na casa durante esses 8 dias. Essa procura chama-se "Bedikat
Chamatz". De fato, a senhora da casa fez uma limpeza espiritual durante o
mesmo dia e a casa é muito limpa. Porém, ela deixou de propósito alguns miolos
de pão para ele achar. Os miolos de pão são embrulhados e queimados na manhã
seguinte. Essa cerimônia é chamada de "Biur Chametz". Ele era depois
pedindo que Deus lhe perdoe se houver uma levedura que não foi achada.
Tecnicamente
falando não é licito nem possuir alguma levedura durante pesach não só
simplesmente limpar a casa. Então, judeus piedosos que são donos de lojas que
vendem produtos de leveduras devem desembaraçar-se delas. Por isso inventaram
uma cerimônia chamada: "Meekirat Chametz". (A venda de levedura). O
judeu piedoso deve vender sua possessão de leveduras para um gentio. A
transação é feita na presença de um rabino, geralmente, mas a possessão
‘devolvida depois do Pesach.
Na noite
de páscoa, o pai volta da sinagoga para sua casa decorada para a festa. A
família está vestida com a sua melhor roupa. A mesa está preparada em todos os
símbolos tradicionais de pesach. A casa é bem iluminada para comemorar o fato
que as casas dos seus antepassados tinham luz enquanto as dos egípcios estavam
em trevas durante a nona praga. Êxodo 10:21-23.
"OS SÍMBOLOS NA MESA"
- O Copo de Água Salgada: simboliza o Mar Vermelho e também as lágrimas dos seus antepassados quando eram escravos.
- Os Três Matzos: (pães asmos) cobertos com uma toalha branca, Lembrando aos pães asmos originais.
- 4 Copos de Vinho Vermelho: simboliza o sangue do cordeiro.
- O Copo de Elias: Um copo de vinho é reservado para o profeta Elias. Também uma cadeira e a porta aberta para sua vinda. Existe uma tradição rabinica que Moisés virá na noite de Pesach. Isto simboliza a esperança dos Israelitas. Será que ele virá nesta noite? Tomará o vinho? Anunciará a chegada do Messias?
"OS SÍMBOLOS NO PRATO DE
PESACH"
- Um ovo: (o ovo cozido simboliza o sacrifício do cordeiro inteiro sem quebrar um osso do cordeiro).
- Um osso: (simbolizando o cordeiro que não pode sacrificar sem o templo).
- Charoseth: (uma mistura de maçã moída, nozes e vinho) simboliza a mistura usada para fazer os tijolos para Faraó.
- As amargas: (ervas amargas significa geralmente vida amarga no Egito).
- Os verdes: (provavelmente significa rábano silvestre). (rabanete silvestre).
O Sábado
antes da páscoa chama-se "os sábados há-gadel" ou "o grande
sábado".
Os israelitas
tem um culto em casa chamado "O Seder" (ordem de serviço) que já
tinha mencionado. O seder se encontra no livro "Haggadah Shel
Pesach". A ordem de serviço é o seguinte:
1. Benção
5. Recitar 9. Combinar 13. Louvar
2. Lavar
6. Lavar 10. Preparar a mesa
3. Salsa
7. Benção da Matzah 11. Aphikomem
4.
Dividir 8. Amargas 12. Benção.
Explicação
do Seder
1. Kaddesh: (Oração de Santificação). Encher um
copo de vinho (da redenção) "Abençoados és Tu, Jeová, nosso Deus, Rei do
Universo, que criou o fruto da videira. Abençoado és Tu, ó Jeová, nosso Deus,
que escolheste nos de entre todos os povos, e nos exaltastes de todas as
línguas e nos santificaste com teu mandamentos, etc... Abençoado és Tu,
Abençoados és Tu, Jeová, nosso Deus, Rei do Universo, porque preservaste vivos
e nos sustentaste e nos trouxeste até está época de férias". (Então todos
tomam o primeiro copo de vinho).
- Rachtza: (Lavagem das Mãos). Para qualificá-lo como sacerdote da ocasião, o chefe da família veste-se de um "Kittel" (um manto) e um "yarmulkeh". Depois ele reclina num leito preparado.
- Carpas: (Salsa, os Verdes). Salsa é distribuída entre os participantes. O chefe
Pronuncia uma benção e mergulha a salsa na água
salgada. Isto representa o "hissope" que foi mergulhado no sangue e
depois colocado na porta em Egito.
- Yachatz: (Divisão). O Chefe divide "Matzah" no meio e embrulha uma parte escondendo-a debaixo de uma almofada. O outro pedaço é colocado de novo na mesa. O pedaço escondido chama-se "Aphikomem". E é considerado precioso. Todos ficam em pé, seguram o prato de "Matzah" e recitam: "Isto é o pão da aflição que nossos pais comeram no Egito. Deixem todos os que tem fome entrar e comer e os que estão em falta, entram para celebrar a páscoa. Hoje estamos celebrando-a em Jerusalém. Este ano, somos servos, no ano que vem, seremos livres na terra de Israel."
5.
Maggid: (Recital de Ação de Graças). Recitem, Então, os milagres e as bênçãos
que Deus fez no Egito quando os libertou. Orem para proteção no futuro e também
que Deus os vingues. A Haggadah (narrativa) começa com quatro perguntas pelo
membro mais moço da família.
Introdução:
"Como é que esta noite é diferente do que todas as outras?"
- Em todas as outras noites podemos comer pão levado (fermento) mas hoje a noite comemos só Matzah (pão asmo). Porque?
- Em todas as outras noites podemos comer qualquer tipo de ervas. Hoje a noite só ervas amargas. Porque?
- Em todas as outras noites, nem mergulhamos os verdes nenhuma vez. Hoje a noite até duas vezes. Porque?
- Em todas as outras noites, jantamos ou assentados ou reclinados mas hoje a noite todos jantam reclinados. Porque?
O Pai responde: "Éramos escravos no Egito... e
ele relata a narrativa toda conforme o ensino de Torá (Ex. 13:8), exigindo uma
aplicação pessoal da redenção, ele tem que louvar a Deus como se fosse a sua
própria redenção do Egito. Entoam Salmos 113 e 114. (os copos de vinho são
enchidos de novo e todos bebem).
- Rachtza: (Lavagem das Mãos). Todos as lavam agora e a benção é pronunciada sobre a Matzah.
- Motze-Natzah: (quebrar a Matzah). O chefe da família quebra a distribui pedaços de Matzah a todos.
- Maror: (ervas amargas). Cada pessoa recebe uma erva amarga que é então mergulhada no Charoseth e comida.
- Korach: (colocar o rábano silvestre). Todos colam dois pedaços de rábano silvestre entre Matzoth e mergulham-no na Charoseth, todos dizendo: "Em memória de Hillel porque este famoso rabino o fez para cumprir". Ex. 12:8. Talvez fosse isto que Judas Iscariotes fez na noite em que traiu o Messias (Mat. 26:24-25 cf. João 13:30).
- Shulchan Aruch: (preparação da mesa). A mesa é preparada para jantar. Tradicionalmente servem peixe, sopa, frango, etc... Torna-se uma festa de alegria em fim.
- Tzafon: (escondido). No fim de Seder, uma criança procura o "aphikomen" que foi escondido antes. A criança que o encontra recebe um presente. Os Hebreus Cristãos vêem nisto, algo interessante. Para eles, os Matzoth representam a trindade. O pedaço no meio que é quebrado e escondido representa "O Filho de Deus, o Messias, cortado da terra (Daniel 9:26) escondido por enquanto e que há de voltar! Todos tem que comer aphikomen". (Todos bebem do terceiro copo de vinho) cf. Mat. 26:26-29.
- Berech: (A Benção de Graça). A graça é pronunciada depois de jantar e todos que lavar as mãos de novo e beber o terceiro copo (agora como está escrito em cima). Enchem, então o quarto copo de vinho que significa que há de vir. Neste momento, o filho mais velho deixe seu lugar para abrir a porta para Elias.
- Hallel: (Louvor). Cantam os Salmos 115 a 118. O Chefe da família ora dizendo: "Ó Deus de Abraão, Isaque e Jacó, quanto estamos pela sua promessa. Nós Te imploramos agora, mandou o Seu Ungido, O Filho de Davi. Tenha misericórdia sobre o Teu povo Israel. Recolha-nos conforme a Tua palavra e seremos o Teu povo, ficaremos satisfeitos como nos tempos antigos. Eis que tudo está pronto".
(Uns
momentos de silêncio... Todos esperando Elias).
Finalmente,
a porta e fechada e o pai fala mais uma vez: "Até quando ó Deus, ficarás
sempre bravo conosco? Quando tornarás a Ter misericórdia para conosco e nos
restaurarás no Seu favor? Estamos sofrendo. Estamos espalhados entre os
pagãs". Eles nos zombam dizendo: "Onde está o seu Deus? Onde está as
promessas da sua vida?". Quase desanimamos mas estamos aguardando. Somos
esquecidos e quase mortos mas temos confiança ainda. O Senhor, nosso Deus, que
possa Te agradar par nos escolher logo, logo e nos restaurar no seu favor. Pelo
menos, no ano que vem, permite que nós celebremos a páscoa em Jerusalém, Sua
cidade. Bebem o quarto copo de vinho. O Seder termina com todos cantando
"Chad Gadya" .
Explicação
do Chad Gadya: (Um Cabrito Só)
Chad
Gadya: é um corinho escrito na última pagina de Haggadah Shel Pesach. Mas o
corinho tem um significado especial.
O Pai
Celeste comprou um cabrito (Israel) com o sangue de circuncisão e o sangue da
páscoa (o cordeiro).
O cabrito
foi engolido pelo gato (Egito) que foi então conquistado pelo cachorro (Babilônia)
que então foi conquistado pelo pedaço de pau (Mede Pérsia) e depois o fogo
(Alexandre-Grécia) queimou o pau. Depois a água (Roma) apagou o fogo,
tornando-se um império mundial. Mas o boi (os sarracenos) bebeu a água e então,
foi morto pelo carneiro (cruzadas religiosas) que então foi pegado pelo anjo da
morte (os turcos) e finalmente a relâmpago (Deus) acaba com o anjo da morte e
salva o cabrito.
"PÁSCOA E A SANTA CEIA DO
SENHOR"
Mat.
26:17-30; Mar. 14:12-16; Luc. 22:7-23; I Cor. 11:23-29; João 13.
Nos
ensinam que a Santa Ceia foi instituída na noite da Páscoa pelo Messias de
Israel, o Senhor Jesus Cristo. Aparentemente, Jesus estava ensinando a seu
discípulos que a Santa Ceia ia tomas lugar da Páscoa e que Ele mesmo desde
então o Senhor Jesus é a nossa (dos filhos de Deus) Páscoa. I Cor. 5:7.
Jesus
observou a Páscoa exatamente do jeito que acabamos de estudar, mas quando Ele
se levantou para partir a Matzah (aphikomen) e distribui-los aos discípulos,
então, Ele instruiu a Santa Ceia dizendo que o pão representava o seu corpo, e
mais tarde o vinho, o seu sangue.
- Páscoa comemora a redenção física do Egito.
- A Santa Ceia comemora a redenção espiritual do pecado.
- Páscoa foi observada anualmente.
- A Santa Ceia é observada livremente
Existem
doutrinas falsas em relação a observação da Santa Ceia. Por exemplo: o concílio
de Trento inventou a doutrina de transubstanciação (que os elementos, o pão e o
vinho tornem-se no corpo e no sangue de Cristo).
Os
luteranos e outros defendem a tese de consubstanciação (que a presença
espiritual de Cristo acompanha os clementes).
Mas
conforme a Bíblia os elementos apenas representam ou simbolizam o corpo e o
sangue de Jesus. Nós mostramos Sua morte até que Ele venha, é simplesmente em
memória de Dele.
- Páscoa foi dada a Israel como uma festa a ser observada perpetuamente. Êxodo12:14; Lev. 23:14 etc...
- A Santa Ceia foi dada a Igreja até que o Senhor volte. I Cor. 11:26.
"O CORDEIRO DA PÁSCOA É O TIPO DO CORDEIRO DE
DEUS (CRISTO)".
- O cordeiro havia de ser sem mancha, guardado 4 dias (Ex. 12:5-6 cf. João 8:46; 18:38).
- O cordeiro assim provado foi sacrificado (Ex. 12:6 cf. João 12:24; Heb 9:22).
- O sangue do cordeiro havia de ser aplicado (Ex. 12:7 cf. João 3:36).
- O sangue do cordeiro pela fé (mais nada) evitou julgamento (Ex. 12:13 cf. I João 1:7). O sangue na porta foi o suficiente.
- A festa de Páscoa tipificou Cristo como Pão da Vida cf. A Santa Ceia. (Mat. 26:26-28 ; I Cor. 11:23-26).
(SHAVUÓT)
"A
FESTA DAS SEMANS"
As três
principais festa de Israel são a da Páscoa, de Shavuót e a de Succoth.
Realmente houve sete festas observadas anualmente mas estas três eram as
maiores. As três principais são mencionadas em Êxodo23:14-19, e essas
peregrinações são mencionadas com mais detalhes em Lev. 23 e Deut. 16.
Tecnicamente
falando as três são:
- A Festa de Pães Asmos Êxodo 23:15 cf. Êxodo 12:14-20.
- A Festa da Sega Êxodo 23:16 cf. Deut. 16:9-12 Lev. 23:15-16.
- A Festa da Colheita Êxodo 23:16 (parte b) cf. Deut 16:16-17 (3 vezes).
Conforme
a Torá, há 7 festas fixas Lev. 23:2-4. São:
- A festa da Páscoa Lev. 23:5.
- A Festa de Pães Asmos Lev. 23:6.
- A Festa do Feixe das Primícias Lev. 23:10
- 4. A Festa do Pentecostes Lev. 23:15-16.
- A Festa de Trombetas Lev. 23:24.
- O Dia da Expiação Lev. 23:27.
- A Festa do tabernáculo Lev. 23:34.
A Festa
de Shavuót no livro de orações dos judeus é intitulado "Z’man Maçan
Toracenu." (A época em que foi dada a Lei). Regozijo da Lei.
Querendo
ligar essa festa com algum evento histórico, como é no caso da páscoa, os
israelitas dizem que a Lei de Moisés foi dada no dia de pentecostes. Mas a
pergunta é: Se realmente foi dada a Lei de Deus neste dia? E como é que eles
chegaram a essa conclusão?
Em Êxodo,
capítulo 12 nós lemos que o povo saiu do Egito no dia 14 de Abril. (1 mês).
Em Êxodo,
capítulo 19 vemos que os israelitas chegaram ao Monte Sinai no 1 de Junho. (3
mês).
Em Êxodo,
capítulo 19 mais a diante, aprendemos que o povo israelita tinha de passar 3
dias ao pé do monte, preparando-se para o que ia acontecer.
A Lei foi
dada só depois de passado todo este tempo.
Os
israelitas viajaram dezesseis dias durante o primeiro mês, e vinte e nove no
segundo, com mais um dia no terceiro, e passaram três dias esperando em
preparativos. Somando estas cifras, chegamos ao total de quarenta e nove dias,
o tempo que passou desde a saída do povo de Israel do Egito até no dia anterior
a recepção da Lei. Assim no qüinquagésimo dia após a Páscoa, no próprio dia de
Pentecostes o povo escolhido recebeu os 10 mandamentos. (50 dias depois do
segundo dia de Páscoa).
Alguns
costumes observados em relação a Shavuót são:
- É costume comer os lacticínios no 1 dia de Shavuót porque Ex. 23:19 diz as primícias dos primeiros frutos da terra trarão á casa de Senhor teu Deus e sem interrupção prossegue Dizendo: "não cozerás o cabrito no leite de sua mão. Outra razão dada é: quando pais voltaram as sua tendas depois de terem recebido a lei, estavam com fome e não agüentavam esperar até que fosse preparada uma refeição e carne e portanto se satisfizeram comendo dos lacticínios que estavam a mão."
- É costume ler o livro de Rute nas sinagogas porque a história dela realizou-se nas épocas segas do trigo e cevada. E porque Rute, de vontade Livre, tomou si o julgo de Torá. E finalmente porque Rute veio a ser a avó do Rei Davi e este conforme a tradição judaica , faleceu no dia da festa do Shavuót.
Pois bem!
Desde que é o aniversário da Lei é então, como já disse, consideração o
nascimento de Judaísmo. Pentecostes só 50 dias após páscoa.
Passaram
1500 anos depois da celebração da primeira Páscoa e a primeira Festa de Semanas
ou Pentecostes. Profetas pregaram e escreveram falando sobre o Messias que
viria para redimir Israel. Finalmente o Messias veio! Ensinava, pregava,
curava, foi rejeitado e crucificado. Morreu e foi sepultado e ressuscitou!
Mandou que seus discípulos esperassem até a promessa do Pai. Eles esperaram
desde a Páscoa até Pentecostes e no qüinquagésimo dia estava reunidos num lugar
quando de repente veio do céu um como de um vento impetuoso, encheu toda a casa
onde estavam. Todos foram batizados e cheios do Espirito Santo.
A Igreja
de Cristo, nasceu! O seu aniversário? É no dia de Pentecostes!
SUCCOT
(A FESTA
DOS TABERNÁCULOS)
Referencias
na Bíblia:
Êxodo
23:16 parte (b); Deut. 16:13-15 e 17; Lev. 23:33-34.
Conforme
a Bíblia a festa foi observada durante 7 dias. 15 de Tishri (Set-Out) à dia 22.
O
primeiro dia, era o dia de santa convocação (dia de descanso).
Ofereceram
sacrifícios todos os dias (a tradição rabinica diz que sacrificaram 13
sacrifícios no primeiro dia, 12 no segundo etc. ... 7 no 7º dia e a soma é de
70 para todas as nações).
Ofertas
queimadas no oitavo dia.
Frutos
das árvores.
Ramos de
palmeiras (lulevim).
Habitaram
em tendas de ramos 7 dias, (para lembrar que os pais assim fizeram).
Enfim era
uma festa memorial e ação de graças para o fruto recolhido.
A Festa
hoje em dia:
- Começa no dia 15 de Tishri.
- Observada pelos ortodoxos e conservadores por 9 dias. Adicionaram o nono dia porque a festa mudou o seu caráter. Comemoram no fim dela "Simchat Torá", regozijo por Ter recebido a Lei Mosaica.
- Observada em Israel e pelos reformados por 8 dias.
- A festa é a considerada a mais alegre de todas. Os rabinos dizem: "quem nunca viu Jerusalém na época dessa festa não sabe o que significa regozijar mesmo." (Eles bebem, cantam, dançam regozijam). Ë um festival de outono. Depois da ceifa realiza-se essa festa dando graças a Deus por tudo que foi ceifado e oram que Deus lhes de chuva o ano que vem.
- A festa tinha vários nomes:
Chag Há-osif Festival da colheita. Lev. 23:29.
Chag Há-succot Festival de tendas de ramos. Lev
23:42-43.
Chag Adonai Festival de Deus. Lev. 23:39.
HeeHag O Festival. João 7:37.
- A festa tinha o caráter agrícola, mas hoje em dia é mais ligada com a Lei e a Torá.
- Símbolos usados na festas: As tendas de ramos (saduceus, fariseu), o lilvou (fariseu), o cthrog – símbolo da terra prometida (saduceus e fariseus), o cântaro de água usado pelo sacerdote.
- Aplicação profética: Israel durante o milênio, recolhida e restaurada observará a Festa dos Tabernáculos. De fato, todas as nações serão obrigadas a observá-la. (Zacarias 14:16-21).
"O DIA DA EXPIAÇÃO"
Lev.
23:26-32 cf. Heb. 9:1-16 e Lev. 16:1-34.
Levíticos
23 trata o dia em relação ao povo, enquanto Levíticos 16 nos dá os detalhes em
relação ao sacerdote e os sacrifícios.
Conforme
a Bíblia:
- Dia 10 de Tishri (o sétimo mês, Setembro) é o dia da expiação.
- Tereis Santa convocação.
- Afligireis as vossas almas.
- Trareis ofertas queimadas ao Senhor.
- Nenhuma obra fareis.
- Toda alma que não afligir será eliminada.
- Quem fizer alguma obra, será destruído por Deus.
- Sábado de descanso solene será, aos nove do mês, duma tarde a outra, celebrareis o vosso Sábado.
Hoje em
dia:
Yom
Kippur (o dia da expiação) ao por do sol no dia 9 de Tishri até ao por do sol
do dia 10, a maioria dos judeus, entra na sinagoga. Até os que freqüentam
regularmente, porque consideram Yom Kippur, o dia de julgamento, o dia de
prestar contas com Deus. Estão buscando perdão através de arrependimento.
Yom
Kippur é o décimo dia depois de "Rosh Hashanah" (o ano novo). Estes
10 dias são chamados, "Dias de reverencia de grande medo, ou os 10 dias de
arrependimento".
Na tarde
de 1 de Tishri (Rosh Hashanah) judeus em toda parte congregam-se perto de rios
córregos, e até à beira do mar para observar o ritual de lançar todos os seus
pecados nas profundezas do mar. A cerimonia chama-se "Tasblikh" que
significa "todos os seus pecados".
Desde que
os judeus não tem o seu templo, nem sacerdócio, nem sacrifícios, devem
substituir algo para fazer expiação dos pecados. Os rabinos ensinam que Deus
aceita:
- Arrependimento que implica restituição.
- Oração (Slihoth, orações a meia noite pedindo perdão).
- Caridade.
- Jejum (todos fazem jejum de 13 anos para cima).
- Sofrimentos (a grande matança dos judeus basta para todos).
- Malkoth (39 açoites).
- Sua própria morte (Salmo 116:15).
- O estudo de Torá ou Talmud.
Tudo isso
será aceito em vez de um sacrifício. Mas, até hoje, alguns ortodoxos na Europa
e outros países, sentindo a necessidade do sacrifício, lembrando que não há
remissão dos pecados sem derramarem sangue. Lev. 17:11. Observem a cerimônia de
"Kapporoth" (sacrifício de expiação). O homem tem que sacrificar um
galo e a mulher tem que sacrificar uma galinha.
No dia de
Yom Kippur, os judeus tem uma boa refeição na tarde antes do por do sol porque
vão jejuar por 24 horas. Ao por do sol, na sinagoga, o cantor (chazan) vestido
de branco e com dois membros da congregação em cada lado
Dirige-se
dizendo: "Pela autoridade do coorte celestial e pela autoridade do coorte
na terra, na presença do Onipresente e na presença desta congregação, oremos
com todos os transgressores".
Então, o
cantor entoa a oração mais solene de todas: chama-se "O KOL NIDRE"
(todos os juramentos ou votos).
"Todos
os votos, compromissos, juramentos, devoções, promessas, penalidades e
obrigações pelas quais nós temos vontade, jurado, votado e lançado desde este
dia da expiação até o próximo dia da expiação sejam par o nosso bem, estamos
arrependidos de tudo e que todos sejam ab-rogados e anulados. Nenhum deles tem
mais poder sobre nós. Nossos votos não serão considerados votos, nem juramentos
como juramentos."
Essa
oração de Kol Nidre que absolve o judeu que falhou cumprir os seus votos é
muito criticada. É natural porque os críticos dizem seria tolice fazer um
negócio com judeus que poderiam ser absolvidos de todos os juramentos no dia da
expiação.
Mas
realmente, os judeus não estão querendo fugir de seus compromissos. Estão
simplesmente expressando a sua incapacidade de cumprir todos os seus votos e
compromissos. Quer dizer, na opinião deles, ninguém pode pensar, no dia da
expiação, que já cumpriu e que Deus é obrigado a aceitá-lo. Também , uma
cerimonia religiosa, não tem nada a ver com a Lei civil e um judeus não pode
fugir um contrato legal sem enfrentar as conseqüências da lei.
Até os
judeus dizem: "Yom Kippur faz expiação das transgressões cometidas contra
Deus. Yom Kippur, não faz expiação para um homem que pecou contra outro, se não
houver restituição. Tem que acertar as contas com aquele que sofreu primeiro ou
não receberá o perdão de Deus."
Os
cabalistas escreveram: "a oração daquele que tem ódio contra outro não será
atendida , nem no dia de Yom Kippur." Dizem mais: "por causa da
inimizade e ódio em nossos corações estamos impedindo a vinda do Messias. Somos
perseguidos por nossas iniqüidades e por isso cada dia tornam-se piores do que
os outros. Até nações sabem que existem divergências e divisões entre nós.
Somos um povo só, com uma só língua. Devemos ser unidos especialmente porque
moramos entre inimigos. Porque que deveríamos odiar até os nossos?
"Que
Deus faça uma expiação para nós renovando o nosso coração de pedra, renovando o
nosso espirito e tirando o nosso ódio, até que seremos mais uma vez unidos em
nossa terra!"
É um
costume entre certos judeus praticar imersão na véspera de Yom Kippur. Fazendo
Teshuvah (arrependimento), faz a limpeza por dentro mas observando a imersão,
ou um banho ritual faz a limpeza por fira. Isa. 1:16.
A Talmud
comentando sobre o versículo que diz que "naquele dia afligireis as vossas
almas..." ensina que existe 5 aflições para serem observadas pelo povo:
- É proibido comer ou beber.
- É proibido tomar banho.
- É proibido ungir-se.
- É proibido usar sapatos.
- É proibido Ter relações sexuais.
As 5
aflições correspondem aos 5 livros de Moisés (A Torá) que foram completados
naquele dias e correspondem, também aos 5 sentidos pelos quais nós guardamos os
mandamentos ou transgredimos.
A idéia é
que a alma deve ser afligida até não sentir-se em casa no corpo. Justamente
porque a alma tem 5 nomes:
- Alma.
- Vento.
- Espírito.
- O único.
- O vivente
Há 5
aflições para remover a corporalidade.
Os comentários
da Talmud tinham um dificuldade em reconciliar como uma confissão que consiste
em apenas palavras poderia ab-rogar um ato pecaminoso. Mas os rabinos
resolveram o problema dizendo que quando um homem fizer "Teshuvah"
que é (arrependimento e confissão), então, Deus através da sua confissão
fará-lhes uma nova criatura! Então, ele não é aquela criatura pecaminosa que
transgrediu!
"YOM KIPPUR"
"O
Sábado dos Sábados"
Lev.
16:1-34
Deus
avisou Moisés que Arão, o sumo sacerdote, não pudesse entrar no santuário –
dentro do véu , senão uma vez por ano só, no dia 10 de Tishri, para sacrificar
para ele mesmo, sua casa, para o lugar santo, para o tabernáculo da
congregação, para o altar e para o povo de Israel. Levaria a pena de morte se
entra-se noutro templo.
Os
sacrifícios.
O
sacerdote entrou com:
- um novilho (oferta para pecado). Lev. 16:3.
- Um carneiro (oferta para holocausto).
O
sacerdote foi vestido com vestes sagradas: Lev. 16:4
- Uma túnica de linho.
- Calças de linho.
- Cinto de linho.
- A nitra de linho.
A
congregação trouxe:
- Um bode para o Senho (oferta para pecado). Lev. 16:5.
- Um bode emissário.
- Um carneiro. (oferta para holocausto).
O sumo
sacerdote depois de:
- Sacrificar para si mesmo, um novilho e para sua casa.
- Tomou os dois bodes e pus perante o Senhor na porta da tenta da congregação. Lev. 16:7.
- Lançou sorte sobre os bodes. Lev. 16:8
- uma para o Senhor
- outra para o bode emissário.
- Sacrificou o bode sobre o qual caiu a sorte do Senhor.
- Apresentou outro bode perante o Senhor para fazer expiação por meio dele e o enviou ao deserto como bode emissário.
Tipologia
do Dia da Expiação:
- O Sumo Sacerdote.
- Os dois bodes
Tudo
tipificou a obra da redenção pelo Senhor Jesus:
- Tudo foi feito pelo sumo sacerdote sozinho, não pelo povo. O povo havia apenas de trazer o sacrifício. Heb. 1:3; Mat. 26:47-50; Mat. 27:24-25.
- O bode sacrificado representava Cristo no aspecto da sua morte que vindica a santidade e a justiça de Deus que exige a penalidade de pecado através da Lei. Rom. 3:24-26.
- O bode solto tipifica aquele aspecto da obra de Cristo e da redenção que leva embora os nossos pecados, tirando-os de uma vez por todas. Heb. 9:26; Rom. 8:33-34.
- O sumo sacerdote entrando no Santo dos Santos tipificava, Cristo entrando nos céus com seu próprio sangue por nós. Agora, o trono do julgamento é o torno de graça aos crentes verdadeiros. Hebr. 9:11-12; 4:16.
- Os sacerdotes do N.T. tem o que Israel nunca tinham. A entrada é livre ao torno da graça. O véu foi resgatado; pelo sangue de Cristo podemos entrar no Santo dos Santos com intrepidez. Heb. 10:9-10 e 19-22; 4:14-16; Mat. 27:5.
Os
sacrifícios dos animais também tipificam a obra de Cristo:
- Eram substitucionárias.
- A lei não foi evitada, mas honrada.
- O animal havia de ser sem mancha, limpo.
- O sacrifício era uma promessa que o pecado seria perdoado e o e teria comunhão com Deus.
- Cristo foi sacrificado por nós, sua morte era substitucionária e expiatória.
- Cristo cumpriu a Lei e pagou a penalidade da Lei.
- Cristo era sem mancha nunca pecou, e é perfeito.
- Cristo nos dá perdão de uma vez por todas e nos dá comunhão eterna com Deus.
Dispensacionalmente:
Para
Israel, como nação o seu sumo sacerdote está dentro do Santo dos Santos.
Quando
Jesus voltar, Israel será convertida, perdoada e restaurada de uma vez por
Todas!
A SINAGOGA
A palavra
em grego é "sunagoge" e significa "ajuntamento de Povo". E
o chefe da sinagoga em grego é "archesunagoger" Até nos últimos vinte
anos a palavra sinagoga denotava a casa de oração, para os judeus ortodoxos
enquanto a palavra templo significava a casa de oração dos judeus reformados.
Mas hoje, em dia, pelo menos nos EUA essa distinção não se aplica mais. As
vezes, conservadores e reformados empregam a palavra sinagoga e as vezes conservadores
usam a palavra templo.
- A Origem da Sinagoga
A origem das sinagogas é obscura. Alguns pensam que
teve sua origem no tempo de Moisés, mas não há provas. Outros pensam que a
sinagoga originou no tempo do cativeiro em Babilônia sob a liderança de Esdras.
Isto é razoável porque estava fora do seu pais e do seu templo por 70 anos.
Temos certeza absoluta que muitas sinagogas existem antes a destruição do
templo em 70 D.C. por que há muitas referências no N.T. (Marcos 1:21; 6: 2
Lucas 4:16-31; 6:6; 13:10 etc.)
- A função da Sinagoga
As sinagogas foram fundadas por vários motivos. Os
motivos na ordem da sua importância são:
- Casa de instrução e educação religiosa.
- Casa de oração.
- Casa de adoração.
- Casa para funções da comunidade judaica.
- Casa de atividades para a mocidade.
- A Descrição do Interior da Sinagoga.
- A Santa Arca: (Aron Há-kodesh) que é sempre colocada dentro de (Mizrah) que é parede para o lado leste na direção de Jerusalém.
- A Sefer Torah: (0 Rolo da Lei) Este rolo de pergaminho está escrito a mão e fica em pé dentro da Santa Arca. A Sefer é tirada e lida em todas as ocasiões religiosas que exigem a leitura como: nos sábados e nas Santas Festas.
- A Cortina: (Paroket) que é a cobertura da arca. Isto é para continuar o costume de ter a cortina divido o Santo dos Santos do Santo Lugar no Tabernáculo.
- Tabelas da Lei: (Luhot) Um desenho das tabelas fica na parede sobre a Arca. Isto simboliza o conteúdo da Arca.
A coroa da Torah: (Keter Torah) De todas as coroas
que existem no mundo a Coroa da Torah e a mais nobre. Para simbolizar isto, o
rolo Da lei é coberto com fino veludo e as coroas são de prata.
- A Árvore da Vida: (Ez Hayim) Isto é como o nome dado aos cabos do rolo da lei. São feitos de madeira. Recebeu esse nome por causa de madeira. Recebeu esse nome por causa de expressão: "Ela (A Lei) é uma árvore da vida para todos que a segura."
- O Apontador: (Yad) Este apontador é feito d prata e é usado pelo leitor das escrituras como um guia.
- A Luz Perpétua: (Ner Tamid) desde os tabernáculos até a sinagogas de hoje. Essa lâmpada que é suspeita sobre a arca. Simbolizada a Eterna fé de Israel (conforme a opinião deles). É suspeita Sobre a arca para mostrar a dependência dos judeus sobre a lei.
- A Bima: (púlpito) simboliza o altar o fica em frente de arca. É na bima que os judeus oram e pregam as escrituras.
- O Siddur: (Livro de oração) este livro contém todas as orações diárias, e para e as festa e aos sábados em ordem. Existe em outro livro de oração chamado o kolbo que contém todas as orações judaicas que existem.
Liturgia:
- Orações: começaram com o "Shema" (Deut. 6:4-9; 11:13-31; Num. 15:37-41) o judeu piedoso recita o shema três vezes por dia. É considerada oração mais importante. As 18 bênçãos: "Shemeneh Esreh" E Também chamado "Amidah" pelo Sephardin porque significa "Em Pé". Essas orações tem três ênfases, a glória de Deus, a esperança individual e coletivamente, e a gratidão pelas bênçãos já recebidas. As 18 benções são repetidas pelo Cantor ou Chazan para que a congregação não perca-as. É chamado "Hazrat há-shaz" que significa: Repetição pelo representante da congregação.
- Leitura da Torah: A cerimônia de leitura começa quando alguém é chamado na frente para abrir a arca. Depois de uma oração, a arca é tirada e dada para o cantor (hazzan). Então, mais alguém é chamado na frente, chama-se "Aliyah" Essa honra é oferecida primeiramente a um "Cohen" (descendente dos sacerdotes dos sacerdotes). A segunda "aliyah" é oferecido ao "Levi". As outras aos israelitas. Geralmente tem 7 "aliyahs" (chamadas para ler a Torah).
- Leitura da Haftorah: Isto é leitura da porção profética.
- Benção sacerdotais: é chamada "Birita Kohanim" orações pronunciadas pelos homens com o sobrenome, "Kohein" .
- A Volta de Torah para a Arca: Quando tirarem o Torah e quando é retornada a congregação canta e faz uma processão. Alguém é chamado e honrado com a tarefa de por a Torah na Arca.
- O Sermão: é pregado depois que o Torah é colocado na Arca. O sermão é chamado "Derashah" e deve ser uma interpretação da Lei, aplicada aos problemas de hoje.
- Musica: Por quase 500 anos depois da destruição de Jerusalém em 70 D.C. houve uma ausência de música para lamentar a destruição. No século 19 as sinagogas iniciaram de novo, na Europa. No século 20 algumas sinagogas usam música mas os ortodoxos continuam sem.
Os
oficiais:
- Rabinos
A Palavra significa "Professor ou
mestre". Antigamente um homem foi designado "Rabi: pelo outro
"Rabi" de fama. Hoje em dia é necessário a sua formatura num
"Yoshivah" (seminário teológico judaico).para ser digno deste cargo,
o homem deve mostrar sinceridade e motivos, erudição judaica e ordenação.
Deveres: O rabi não somente pode ser casado, mas
deve ser. Hoje em dia, o seu trabalho é bem semelhante a de um pastor. El é
responsável para os cultos, para pregações para as cerimonias de nascimento,
confirmação, casamento e morte, e para ser um guia espiritual.
- O Cantor: (Chazen ou Hazzan) Ele é quase igual ministro de música com a exceção que deve ter uma voz treinada profissionalmente. Ele dirige o coro, lidera as orações que são entoadas. Ele prepara os candidatos para "Bar-Mitzvah" . Também tem, as vezes, algumas funções administrativas.
- O Leitor Perito: (Baal kore) Ele é um técnico que leia as Escrituras cuidadosamente e com as entonações próprias.
- O Leitor Perito de Orações: (Baal Tefillah) Ele é um leigo e não foi treinado profissionalmente. Ele guia congregações em suas orações.
- O Representante da Congregação em Oração: (Sheliah Zibbur) Ele responde para a congregação em suas orações.
- O Zelador: (Shammash) Ele é responsável para os parafernais religiosas, a distribuição dos livros de oração e os shales de oração (tallith) etc.
"O CALENDÁRIO"
O Ano
Lunar: 354 dias, e aproximadamente 8 horas – Luah (10 dias e 21 horas mais
curto que o ano solar. Cada 3 anos, adicionam mais um mês).
Conforme
o calendário judaico estamos vivendo no ano 5,731 (até Maio de 1971). Porque o
seu calendário é baseado no sistema lunar e não solar. Segundo o sistema lunar
um ano contém ou 355 ou 354 dias, enquanto o sistema solar tem ou 365 ou 366
dias.
As festas
religiosas sempre caem nos dias conforme o calendário judaico, mas há sempre
uma variação no calendário solar ou Gregoriano.
O dia
judaico começa ao por do sol e termina no mesmo no próximo dia. O ano contém 12
meses, com e uma exceção do ano bissexto. Em cada 19 anos, eles tem 7 anos
bissextos.
Os nomes
de meses são de origem Babilônica:
1. Nisan
Abril. (início do ano novo agrícola) criação do mundo.
2. Iyar
Maio.
3. Sivan
Junho.
4. Tammuz
Julho.
5. Ab
Agosto.
6. Elul
Setembro.
7. Tishri
Outubro. (o ano religioso) saída do Egito.
8.
Cheshvan Novembro.
9. Kislev
Dezembro
10. Teves
Janeiro
11.
Shebat Fevereiro
12. Adar
Março.
(Segundo
Adar) (Ano bissexto)
"Veadar
ou Adar sheni" "Ibbur"
Segundo a
tradição judaica, o ano primeiro era o ano da criação mas judeus modernos dizem
que era o primeiro ano da civilização e não da criação.
Nos E.U.A
o calendário judaico é preparado com o horário de ascender as velas - nos
sábados. Porque há uma variação nos horários em cada cidade. E também o horário
é diferente cada Sábado.
Rosh
Hashanah: é o ano novo 1 de Tishri é designado como novo ano religioso
(Setembro). 1 de Nisan é o começo do ano novo civil ou agrícola (Abril) Lev.
23:24 / Êxodo 12:1-2.
Conforme
a tradição judaica, o mundo foi criado no primeiro de Tishri.
Tekiat
Shofar: é literalmente tocando no chifre do carneiro. O dia de Rosh Hashanah é
um dia muito sério na religião judaica. É considerado como um dia de julgamento
quando Deus julga Israel e os povos. É celebrado dois dias e também o
consideram um dia de renascença espiritual.
Segundo
uma tradição rabinica Deus ordenou que Israel tocasse ou trombetas ou chifres
do carneiro pelas seguintes razões:
- Para chamar o povo ao arrependimento.
- Para fazer lembrar o próprio Senhor que Ele fez uma aliança com Israel dando muita promessas para a semente de Abraão (um meio de pedir misericórdia). enfim
- Para confundir satanás neste dia porque os rabinos pensavam que ele ia acusá-los neste dia.
O chifre
usado no dia de Rosha Sahanah é o chifre de carneiro para trazer a memória do
Senhor o sacrifício de Isaque pelo seu pai Abraão. Também um pedido para
misericórdia.
"O LAR"
Tradicionalmente
os judeus dizem que judaísmo no lar é muito mais importante do que o da
sinagoga. Afirmam também que se todas as sinagogas fossem fechadas, a vida
religiosa do judaísmo continuaria porque o centro da sua religião não é a
sinagoga mas o lar. Consideremos, então, alguns Costumes Hebraicos, que tem sua
maior relação com o lar judaico.
"CASAMENTO"
- A Lei civil do país deve ser observada em primeiro lugar.
- A cerimônia tradicional depois.
A presença de um Minyon (grupo de 10 judeus) é o
mister. Isto é a maneira de enfatizar que o casamento não é importante só para
a vida do casal mas também é considerado importante para a comunidade.
Antigamente a comunidade ajudava generosamente para as coisas materiais para os
noivos.
Na época
é licito escolher para si mesmo sua noiva ou noivo mas antigamente não era
assim. Cabia aos pais escolherem. Lembrem-se os exemplos Bíblicos como no caso
de Abrão, Isaque etc... (Gen. 24 e Gen. 28).
Os
símbolos tradicionais ligados com o casamento são:
a. A
Chupah: (em português chama-se pelos vários nomes tais como: pálio, dessel,
baldaquino e pavilhão). Não sei qual entre eles é o mais comum mas vou chamar
de chupah como a pavilhão. Os noivos ficam em pé sob o chupah durante a
cerimônia. Esse pavilhão é feito de material muito fino de alta qualidade.
Simboliza real porque os noivos são considerados como rei e rainha no dia do
seu casamento.
b. O
Anel: Pode ser de ouro ou de prata mas deve ser muito simples. Simples para
minimizar a diferença entre noivos pobres e noivos ricos. Tipicamente também a
tradição judaica de igualdade. Na minha experiência já vi muitas senhoras
judaicas usando os seus anéis mas também usando ao mesmo tempo anéis com muita
jóias ou pedras caríssimas. Aparentemente, as judias não agüentavam ficar só
com um anel simples. O anel simboliza a perfeição eterna. (Seja santificada a
mim pela lei de Moisés e Israel).
c. O
Documento do Casamento:
Depois de
colocar o anel é lido esse documento de casamento que se chama o Ketubah. É o
contrato das obrigações mutuais entre o casal.
d. O copo
de vinho:
Os noivos
bebam do mesmo copo no princípio da cerimonia e mais uma vez no fim.
Antigamente usavam dois copos. O primeiro para simbolizar a vida de alegria, e
o segundo significava a vida de sacrifícios. Bebendo juntos significava o
destino comum do casal.
e. Quebra
do copo:
A
cerimonia está concluída quebrando o copo. O noivo quebra o copo pisando nele.
Simboliza várias coisas:
- Faz lhes lembrar a destruição do templo.
- Faz lhes lembrar que a vida é frágil e transitória.
- Foi também para assustar os espíritos malignos, expulsando-os porque demônios tem ciúmes de qualquer alegria humana.
f. A
benção sacerdotal: Essa benção profunda se encontra em Números 6:24-27.
"O
SENHOR TE ABENÇOE E TE GUARDE: O SENHOR FAÇA RESPLANDECER O SEU ROSTO SOBRE TI,
E TENHA MISERICÓRDIA DE TI: O SENHOR SOBRE TI LEVANTE O SEU ROSTO, E TE DE
PAZ."
g. Os
hospedes:
Tradicionalmente,
era obrigatório para o hospede cumprimentar o noivo dizendo-lhe que ele escolheu
uma noiva belíssima. Os rabinos ficavam perturbados, porque se essa descrição
não podia ser aplicada, isto é se a noiva era feia mesmo, então os hospedes
seriam culpados de testemunhas falsa violando a lei de Moisés. Tudo foi
resolvido quando esses sábios concluíram que todas as noivas pudessem ser
consideradas lindas e nos olhos do noivo dela sempre é a mais belíssima.
h.
Divórcio: É raro entre os judeus. Eles dão muito ênfase sobre a unidade da
família. Mesmo assim, conforme as leis judaicas se o divórcio for necessário
será fácil obte-lo. De fato, o Talmud diz que pode divorciar-se de sua esposas
se ela queimar o jantar. Mas continua dizendo que: "Se existe tão pouco
entendimento e compreensão entre o casal que uma carne queimada leva tal importância
então significa que já exista uma incompatibilidade básica. Na tradição judaica
é considerada a maios má criar crianças num lar sem amor de que a necessidade
das crianças enfrentarem o divórcio dos seus pais.
Chanukah Habbayth : (Dedicação da casa).
Isto é um
costume, que era observar sempre, mas que hoje em dia está sendo observados por
poucos porque hoje muitos já abandonaram. É uma cerimonia pela qual a vida
judaica começa num lar. Os recém casados colocam a nezuzah na porta com orações
e bênçãos pronunciadas.
A
Nezuzah:
É um
oramento colocado no batente da porta de acordo com Deuteronômio 11 : 20,
"E escreve-as nos umbrais de tua casa e nas tuas portas".
As duas
primeiras partes de "Shema" que é Deut. 6:4-6 e 11:13-20. São
escritas em Hebraico num pedaço de pergaminho, que então é enrolado e colocado
em um recipiente de metal ou de madeira. É posto numa posição inclinada ao lado
direito da porta dos lares dos judeus. A palavra "Shaddai" ; está
escrita no outro lado do pergaminho, e a letra "Sheen" em Hebraico
apareça através da pequena abertura na Nezuzah. A Nezuzah simboliza a família
judaica e a sua lealdade a lei de Deus. Judeus piedosos tocam os sua lábios com
o seu dedo e depois a Nezuzah quando entrarem ou saírem da porta. A Nezuzah tornou-se
um símbolo do lar judaico e um sinal da presença de Deus na casa. Infelizmente,
a Nezuzah tem se degenerado num mero amuleto. Vejamos em Jeremias 31 33;
Ezequiel 11:19-20 que desejo de Deus que o seu povo escrevesse as leis nos seus
corações. Um mero amuleto fora da casa nunca pode agradá-lo.
Kashrus (Kosher: A Lei Dietética).
Essas
leis são baseadas em Lev. 11. Mas as regras talmúdicas vão muito além do ensino
do Torah. (Como sempre).
1. Os
animais precisam ser matados de uma maneira muito especial.
Um
especialista, chamado Shochet, que é um profissional, usa uma faca de certa,
medida, bem afiada para evitar crueldades e para que o sangue possa drenar ou
esgotar mais rápido. Porque conforme o ensino do A.T. não era lícito comer
carne que ainda continha sangue. Então, é preciso saturar a carne em água por
uma hora e depois por mais meia hora em água salgada.
2. Os
dois jogos de louças.
Não é
permitido comer produtos de leiteria até seis horas depois de comer a carne.
Isto é baseado numa interpretação (errônea) de Êxodo23:19 ; 34:26 ; e Deut.
14:21. É necessário usar um jogo de louças para carne e outro para produtos de
leiteria.
Lev. 11.
Registra as verdadeiras leis dietéticas que Deus deu a nação de Israel naquela
época. Os rabinos de hoje acre ditam que essas leis eram temporárias (com a
exceção dos ortodoxos). Foram dadas porque a nação não tinha meios de
refrigeração. Quer dizer foi por razões higiênicas.
Qual é
nossa posição como crentes? Somos obrigados a observar Lev. 11? Pessoalmente,
creio que os rabinos tem razão para dizer que essas leis foram temporárias.
Porque, originalmente, a raça humana não recebeu ordem de recusar comidas.
Essa
ordem não veio até depois e como lei foi dada aos Israelitas. Lembrem-se que
faz parte da lei mosaica que também era temporária.
No certo
sentido Deus estava fazendo lições ao seu povo, lições de objeto. Mostrou-lhes
que deviam fazer diferença entre carne Kosher (limpa, pura) a carne treyfah
(impura), ou melhor proibido. A carne kosher representa o que é bom, enquanto a
carne treyfah representa o mal. Infelizmente muitos judeus ficam satisfeitos
observando ao pé da letra adicionaram leis que Deus nunca lhes deu.
Vejamos o
que o Senhor Jesus disse aos fariseus (Marcos 7: 1-23) Mostrando-lhes
claramente que a impureza da vida não tem nada a ver com a comida. Pode
comparar Atos 10:9-10; onde Deus exigiu (numa visão) que o Apóstolo Pedro
matasse e comesse animais proibidos antigamente. Foi para ensiná-lo que ele não
deveria ficar com preconceitos contra os gentios.
O
Apostolo Paulo nos ensina em Rom. 14; a atitude que crentes devem manter neste
sentimento. Devemos Ter tolerância com irmãos cujas convicções são diferentes
do que as nossas. A convicção de Apostolo Paulo era: "Eu sei, e disso
estou persuadido no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesma impura, salvo
para aquele que assim a considera; para esse é impura !" (Rom. 14:20; I
Tim. 4:3-4).
Pois bem.
Essa idéia do dois jogos de louças é uma invenção dos rabinos baseado na mal
interpretação dos seguintes versos: Êxodo 23:19; 34:26; Deut. 14:21). Estes
trechos: "Não cozerás o cabrito no leito da sua própria mãe."
Os
rabinos concluíram que este versículo significa que carne e leite na mesma
louça não seria lícito. É meio difícil compreender sua interpretação. Pra mim,
o verso simplesmente está dizendo que eu não devo matar um cabrito que ainda
está alimentando-se da sua mãe.
Que quer
dizer não chegou a idade de ser sacrificado. Ou que seria melhor não cozerá o
cabrito no leite da sua própria mãe. Ouviu falado também, que os pagã
praticavam cozinhar um cabrito vivo elite da sua mãe ! E a advertência é que o
povo Deus nunca pode imitar tal coisa. Seja qual for a interpretação certa,
creio que a idéia de dois jogos de louça é longe dela!
Circuncisão
(Brith Me’ilah).
O rito é
no lar quando o infante chega ao seu oitavo dia de vida. A criança recebe o seu
nome neste dia. A pequena operação é feita por um especialista chamado um Mo’el.
A cerimônia com uma oração dele. Ele pede que o menino cresça física e
mentalmente e para que ele passe a amar o Torah até Chupah (casamento). Também,
que ele tenha uma vida cheia de boas obras (mitzavahas).
Pidyon
Haben (Redenção do Filho eu Pidyon habechor: redenção do primogênito).
O ritual
toma lugar no lar depois de 30 dias de vida. É baseada em (Êxodo 13:1-2 e 13-15
e Núm. 18:15-18). A cerimônia está realizada sempre no lar. O Pai tem que pagar
um Cohen (descendente, suposto, de Arão). 5 dólares de prata. Judeus com
sobrenomes ou Cohen ou Levi são isentos deste ritual. Biblicamente este costume
serve para fazes-lhes lembrar da sua lembrar da sua redenção da sua redenção do
Egito, quando Deus julgou os primogênito de Faraó e os egípcios. O rabino, Morris
- Kertzer no seu livro: "What is a Jew" diz: "Conforme a
legenda, o primogênito tinha a responsabilidade dos rituais religiosos da casa
e da família. Mas depois de êxodo este serviço passou os descendentes de Arão e
aos Levitas. Mas os outros primogênitos necessitavam ser redimidos pelo preço
da redenção assim transferindo suas obrigado aos sacerdotes.
Bar-Mitzvah
(Filho da Lei o Mandamento)
Estes
costumes é observado pelos ortodoxos e conservadores. Quando um menino chegar
ao seu décimo terceiro aniversário, é considerado qualificado a ser
Bar-Mitzvah.
Desde
então é considerado responsável perante a lei pelos seus atos e pelas suas
obrigações religiosas.
Nos
Sábado (antes ou depois) do seu aniversário, o menino é chamado na sinagoga ao
altar para ler um trecho da Torah em hebraico .
Conforme
a tradição, era necessário para o Bar-Mitzvah. dar um discurso Talmúdico. Hoje
em dia, é apenas necessário afirmar sua intenção de seguir judaísmo e declarar
sua intenção de estruturar Torah.
Depois da
cerimônia na sinagoga, realiza-se uma festa em casa. O menino receba muitos
presentes dos pais e dos parentes e amigos.
A origem
deste costume é recente. Não passa 600 anos. Originou-se na Europa. Não é
Bíblico.
Recentemente,
nos últimos 20 anos os reformados e alguns conservadores introduziram o costume
de Bar-Mitzvah. (Filha de mandamento) mas meninos e meninas fazem sua
"confirmação", quando tiverem 15 ou 16 anos, em grupos.
Netilat
Yadayim (Lavagem das mãos).
Judeus
piedosos lavem suas mãos várias vezes durante um dia. Lavem-nas ao acordarem,
antes e depois das refeições e antes das orações.
Responsabilidades
dos Pais.
A Mulher
(bath habbayith) é responsável para ascender as velas nos sábados e nas festas.
Ela precisa orar e pronunciar bênçãos na hora. Ela é responsável também para
manter a casa "kosher".
O pai,
(Baal Habbayith) tem responsabilidade principalmente na sinagoga. Mas, também é
responsável para a educação da sua família. Deut. 6:4.
"LIVROS SAGRADOS"
Conforme
alguns rabinos, não existem (em um livro só) todas as leis que comprometeram os
judeus. O livro que venha mais perto é o "Shulchan Aruch". Foi
escrito, no século 16, pelo Sr. Joseph Caro.
- Shulchan Aruch: (Século 16). Este livro contém todas as leis básicas e é aceito pela maioria dos ortodoxos. Porem, todos os ortodoxos o consideram representante de toda a lei. Que deve incluir todos os códigos, e comentários as emendas, as respostas rabinicas em relação aos problemas da vida. Os reformados não aceitam o Shulchan Aruch e os conservadores já tem abandonados muitos ensinos neles. (O rabi, Morris Kertzer disse: "Até a Bíblia não pode ser considerada a regra da pratica religiosa imutável...muitas leis Bíblicas já foram reinterpretadas fora da existência...neste sentido, a lei rabinica e a bíblia não são idênticas.") (What is a Jew p.75).
- Os Talmuds: A palavra, Talmud significa "instrução". Os Talmuds são produtos de muitas gerações começando (conforme a tradição) com Esdras e sendo completados no ano 600 D.C. em Babilônia. Quer dizer levou mais ou menos 1000 anos para faze-los.
- A Mishna: Foi o primeiro comentário sobre a Lei (Pentateuco) também conhecido como "Halakah" que significa "linha de conduta" ou "regra religiosa".
- Gemera: foi um comentário sobre a Mishna para explicá-la. A Gemera contém muita discussões, decisões e debates dos rabinos e escribas sobre o (Pentateuco) e a Mishna. Gemera significa "completa".
- Hagadah: a palavra significa "narração ou história". Hagadah não é um livro em si apenas todas as partes de Halakah e Gemara que em homilias, narrações humanisticas.
- O Talmud então, é composto destes três: A Mishna, Gemera, e A Hagadah
Existem
dois Talmuds:
- Talmud de Palestina também é conhecido como Talmud Jerusalém completado 400 D.C.
- Talmud de Babilônia completado 600 D.C. É o mais importante.
O mais
importante é o Talmud Babilônico tendo quase 2,500 páginas e é o Talmud de hoje
enquanto o Talmud Jerusalém é bem menor e mal conhecido.
O
Conteúdo de Talmud.
Contém:
ética, leis, poesias, orações, rituais, sermões, folclore, lendas, comentários
de escrituras e teologia. O Talmud pode ser considerado como uma enciclopédia
de uma época do povo judeu.
"O SÁBADO"
O que
mais distinge Israel e o povo judeu das nações é a observação de Sábado.
Então, o
estudo de Sábado merece o mossa consideração. Vamos considerar a :
- Sua origem.
- Sua importância.
- Seu desenvolvimento.
- Sua observação em nosso dias.
- Seu motivo ou propósito.
- Dado para quem?
- Permanente ou temporário?
Sua Origem
A
primeira menção de Sábado ou o sétimo dia e acha em Gên. 2:2 –3. A Bíblia nos
ensina que Deus santificou o sétimo dia e descansou de toda a sua obra com
Criador nesse dia.
Então, é
bem claro que Deus santificou o sétimo dia para comemorar sua obra de criação.
Êxodo 20:11.
O povos
antigos tinham o costume de observar os sábados, especialmente em Babilônia.
Eles observaram os dias 7, 14, 19, 21, 28 de cada mês. Até o rei não podia
fazer certas coisas no dia que eles chamaram sabatu. Mas em babilônia foi
ligado com astrologia mais do que qualquer idéia de agradar Deus. Dia 19 foi
observado também porque 19 adicionado com os 30 dias do mês anterior em 49 ou 7
x 7 o número sagrado.
Sábado e a Nação de Israel
Conforme
o ensino em Êxodo 16:23-29, o Sábado já era uma instituição, pelo que, quando
os dez mandamentos forma transmitidos, o Sábado não foi proposto como se fosse
uma nova Lei.
Embora
que a idéia de observar os Sábados foi comum antes da Lei, eu orei – que os seu
detalhes específicos foram estabelecidos pela primeira vez no – conteúdo da Lei
que foi entregue no Sinai para Israel. É importante notar – que a Lei,
inclusive o Sábado, foi dado só a Israel. Êxodo 20:8-11.
Em
hebraico a palavra Sábado é shabbat: e significa: Cessar ou Descansar.
Era para
ser principalmente um dia de descanso de todo o trabalho e de todo um dia
dedicado a renovação Espiritual e Adoração a Deus. Isto era o propósito do
Sábado.
A próxima
menção do Sábado se encontra em Êxodo. 31:12-18. Aqui, vemos a importância do
Sábado na vista de Deus. Deus obrigou Israel a guardar os seus sábados com pena
da morte se profanarem. Era para ser sinal entre Deus e Israel e como uma
aliança perpétua em suas gerações.
A ordem
era guardar os sábados vem repetida muitas vezes no Antigo Testamento.
Lev.
16:31; 19:3 e 30; 23: 3, 11, 15-16 , 32, 38; 24:8; 25:2, 4, 8; 26:2, 34-35, 43;
etc.
Será que
Deus mataria alguém só por trabalhar um pouco no dia de Sábado? Vejamos o que
aconteceu com um homem que violou o Sábado. Números 15:32-36.
Israel
nem sempre guardou o Sábado. De fato, um famoso rabio, Achad Haam disse:
"O SÁBADO GUARDOU ISRAEL MAIS DO QUE ISRAEL GUARDOU O SÁBADO".
O Seu Desenvolvimento
Os judeus
observavam o Sábado de um modo geral. Não trabalhavam e dedicavam o seu dia
para adoração do Senhor. Mas o descanso não era estritamente ou rigidamente
observado. O povo viaja percorrendo a terra. Eles passavam sem as – restrições
que vieram mais tarde. De fato a observação de Sábado degenerou tanto que foi
um das maiores razões porque deus permitiu Nabucodonozor de atacar vencer Israel.
(Jeremias 17:19-27).
Em Babilônia
Os judeus
começavam a dar mais ênfase sobre o Sábado de que nunca. Alguém tem uma idéia
sobre o porque? Respostas: Em Babilônia foram despojados de seu templo e dos
sacrifícios e da sua adoração cerimonial.
Surgiam
homens, tais como Esdras e Neemias que queiram obedecer os preceitos de Deus.
Os preceitos como circuncisão e o Sábado podiam ser observados. Sendo assim, é
claro, o porque circuncisão tornaram-se os primeiros símbolos de judaísmo.
Podemos
ver um grande contraste entre os que foram levados em cativeiro com os que
foram na terra em relação ao Sábado. Vejamos o que Neemias encontrou quando
voltou a Jerusalém. (Neemias 13:15-22).
Em Jerusalém no tempo de Cristo.
Um
sacerdote, ficando na torre do tempo tocou a trombeta como o sinal de cessar o
trabalho e começar o Sábado descanso.
Nas
outras cidades, um judeu no teto da sinagoga tocou sua trombeta seis vezes!
A
Primeira vez: para os obreiros no campo ao redor de cessar os trabalhos.
A Segunda
vez: as lojas na cidade fecharam-se.
A
Terceira vez: avisou as senhoras da casa para tirar as panelas dos fogões e –
embrulha-las para preservar a comida quente, e para acender as velhas no
Sábado.
Depois
veio um intervalo e a trombeta foi tocada três vezes em sucessão, rapidamente
que significava o começo do Sábado. Não era lícito para o trombeteiro levar a
sua trombeta em baixo. Havia de deixá-lo no teto até a cessão do Sábado.
Na Idade Média (Medieval).
Durante
esta época o Sábado foi uma ilha de descanso no mar de perseguições. Os judeus
só tinham repouso e descanso no Sábado com sua família. Sexta-feira, cedo
faziam uma limpeza da preparação para o Sábado. Usavam a mais bonita toalha
sobre a mesa, e o melhor de tudo foi empregado naquela noite. Depois de jantar
a família cantou z’miros – canções da mesa, honrando o Sábado, e compostas
pelos poetas. Foi o costume de convidar uma visita para jantar especialmente um
sábio que podia dar uma interpretação de um estudo na Tora. A comida mais
providenciada era peixe ou ganso, bem temperado. Um tipo de pão especial foi
feito para o Sábado, chamava-se challoth (challos) pão de Sábado.
Nos Tempos Modernos
Foi
introduzido o costume de Kabbolas Shabbot ou Saudação a Rainha que era o
Sábado. Certos judeus piedoso se vestiram com a roupa mais fina que tinham e
fizeram uma procissão fora da cidade para saudar o Sábado, cantando salmos e
terminando com "venha a noiva, venha noiva!". Um dos mais famosos
canções até hoje o D’choch Dodi que significa.... venha amigo encontrar a
noiva. (Foram Kabbalistas que introduziram estes costumes). A Senhora da casa
faz a cerimonia de ascender as velas, cobrindo os seus olhos com as mãos e
recitando a benedição ou benção. O pai e os filhos cantam Shalon Alcichem. Como
saudação aos 2 anjos que acompanham cada judeu da sinagoga até em casa. O pai
recita ultimo cap. de Provérbios honrando as esposa. O pai lia também o Tora, 2
vezes em hebraico e 1 vez aramaico.
Há uma
herança popular que as almas em Genhenna recebam descanso durante o Sábado de
mas quando o sábado terminar precisam voltar a Genhenna.
A maioria
dos judeus pensam que o descanso do Sábado rigidamente observado pelo Esdras e
Neemias e outros foi preservado somente porque a circunstâncias eram
favoráveis. Mas desde as modificações do século 19 foi impossível observá-lo
rigidamente.
Um judeu
Sr. Hayyim Shaues, autor do livro "Jewish Festival" disse: as
invenções revolucionaram comércio e industria numa maneira que transformou a
vida econômica. Também a influência dos cristãos observando Domingo deixou com
que os judeus não pudessem continuar observando Domingo deixou com que os
judeus não pudessem continuar observando o Sábado como antigamente. Somente os
ultra-ortodóxos continuam tentando observar o Sábado rigidamente. Hoje em dia,
a maioria dos judeus não o observe estritamente.
Sr.
Hayyim pensa que os judeus devem modificar as restrições, mais ainda continuar
a observar o Sábado. Ele empregou a expressão, "precisamos por o novo
vinho em garrafas velhas."
Conforme
o ensino de Números 28:9-10, é o impossível até para os ortodoxos observarem o
Sábado segundo a Lei. Não tem templo, nem o sacerdócio.
Eles
estão tentando observar o sábado como Talmud exige e não como a Bíblia. E a
maioria dos judeus não conhecem nada do Talmud. O Talmud dá 1.521 regras sobre
o Sábado.
O ano
júbilo teve início ao completarem 7 anos sabátisticos. (49 anos). Lev. 25.
O número
de 7 é sagrado e os rabinos falam em 7 milênios divididos assim:
1.20000
de Adão à Abraão.
2.20000
de Abraão a destruição do templo em 70.
3.20000
da destruição do templo até a vinda do Messias.
4.10000 e
milênio sabático sob o reino do Messias.
Há uma
coincidência com a esperança dos crentes !
Sábado vs. Domingo
Sábado
tem uma aplicação para crentes? Domingo foi a invenção de um papa como alguns
dizem?
Lembre-se
da acusação dos fariseus contra o Senhor Jesus e os seus discípulos? (Mateus
12: 1- 8).
A questão
de sábado e a circuncisão e a lei é resolvida para o crente pelo ensinamento do
N.T. (Col. 2:11; 16-17; Gálatas; Romanos).
- O sétimo dia comemora a obra de criação. (Gen. 2:1-3).
O
primeiro dia comemora a obra da redenção. (Mat. 28:1-6)
2. O
Sábado era o sinal da aliança de Deus como o seu povo, Israel. (Êxodo 31:13)
Domingo
significa a comunhão entre a Igreja e o seu Senhor ressurrecto. (Atos 20:7)
3. A
observação do Sábado foi obrigatória com a pena de morte. (Êxodo 31:14).
A
observação do Domingo não é obrigatória, é voluntária.
- O Sábado era a parte essencial da dispensação da lei mosaica.
O Domingo
e representativo da dispensação da graça.
É verdade
que o rei Constantino instituiu a lei de Domingo em 321 mas isto não muda o
fato que os crentes desde os dias dos apóstolos já tinham observado o Domingo.
Já pensou
no problema dos hebreus cristãos em Israel. Sábado é o dia legal para descansar
e adorar. Domingo é um de trabalho como qualquer outro. Vai condenar o hebreu
cristãos por trabalhar Domingo e adorar no Sábado?
O que
deve ser nossa posição? Romanos 14:1-12 (vs. 5,6).
"SÍMBOLOS"
Há vários
símbolos usados em judaísmo. Seria bom para crentes aprenderem quais são estes
símbolos e o significado deles para que pudessem usá-los como um ponto de
contato ou método de aproximação.
1. A Estrela de Davi (Môgen David).
A estrela
de Davi talvez seja o símbolo mais conhecido. Ela é usada na Bandeira Nacional
de Israel. Também se encontra nas sinagogas. Ë muito comum ver judias usando a
estrela na correntinha do pescoço. As vezes, judeus usam a estrela num alfinete
de gravata.
A estrela
tem dois triângulos entrelaçados. Um triângulo aponta para o céu e outro para a
terra. Então, é uma estrela de seis pontas.
Sua
origem é obscura. Um rabino diz que originou em Europa á 300 anos atrás. Afirma
também que não é símbolo sagrado ou religioso apesar da idéia que era o símbolo
no escudo do rei Davi. Tornou-se muito popular na Europa. E os nazistas
exigiram que todos os judeus usassem este símbolo como "um emblema de
vergonha" . Facilitou a captura dos judeus quando nazistas queriam
prende-los . Os judeus não deixaram de usá-los nos seus braços. Para eles era
"um símbolo de orgulho" e é até hoje .
Mesmo que
os rabinos modernos afirmam que a estrela não tem nenhum significado religioso
os hebreus cristãos vêem nela um significado muito interessante. Para eles a
estrela representa o Deus Triuno e os homens nas suas três partes, corpo, alma
e espírito. O triângulo voltado para terra, representa a Trindade pegando há
outro triângulo que representa os homens e levando-os para o céu !
2. TEFILLIN (FILACTÉRIOS)
Jesus
menciona o uso de Tefillin em Mat. 23:1-5. Mas ELE disse que os costumes
tornam-se mero símbolos de orgulho dos fariseus.
Os
Tefillin consistem em duas caixinhas de cor preta, e de uma ou duas polegadas
quadradas com correias de couro segurando-as. As caixinhas contem pedaços de pergaminhos
inscritos com versículos de Torah em hebraico. Os trechos são os seguintes:
Êxodo 13:1-16 ; Deut. 6:4-9 ; 11:13-23 ; que proclamam a unidade de Deus, Sua
providência e a restauração de Israel.
Ortodoxos
e Conservadores usam os Tefillin todos os dias úteis nas suas orações de manhã.
Não são usados nos sábados.
Motivo de
Tefillin? Para remover as distrações mundanas quando está preparando-se para
orar. O trabalho de colocar as caixinhas no braço esquerdo e na testa exigia
concentração.
Uma
caixinha colocada no braço esquerdo é mais perto do coração simboliza os laços
de emoção da sua fé, enquanto a caixinha colocada na testa simboliza a
aceitação intelectual da Palavra de Deus. Um rabino disse que tudo mostra a
consagração do nosso coração e das nossas mãos a vontade de Deus.
3. TALLITH (SHALE DE ORAÇÃO).
O Shale
de oração é usado pelos ortodoxos em obediência a Lei Bíblica. É feito de
tecido de soda ou lã. É branco e azul que são as cores de Israel. O shale ou
tallith tem franjas nos quatros cantos ou bolas chamadas, "tsitsis"
conforme o ensinado Torah. (Números 15:37-40; Deut 22:12). Os judeus usam o
Tallith nos cultos da manhã só. Geralmente, o judeu o seu tallith no dia do seu
Bar-Mitzvah. Algumas congregações ortodoxas, entretando, concedem o tallith só
no dia do casamento. Originalmente, tallith era um símbolo de distinção,
reservado pelos rabinos e escolares ou anciões. Hoje em dia, é símbolo de
igualdade. Os judeus piedosos usam o tallith como mortalha e não sepultados
nele.
4. YARMULHER (BOINA).
Os
ortodoxos usam o yarmulkeh ou um chapéu sempre e não só durante as orações. O
conservadores usam yarmulkeh só nos atos de adoração. (orações e cultos). Os
reformados, geralmente, não usam nos seus cultos. Não é bíblico e sim apenas
tradição. Os rabinos tem opiniões diferentes em relação a origem de uso só
yarmulkeh . Um diz que originou em tempo antigo simplesmente como proteção
contra o sol Jerusalém. Mas o mesmo rabino diz: que arqueologia nos revela o
que os judeus antigos não usavam chapéus ou yarmulkeh quando oravam. Em fim o
yarmulkeh tornou-se um símbolo e reverencia.
Conforme
o ensino do N.T. sabemos que é vergonha para homens orar ou pregar com a cabeça
coberta e ao contrário para as mulheres. (1 Cor. 11: 1-5). Tradução de 300 anos
aproximadamente.
5. A MENORAH (O CANDELABRO, CASTIÇAL).
O uso
deste símbolo é baseado em Êxodo25:31-40 e 37:17-24.
A
passagem que o candelabro ou castiçais foi feito para ficar no tabernáculo.
Este trecho nos dá uma direção do candelabro. Tinha que ser:
- Um pedestal.
- Uma haste principal.
- Seis haste saindo da haste principal; três de um lado e três do outro.
- Tem flores, cálices e maçanetas.
Mas tudo
foi feito de uma peça só de ouro batido.
Hoje em
dia, os menorahs que se encontram nas sinagogas não tem sete hastes conforme o
ensino de alguns rabinos. Tem ou seis ou oito mas não sete. Porquê? Para
lembrar a importância do tabernáculo e do tempo, os judeus resolviam não o
candelabro exatamente como era antigamente. Isto é para mostrar o seu respeito
do original e para honra-lo.
Judaísmo
usa um outro candelabro especial que tem nove hastes. Uma delas é serva para as
outras. Esta peça usada sempre na festa de Chanukah.
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