sexta-feira, 26 de abril de 2013

CONSTRUÇÃO DA CASA PASTORAL

CONSTRUÇÃO DA CASA PASTORAL

90 ANOS DO DIÁCONO FRANCISCO URSULINO

90 ANOS DO DIÁCONO FRANCISCO URSULINO

90 ANOS DO DIÁCONO FRANCISCO URSULINO

90 ANOS DO DIÁCONO FRANCISCO URSULINO
PAULO DE TARSO O APÓSTOLO DO CRISTO Ditado pelo Espírito de Emmanuel, com o nome de PAULO E ESTEVÃO. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. Adaptação de Maria Rodrigues do Amaral (tia Angelina) INTRODUÇÃO SAULO (PAULO) que viria a ser um dos mais ferozes perseguidores dos Cristãos, ouve o chamamento do Mestre da sua esfera de claridade imortal. Saulo tateia no escuro das experiências humanas e responde: _Senhor, que quereis que eu faça? Recordemos as lutas acerbas e os ásperos testemunhos de um coração extraordinário, que se levantou das lutas humanas, para seguir os passos do Mestre, num esforço incessante. O Apóstolo não pode chegar a essa possibilidade, em ação isolada no mundo. A contribuição de outros personagens desta história real, vem confirmar a necessidade e a universalidade da lei de cooperação. E, para verificar a amplitude desse conceito, recordemos que Jesus, cuja misericórdia e poder abrangiam tudo, procurou a companhia de doze auxiliares a fim de empreender a renovação do mundo. Aliás, sem, cooperação, não poderia existir amor; e o amor é a força de Deus, que equilibra o Universo. Oferecendo pois, este humilde trabalho aos nossos irmãos da Terra, formulamos votos para que o exemplo do Grande Convertido, se faça mais claro em nossos corações, afim de que cada discípulo, possa entender quanto lhe compete trabalhar e sofrer, por amor a Jesus Cristo. EMMANUEL 8-7- 1941 SAULO nasceu em Tarso, cidade da Cilicia na Ásia Menor. Em criança, percorria lugares portuários de sua cidade que se edificara a beira do Cydno (RIO). Ali contemplava os trabalhadores na faina do dia a dia. Havia interesse, por tudo que via e ouvia. No cenário da infância, Saulo sentia-se extremamente feliz. Varias vezes, passava por ali, caravanas de camelos que lhe faziam lembrar as iniciativas paternas. O venerado Pai, era um Espírito cheio de formalismo, radicado ao farisaísmo de maneira integral. Já os olhos maternos, liam para ele as primeiras noções da lei, sem saber talvez que um dia, o jovem Saulo seria doutor em leis, um autentico rabino Judeu, cheio de zelo e amor pelas coisas sagradas. A Cilicia era um distrito da Ásia Menor, entre a Panfília e a Síria. O limite ao norte era o monte Tauro. A cidade era bem antiga, e a influência Grega sobre Tarso foi considerável. Está hoje a cerca de 20 km da orla marítima, por causa das aluviões, mas no tempo de Saulo, era porto de mar aberto ao comercio de muitos, especialmente os gregos. Tarso era famosa pelas suas escolas e filósofos. Assírios e Persas governaram-na. Por lá passou Alexandre o Grande, no século IV antes de Cristo. Se bem que possuísse a cidadania romana, a família de Saulo pertencia à seita dos fariseus, que eram as pessoas mais cultas da época. Também ele deveria receber uma educação esmerada e todo desvelo que um pai judeu costuma dedicar ao único filho varão. Saulo sintetizava gloriosas promessas e o pai não poupou esforços para que pudesse contar com os mestres mais sábios da época. Havia na atitude paterna o reflexo dos antigos hábitos do judaísmo. O pai Isaac procurava amparar Saulo, mas como fariseu, nunca lhe suportaria a renovação das idéias Saulo nasceu no imenso apogeu do império romano, e o que era bom para Roma, era bom para o resto do mundo. Nos tempos Romanos, a Cilicia exportava grande quantidade de lã caprina chamada cilicium, da qual se faziam tendas. Esse foi, alias, o oficio de Saulo, de vez que era praxe entre os de sua raça, inclusive os mais ricos e ilustrados, aprenderem sempre um ofício manual. Sua família, comerciava com tendas, e ele desde criança, foi encaminhado para o trabalho na oficina paterna, para apreender o oficio de fabricante de tendas. Mesmo mais tarde na vida, haveria ele de exercer este oficio como ganha pão. Não podia receber das mãos paternas dádiva mais generosa. Seu Pai foi previdente como todos ao chefes de família do povo de Deus, procurando as mãos de Saulo ao trabalho, antes que o cérebro se povoasse de muitas idéias. "Está escrito que devemos comer o pão com o suor do rosto. O trabalho é o movimento sagrado da vida." As tarefas apagadas, são grandes mestras do espírito de submissão. Todo trabalho honesto está selado com a benção de Deus. Foi enviado a Jerusalém, para tornar-se Doutor da Lei. Teve como professor da Sagrada Escritura o célebre Gamaliel, aquele mesmo que havia de defender mais tarde os Apóstolos ameaçados pelo Sinédrio e que dizia: _O "CAMINHO," Saulo, parece ter uma grande finalidade na renovação de nossos valores humanos e religiosos. Quem entre nós se havia lembrado de amparar os infortunados ao provimento de um lar afetuoso e fraterno. Tenciono retirar-me da vida pública em breves dias, a fim de tomar o caminho do deserto. Não me suponhas mentalmente debilitado. A velhice do corpo, não me apagou a capacidade de pensar e discernir por min mesmo. _Me conheces, e sabes que o homem sincero não se pode preocupar com os que o elogiem pu o lamentem, no cumprimento de um dever sagrado. Deixa-os em paz Saulo. É só o que te peço. Serás o meu substituto neste senáculo, porquanto tenciono abandonar a cidade em breves dias. _Mas.... e a minha autoridade? Dizia Saulo. _Toda autoridade é de Deus, meu filho. Somos simples e imperfeitos e ninguém se diminuirá por ser humilde e tolerante. Saulo adquiriu todo o estilo do perfeito fariseu apegado a lei e a tradição. Rígido e cheio de zelo. Tomado de feroz ódio contra Jesus e seus seguidores, pois considerava-os blasfemadores. Em sua fisionomia cheia de virilidade e máscula beleza, os traços os traços israelitas, fixavam-se particularmente nos olhos profundos próprios dos temperamentos apaixonados e indomáveis, ricos de agudeza e resolução. Trajando a túnica do Patriciato, falava o grego, pelo convívio de mestres bem amados das escolas de Atenas e Alexandria. Falava com o entusiasmo de um temperamento vibrátil. No olhar profundo, notava-se-lhe a chama viva dos sentimentos resolutos, com respeito à afeição que lhe dominava a capacidade emotiva. Acalentava projetos para o futuro com pretensão a cargos no Sinédrio. Conhecendo que Gamaliel seu venerável Mestre, está idoso e deseja retirar-se da vida publica, não tardará em substitui-lo no voto das mais altas deliberações, além de aumentar seu prestigio junto aos rabinos. É preciso dizia: _Não esquecer que Roma é poderosa e que Atenas é sábia, tornando-se indispensável acordar a eterna Hegemonia de Jerusalém como o tabernáculo de Deus Único. Precisamos dobrar os Gregos e Romanos, ante a Lei de Moisés (MONOTEÍSMO) Abigail, jovem irmã de Jesiel (depois Estevão) vivia com um nobre casal na pequena Jope, perto de Jerusalém. Saulo enamorara-se da jovem de Corinto, que aliava aos dotes de beleza, os mais elevados tesouros do coração. Seu culto ao Lar, constituía um dos mais santificados atributos femininos. Inteligente, versada na Lei e, sobretudo dócil e carinhosa. Sentia saudades de seu querido irmão, sem saber entretanto que agoira era Estevão " o Cristão pregador do Caminho" Saulo consolando-a dizia-lhe: _Dar-te-ei meu coração dedicado e sincero. Abigail, meu espírito estava possuído somente do amor à Lei e a meus Pais. Minha mocidade tem sido inquieta, mas pura. Não te oferecerei um coração sem perfume. Desde os primeiros dias de minha juventude, conheci companheiros que me convidaram a lhes seguir os passos incertos na embriaguez dos sentidos, precursora da morte de nossas preocupações mais nobres neste mundo. Nunca traí o ideal Divino que me vibra na alma. A verdade é que permanecia insensível a esperar-te como heroina de meu sonho. Quando Deus quis, me conduziu ao teu encontro. Teus olhos me falaram num lampejo de sublimes revelações. És o coração de meu cérebro, a essência do meu raciocínio e serás a mão que guiará minhas edificações em toda a vida. (LIVIA) Estevão jovem Cristão irmão de Abigail. Ambos da cidade de Corinto, colônia dos Romanos. Antes de chamar-se Estevão, chamava-se Jesiel. Vinha de família Judaica, vitima de perseguições. Foi vendido como escravo e sentenciado as galeras. Nesse trabalho, serviu a um nobre Romano, Sérgio Paulo que o libertou da escravidão. Soube que seu Pai falecera e que sua muito amada irmã Abigail, amparada por um bondoso casal, seguira viagem, com rumo ignorado. Ouviu falar nos homens do Caminho, (denominação dos antigos Cristãos) Procurou-os e sentiu a corrente magnética das grandes atrações afetivas. Recebeu dos Apóstolos o nome grego de Estevão e começou para o jovem de Corinto, uma vida nova. Em pouco tempo, tornou-se famoso. Sua palavra resplandecia nas pregações da Igreja, iluminada pala Fé ardente e pura que lhe semeara no coração as estrelas abençoadas de um júbilo infinito. Os próprios Discípulos surpreendiam-se com a magia de suas profundas inspirações, sua pregação estava cheia de lágrimas e alegrias, de belezas e aspirações. Nas suas pregações, lia as mensagens das anotações de Mateus. " Mas, ide antes as ovelhas perdidas da casa, e indo, pregai dizendo: _É chegado o Reino dos Céus. " Moisés foi a porta, o Cristo é a chave. Muitos de nossa raça, hão esperado um príncipe dominador, que penetrasse em triunfo a cidade santa, com os troféus sangrentos de uma batalha de ruínas e morte, mas o Cristo recomendou o amor a Deus sobre todas as coisas e que nos amemos uns aos outros, como ele próprio nos amou. "A lei é humana: _O Evangelho é Divino. Moisés é o condutor. O Cristo porem é o Senhor da Vinha. Com a Lei éramos servos, com o Evangelho, somos filhos livres de um Pai amoroso e justo." O Cristo edificou, entre nós, seu reino de amor e paz. Sua exemplificação está projetada na alma humana, como luz eterna ! Sempre o Cristo. Sempre o impostor! Trovejava Saulo. Parecia possesso de fúria e gritava: Galileus incultos. Saberei vingar a Lei de Moisés. Recorrerei ao Sinédrio para vos julgar e punir. _Amigo, respondia o pregador de ânimo sereno. _O Sinédrio, tem mil meios de me fazer chorar, mas não lhe reconheço poderes para obrigar-me a renunciar ao AMOR de JESUS CRISTO. Ante o Sinédrio, Estevão foi acusado de blasfemo, caluniador e feiticeiro em virtude de curar em dia de Sábado. Não foi eu, quem praticou esse ato de cura, foi o Cristo, por intermédio de minha pobreza, dizia Estevão.- compreendereis um dia que, para Deus, Israel significa a humanidade inteira. (Afeitos a um regionalismo intransigente; os israelitas não toleravam a idéia de confraternização com povos considerados bárbaros e gentios. Os fariseus, romperam em gritaria.... _Apedrejemos o imundo! Matemos a calunia e o feiticeiro..... Foi então que Gamaliel, não desejando precipitar a solução, propôs que se estudasse o caso mais ponderosamente. Estevão foi conduzido ao cárcere com pesadas algemas. Gamaliel recomendava prudência a Saulo dizendo: _"O Caminho, parece ter uma grande finalidade, na renovação de nossos valores humanos e religiosos. Mas o moço de Tarso parecia caprichoso e intolerante, quanto a Estevão. A morte de Estevão Reuniram-se no Sinédrio autoridades e curiosos. _Estarias disposto a abjurar contra o Carpinteiro de Nazaré ? _Não insulteis o Salvador! - disse o arauto do Cristo. Nada no mundo me fará renunciar a sua tutela Divina. Estevão foi levado ao pátio do apedrejamento. Os executores seriam os representantes das diversas Sinagogas da cidade. Dedicados amigos do Plano Espiritual rodeavam o mártir nos seus momentos supremos. - era o fim. Figurou-se lhe a corte Celestial, e disse: _Eis que vejo os Céus abertos e o Cristo Ressuscitado na grandeza de Deus. Eis que Abigail que ali estava, reconhece no jovem supliciado, o seu irmão. Saulo! Saulo!... é meu irmão. É Jesiel. Aproximou-se do irmão moribundo que também a reconheceu dizendo: _Não chores, estou bem!... Estou com Jesus. _Estás com Jesus?- porque te chamam Estevão? _Jesus é o nosso Salvador. Fui libertado por um generoso Romano e hoje chamam-me Estevão _A alma é imortal. Sinto deixar-te... quando mal torno a ver-te. _Não tenho em Saulo um inimigo, tenho um irmão. Quando conhecer Jesus, servi-lo-á com muito amor. _Abigail, vou-me em paz... Queria ouvir-te em prece... dos aflitos e agonizantes. Senhor Deus Pai dos que choram, Dos tristes, dos oprimidos. Fortaleza dos vencidos, Consolo de toda a dor. Embora a miséria amarga, Dos pranto de nosso erro, Deste mundo de desterro, Clamamos por vosso amor. Nas aflições do caminho, Na noite mais tormentosa, Vossa fonte generosa, É o bem que não secará. Sois em tudo, a luz eterna, Da alegria e da bonança, Nossa porta de esperança, Que nunca se fechará, Quando tudo nos despreza, No mundo da iniquidade, Quando vem a tempestade, Sobre as flores da ilusão, O! Pai, sois a luz divina, O cântico da certeza, Vencendo toda aspereza, Vencendo toda aflição. No dia de nossa morte, No abandono ou no tormento, Trazei-nos o esquecimento, Da sombra, da dor, do mal... Que nos últimos instantes, Sintamos a luz da vida, Renovada e redimida, Na paz ditosa e imortal. A Igreja modesta, onde a bondade de Pedro prosseguia socorrendo os mais desgraçados, era rigorosamente guardada por soldados. Obcecado pela idéia de resguardar o patrimônio judaico o moço de Tarso, entregava-se aos maiores desmandos e tiranias. Mas sentia uma saudades singular de sua bem amada Abigail. jamais esqueceria aquela prece angustiada e comovedora, que ela fizera ao abraçar o irmão nos derradeiros instantes da vida. Resolveu capitular ante a saudades e procurou a noiva na pequena cidade de Jope. Soube ali que a pobrezinha adoecerá gravemente. Soube também que por ali passara um Cristão de nome Ananias, que convertera a jovem ao Cristianismo que revela-nos que a vida é um conjunto de nobres preocupações da alma, a fim de que marchemos para Deus, pêlos caminhos retos. E com uma só lágrima silenciosa, a doente Abigail, deu o seu último adeus. Saulo ficou furioso, querendo conhecer o paradeiro de Ananias, a fim de prende-lo. Roído pêlo egoísmo e o ciúme, recebeu do Sinédrio, autorização para um trabalho de perseguição aos Cristãos e soube que Ananias, se encontrava na cidade de Damasco. Em pequena caravana, composta de três varões, deslocaram-se de Jerusalém para a extensa planície de Síria. Sua alma desdobrava-se em perguntas atrozes. Carecia de paz interior. Tinha sede de estabilidade. Entretanto aqueles adeptos do Carpinteiro crucificado, ostentavam uma serenidade desconhecida. Damasco apresentava os seus contornos: pomares espessos, cúpulas e torres que se esboçavam ao longe. Em um instante, Saulo sente-se envolvido por luzes diferentes da tonalidade solar. Considera-se preso de inesperada vertigem. Quer voltar-se e pedir socorro aos companheiros, mas não os consegue ver. _Jacob!... Demétrios!.... Socorram-me!... Gritava desesperadamente. _Tomba do animal, e uma outra luz lhe banha os olhos e vê surgir a figura de um homem de beleza incomparável. Sua túnica era feita de pontos luminosos, os cabelos, tocavam nos ombros à nazarena, os olhos magnéticos, imanados de simpatia e de amor, iluminando a fisionomia grave e terna, onde pairava uma divina tristeza. O doutor de Tarso, contemplava-o com espanto, e uma voz inesquecível se fez ouvir. _Saulo!... Saulo!.... porque me persegues? _Quem sois vós Senhor? _Eu sou Jesus!... Não recalcitres contra os aguilhões. Saulo compreendeu e chorou. Sim, ele era a ovelha perdida, Jesus era o Pastor amigo que carinhosamente procurava salva-lo. _Senhor!... Que quereis que eu faça? _Levanta-te Saulo! Entra na cidade e lá te será dito o que te convém fazer!... Saulo esfregou os olhos como se desejasse rasgar o véu que lhe obscurecia a vista, mas só conseguiu tatear no seio das trevas densas. _Estou cego!... _Eu vi Jesus Nazareno!...Disse modificado. _Senhor disseram os companheiros, lamentamos a vossa enfermidade. Um dos companheiros se ofereceu para seguir com Saulo, que caminhava cambaleando, de olhos mortos.... Em Damasco, Saulo, procurou seu amigo Sadoc que ao saber do acontecido, não quis recebe-lo. Mas indicou na "Rua Direita", uma estalagem de um judeu, chamado Judas. Saulo compreendeu contristado. A atitude de Sadoc era típica e valeria pela de todos os corre legionários que jamais se conformariam com a sua adesão aos novos ideais. Agoira compreendia aquele Cristo que viera ao mundo, para os desventurados e tristes. ANANIAS Havia em Damasco um Discípulo da Jesus, chamado Ananias, e disse- lhe Jesus numa visão. Vai a rua direita, e na estalagem de Judas, procura por Saulo, pois ele está orando. Imponha- lhe as mãos para que recupere a vista. Ananias disse-lhe: _Senhor, de muito tenho ouvido falar deste homem e quantos males tem feito aos teus Discípulos em Jerusalém. Mas o Senhor lhe disse: _"Vai, porque este é para min um vaso escolhido, para levar o meu nome perante os gentios e Reis. Pois eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome." Foi procurado pelo velhinho que lhe disse: _Irmão Saulo- o Senhor que te apareceu no caminho, enviou-me a esta casa para que tornes a ver e recebas a iluminação do Espírito Santo. _Vosso nome? _Ananias. Era uma revelação. A ovelha perseguida, vinha buscar o lobo feroz. O velhinho aproximou-se comovido e colocando a mão calosa naquela fronte atormentado falou: _Irmão Saulo, em nome de Deus todo Poderoso eu te consagro para a nova Fé em Jesus Cristo e peço a Deus que vejas novamente. _Vejo!...Agoira vejo!... Gloria ao Redentor de minha alma!...e chorava abraçado ao bom velhinho. _Serei de Jesus eternamente. _Sim, somos do Cristo ajuntou Ananias. Saulo quis logo conhecer a "BOA NOVA" Ficou encantado com as anotações de Levi (MATEUS) que Ananias possuia. Quis falar na Sinagoga de Damasco, porém foi-lhe cortada a palavra e amedrontou-se com a secura dos homens. "Não é este aquele que ainda ontem, perseguia os Cristãos" diziam. A conselho de Ananias, procurou o deserto para meditar, porque tudo o que é de Deus, reclama grande paz e profunda compreensão. Além do mais há ainda a necessidade do sofrimento. Só a dor, nos ensina a ser humanos. É preciso morrer para o mundo, para que o Cristo viva em nós..... Saulo precisou fugir, pois os judeus pensaram em matá-lo. Colocado em um cesto de vime grande, foi descido silenciosamente por uma corda até o outro lado do muro, fora da cidade. No deserto de Palmira encontrou Gamaliel seu velho mestre e amigo. Saulo relatou, as graças colhidas às portas de Damasco e do desprezo dos amigos e na Sinagoga. Gamaliel também se acha considerado louco pacífico no ambiente dos seus. Em Jerusalém, Simão Pedro é vilipendiado por amar os pobres de Deus. Estevão morreu sob pedradas e o próprio Cristo foi crucificado entre malfeitores. Um velho como eu, diz Gamalial, está na situaão de Moisés, contemplando a terra prometida. Mas quanto a ti, é preciso convir que estás ainda moço e podes penetrar o terreno das aspirações do Salvador. Para isso é indispensável que simplificar a vida. _Que aprendestes na infância? _Aprendi a profissão de tecelão, disse Saulo. _Dadiva generosa. As tarefas apagadas, são grandes mestras do espírito de submissão. _Vejo-te disse Gamaliel, dedicado a Jesus no futuro. Se o Mestre te chamou, é porque confia em teu serviço. Saulo conheceu no deserto um casal de tecelões. Áquila e Prisca de nobres qualidades espirituais. Juntou-se a eles com alegria Cristã. Depois de três anos passados no deserto voltou a Damasco onde recebeu novas humilhações e perseguições. Precisou fugir novamente, e quando o Céu se fez sombrio, um pequeno grupo fugia para Jerusalém. Procurou os Discípulos. PROCUROU OS DISCÍPULOS EM JERUSALÉM Conheceu Tiago e Pedro que lhe disse: _Irmão Saulo: _Jesus quer que sejas bem-vindo. Recomendei a Barnabé que repouses conosco. Pedro aconselhou-lhe prudência. Conviveu na Igreja com os companheiros. Notou diferença entre Tiago e Pedro O primeiro parecia torturado pela influência judaica. Suas preleções fugiam ao padrão de liberdade. Seus discursos referiam-se às carnes impuras, as obrigações para com a Lei, as imperativos da circuncisão etc. Lá o segundo, falava com profunda prudência e dizia: _A obra é do Cristo. Se fosse nossa falharia por certo, pois nós não passamos de imperfeitos colaboradores. Saulo guardava as lições. Quis falar na Sinagoga de Jerusalém, mais foi mal recebido. Ouviu a vós da seu guia (ESTEVÃO) Que lhe dava assistência Espiritual: _Retira-te de Jerusalém, porque os companheiros não aceitarão, por enquanto o teu testemunho. Está escrito que o discípulo, não poderá ser maior que o Mestre. Por hora, poderias atrair, nunca porém converter. A melhor posição da vida é a do equilíbrio e a cada dia basta os seus trabalhos. Em Tarso não encontrou acolhida Paterna. O velho Pai, não se conformava com a nova atitude de Paulo e expulsou-o, mas mandou o servo Sinésio levar-lhe uma bolsa de dinheiro. Saulo experimentou no intimo a revolta do "homem velho". Mas o mestre lhe sugeria a luta consigo mesmo, para que o "homem do mundo" deixasse de existir. Viu na atitude paterna, o reflexo dos antigos hábitos do Judaísmo. PRIMEIRA VIAGEM APOSTÓLICA 2000 Km empreendida por Barnabé e Saulo Nos arredores de Tauro, rememorou todas as ocorrências de sua vida. Exausto de fadiga, descansou junto de uma das inúmeras cavernas abandonadas. Compreendia a situação. Em breve adormeceu. Tinha a impressão de que fora arrebatado para um local maravilhoso. Viu ESTEVÃO e ABIGAIL, os formosos jovens de Corinto que o incentivaram a ser Fiel a DEUS. TRABALHANDO, AMANDO, ESPERANDO e PERDOANDO. Saulo ajoelhou-se e orou agradecendo ao Senhor as bênçãos recebidas. Lembrou-se da bolsa do Pai e decidiu em Tarso, ter um tear e exercer a profissão de tecelão. Esperando e trabalhando até que Jesus o convocasse ao testemunho. Um dia recebeu a visita de Barnabé que encontrava-se em Antioquia da Síria, com sérias responsabilidades. Pediu ajuda a Saulo, que recebeu o amigo com alegria e passou a cooperar ativamente com os amigos do Evangelho. Durante o dia era o tecelão, a noite era o trabalhador do Cristo. Tornara-se modelo no seio da nova Igreja. Jamais o viram ocupar os primeiros lugares. Em Atos, vemo-lhe o nome citado sempre por último. A união de pensamentos em torno de um só objetivo, dava ensejo a formosas manifestações espirituais. A confiança, os amigos, a compreensão, constituem alimento sagrado da alma. LUCAS Alí surgiu certa feita, um médico muito jovem de nome Lucas. Aproximou-se da Igreja e confraternizou-se com os Discípulos e muito com Saulo. Foi ele quem modificou o nome de "CAMINHEIROS por CRISTÃOS. Este titulo nos recordará a presença do Mestre. A Igreja progredia em Antioquia da Síria, mas foi ai que Ágabo, inspirado pelo alto, recebeu a mensagem referente às tristes provações de que Jerusalém seria vitima. (Por ordem de Herodes Agripa haveria perseguições e pena de morte a Tiago, filho de Zebedeu e prisão de Pedro. Barnabé e Saulo demandaram a Jerusalém. O anjo restituiu a Pedro a liberdade e partiu para a Igreja de Jope. Tiago na ausência de Pedro, criara novas disciplinas. Menos liberdade. Ninguém poderia falar no evangelho sem referir-se a Lei de Moisés. A Igreja estava equiparada a Sinagoga. Saulo e Barnabé ficaram em casa de Maria Marcos, mãe do futuro Evangelista João Marcos (contemporâneo de Paulo). O jovem manifestou o desejo de seguir com os missionários, porém Saulo advertiu-o das responsabilidades do trabalho. Saulo se preocupava com a situação da Igreja do Cristianismo. Jesus dizia que os discípulos viriam do Oriente e do Ocidente. Precisamos atrair esses discípulos dizia Saulo. Temos a necessidade de buscar os Gentios, só assim haverá Universalidade. Todo esforço na tarefa Cristã não poderá ser esquecido. Mas a iluminação do Espírito, deve estar em primeiro lugar. Porque se o homem trouxer o Cristo no coração, o quadro das necessidades, será modificado. Então restringir o Evangelho a Jerusalém, é condena-lo à extinção. Se queres contar comigo disse Saulo a Barnabé, estou pronto." E quando o Discípulo está pronto, o serviço aparece." Levaram a idéia a Igreja de Jerusalém e estabeleceu-se acordo geral e no instante das preces, a vos do Espirito Santo se fez ouvir, e incumbidos foram Saulo e barnabé para a Evangelização dos Gentios. Refletindo como as dores passadas pareciam pequeninas e infantis comparadas a alegria imensa que lhe inundava a alma, Saulo chorou com profunda emoção. O Mestre chamava-o, e para responder ao apelo, iria aos confins do mundo. Dentro de pouco tempo, cheios de confiança em Deus, Saulo e Barnabé, seguidos de João Marcos, despediram-se dos irmãos, a caminho de Seleucia. Entusiasmados com os irmãos de Fé, Saulo e Barnabé, embarcaram para Chipre. Chegaram a ilha com o jovem João Marcos sem incidentes Percorreram a ilha grega, pátria de Barnabé (chamado o Chipriota) de um lado ao outro extremo de Pafos, (chamada por Emmanuel de Nea- Pafos a sudeste da ilha) De Pafos, começou a primeira grande missão de Saulo, cuja pregação, era dirigida primeiro aos Judeus e depois aos Gentios. A Primeira viagem, cerca de 2000 km, terminaria em Antioquia da Frígia ou da Psídia. A noticia das curas julgadas impossíveis encheu Nea Pafos de grande assombro. Os missionários impunham as mãos fazendo preces fervorosas a Jesus, de outras vezes, distribuíam água pura em seu nome. Foi quando o Procônsul Sérgio Paulo, procurou os mensageiros. Aquele mesmo Sérgio Paulo, que libertará das galeras o jovem Jesiel, depois Estevão. Portador de pertinaz enfermidade, desejou ser curado pêlos Discípulos de Jesus. Mandou busca-los. _Nobre Procônsul, temos um grande médico: Jesus, cuja formula é sagrada e destina-se a medicar, antes de tudo a causa de todos os males. O Salvador nos ensina a procurar uma saúde mais real e preciosa, que é a do Espírito. O Procônsul possuía um mago por nome Elimas que vinha de longo tempo, explorando a boa Fé do Governador. Este não gostou da presença de Saulo e Barnabé e disse: _Mentira,... são mentirosos.... Acalmai-vos amigo! Disse Saulo. A fúria, não é amiga da verdade e quase sempre, esconde inconfessáveis interesses. O mago fez alusão ferina a personalidade de Jesus e Saulo numa atitude enérgica disse: _A visão do corpo, te fechará, para que possas divisar a verdade em Espírito. _O mago deu um grito e disse;- Estou cego! E chorou por horas. Os missionários oraram e Saulo impôs-lhe as mãos na fronte e, com alivio o velho israelita, recobrou a visão. O Procônsul ficou admirado e cheio de respeito prometeu ajudar os missionários a fundar uma Igreja em Pafos. - Havia se convertido. Estou impressionado- dizia Barnabé. Tua palavra, tinha um timbre sagrado. O Mestre, agraciou-te com o poder de dominar as idéias malignas. - Dora avante, deves considerar tua vida como nova. Razoes intimas, obrigam-me a reconhecer, doravante um benfeitor no chefe político desta ilha, disse Saulo. Entre Saulo e Paulo, nenhuma diferença existe, a não ser o hábito da grafia ou de pronuncia. É uma homenagem ao nosso primeiro triunfo junto aos Gentios. Daí por diante o convertido de Damasco, passou a assinar-se Paulo, até o fim de seus dias. O mago procurou Paulo, para saber o quanto ele ganhava nesse ministério.- Ganho a misericórdia de Deus- Qual o sortilégio ou talismã usado, perguntou o mago. É a Fé em Deus, com sacrifício de nos mesmos. Juntos abriram o Velho Testamento de Moisés e os Profetas e saiu dos Provérbios: _"Duas coisas te pedi; não mas negues. Afasta de mim, as vaidade e as mentiras. Não me dês a pobreza nem a riqueza. Concede-me o alimento de que necessito, para não acontecer que estando farto, eu te negue e pergunte: quem é Jeová ? - ou que, estando pobre, me ponha a roubar e profane o nome do Senhor meu Deus." _Viste amigo? A palavra da verdade é muito eloqüente. Será grande talismã, na existência, o sabermos viver com os nossos próprios recursos. A missão permaneceu em Pafos por mais tempo. E Paulo aproveitava para as pregações em praça pública. João Marcos, queixava-se do volumoso trabalho. Paulo dizia que o trabalho a serviço do bem é a muralha defensiva das tentações. Os irmãos decidiram estender a Panfília com grande escândalo para João Marcos que achava aquela terra selvagem. João preferiu voltar, e despediu-se de Paulo e Barnabé. Paulo disse: _"Deus te abençoe e proteja. Não te esqueças porém de que a marcha para o Cristo é feita igualmente por fileiras. Todos devemos chegar bem, entretanto, os que se desgarram, terão que chegar bem por conta própria." Foram caminhadas, mais caminhadas e provas pêlos caminhos. Antioquia de Pisídia ou Frígia, contava grande numero de Israelitas. Fundaram ali a Igreja do Cristo. Vieram perseguições e obrigaram-nos a fugir para Icônio. Nesta cidade ouve o episódio de Tecla, a jovem noiva que se apaixonou por Paulo. O amor é santo, mas a paixão é venenosa. Não te apaixones por um homem feito de lodo e de pecado, e que se destina a morrer, disse Paulo. Prenderam Paulo e aplicaram-lhe os 39 açoites. Foram para Listra e ali conheceu Loide e seu neto Timóteo, generoso e inteligente. Em Listra curou um paralítico e foi tomado por Mercúrio. Os judeus de Listra, consultaram as autoridades de Icônio, e as noticias eram as piores. Foram acusados de feiticeiros ladrões e sedutores de mulheres honestas. E da condição de Deuses, do Olimpo passaram a revolucionários temíveis. Paulo foi apedrejado e faltou pouco para que morresse. Foi arrastado para fora da cidade, e jogado em um monturo. Timóteo salvou-o Despedindo-se de Loide e Timóteo, transpuseram as portas da cidade em direção a Derbe. Ali ficaram 1 ano como tecelão e oleiro anônimos. Converteram muitos pagãos sem serem incomodados pêlos judeus seus inimigos. Após longo tempo de labor, resolveram voltar ao núcleo original de seus esforços. Vencendo etapas difíceis, visitaram irmãos escalonados nas diversas regiões da Licaônia, Pisídia e Panfília. De Perge desceram a Atália, de onde embarcaram com destino a Selêucia e daí ganharam Antioquia da Síria. O Concilio de Jerusalém e o direito da Verdade (Concilio - Conciliar em assembléia) Começava em Jerusalém, naquele ponto, a infiltração sutil e perigosa das paixões que impulsionam os homens à disputa do poder temporal. Tão alto grau atingiram as contendas, que as vossas do Espirito Santo, não mais se manifestavam. Uns eram partidários da circuncisão obrigatória. Outros se batiam pela independência irrestrita do Evangelho. Havia polemicas furiosas, a respeito de alimentos puros e impuros. Paulo explicava que o Evangelho era livre e que a circuncisão era tão somente uma caraterística convencional da intolerância judaica. (operação, cerimoniosa particular ás religiões israelitas) Pedro preocupado com a Igreja cheia de necessitados. De outro lado as perseguições sem fim. No centro Tiago com as mais ríspidas exigências. As maiores dificuldades giravam em torno da questão monetária. O ex- rabino entrou em profunda meditação. E esclareceu altamente inspirado. Temos o direito de viver com a verdade, e abominar a hipocrisia, cujas animosidade conheço por constituírem o abismo escuro de onde pude sair para as claridade do Evangelho da redenção. Pedro e Paulo reconheceram a grandeza do momento, cuja atitude ponderada salvara a Igreja nascente. Quanto a questão monetária, esclareceu Paulo, Barnabé e eu, poderemos arrecadar recursos nas regiões já visitadas. A coleta viria ajudar estabelecer a liberdade do Evangelho em Jerusalém. Pedro abraçou o discípulo dizendo: _Sim meu amigo, não foi em vão que Jesus te buscou pessoalmente às portas de Damasco. Temos servidores dedicados que poderão acompanhar-te. Barnabé quis levar João Marcos, mas Paulo não concordou dizendo: _Teu sobrinho está ainda muito jovem para o cometimento. Poderia falhar novamente e no serviço do Pai, se o serviço for interrompido, é sinal de que ainda não temos todas as experiências indispensáveis ao homem completo. Barnabé compreendeu - tens razão. Desta vez não poderei ir contigo. Seguram diferentes caminhos. Barnabé e João Marcos para Chipre e Paulo e Silas que se harmonizavam, empreenderam nova viagem Apostólica que duraria 3 anos e faria 5000 km. SEGUNDA VIAGEM APOSTÒLICA Em companhia de Silas, Paulo partiu de Antioquia da Síria, internando-se pelas montanhas de Tauro, atingindo sua cidade natal Tarso. Chegaram a Derbe e Paulo abraçou os amigos que La deixara. Demandou Listra com ansiedade e abraçou Timótio. A comunidade estava rica de graças. muitos agoira eram seguidores fieis da doutrina do Cristo. Timótio quis acompanhar Paulo e demandaram Icônio onde o Apóstolo experimentou o contentamento do semeador que defronta as primeiras flores de sua semeadura. Atravessaram a Frígia e a Galácia O nome de Jesus era agoira, pronunciado com mais respeito. Passaram pela Mísia. Por inspiração, alterou o trajeto e desceu para Trôade. Ali numa visão significativa, viu um homem da Macedônia que identificou pelo vestuário. "Vem e ajuda-nos" Em Trôade reencontra Lucas. Abraçaram-se alegremente. Este conta que é médico em um navio em transito para Samotrácia. _Queres cooperar conosco na Evangelização da Macedônia? Disse Paulo.- Irei contigo- concluiu Lucas. _No dia seguinte a missão navegava para a Samotrácia e dali para Fílipos. As portas da cidade Paulo sugeriu a Lucas e Timótio se dirigissem por outros caminhos, para Tessalonica, onde mais tarde os quatro se reuniriam mais tarde. Fílipos não possuía Sinagoga. Muito surpreendidos os missionários não encontraram senão senhoras e meninas em oração. O ex rabino penetrou o circulo feminino e falou dos objetivos do Evangelho. Aceitou a hospedagem de uma senhora chamada culta e rica chamada Lidia. Desde então sua casa se tornou um centro de pregações e instruções religiosa. Havia ali uma pitonisa que em grandes brados impressionava o público exclamando: _"Recebei os enviados de Deus Altíssimo! Eles anunciam a salvação!.. Recebei os mensageiros da redenção. Não são homens, são anjos". Disse Paulo: _Espírito perverso, não somos anjos. Somos trabalhadores em luta contra as próprias fraquezas, por amor do Evangelho; em nome de Jesus Cristo ordeno-te retirares para sempre. Proíbo-te estabeleceres confusão incentivando interesses mesquinhos. O próprio Silas estava boquiaberto. _Acaso não estava ela falando em nome de Deus? Porventura Silas, poder-se-á na terra julgar qualquer trabalho antes de concluído? Aquele Espirito podia falar de Deus, mas não vinha de Deus. Que fizemos para receber elogios? Lutamos contra as nossas imperfeições dia a dia. Não ignoras como vivo em batalha com o espinho dos desejos inferiores Os Apóstolos foram açoitados com varas e acusados de tumultuarem a cidade. Mas os magistrados ficaram apavorados quando souberam que Paulo era cidadão Romano. Vieram desculpar-se, pois não era lícito flagelar cidadãos romanos. Tendo partido de Fílipos, chegaram a Tessalonica e ficaram na casa de Jasão. Ao judeus invejosos, invadiram a casa de Jasão e fizeram-no pagar uma caução. Alias os Judeus não davam tranqüilidade a Paulo. O Apóstolo sacudiu o pó das sandálias dizendo: _"Doravante, não me ocuparei mais dos Judeus, Vou falar para os Pagãos. Por inspiração, começou a falar aos carregadores do porto, aos marinheiros e pescadores. Viu que as pessoas humildes, recebiam melhor as mensagens de Jesus. Seus conselhos eram simples: _Vivam em paz uns com os outros.... Corrijam aqueles que estão em mau caminho....Dêem coragem aos temerosos....Fortaleçam os fracos e tenham paciência com todos. Paguem o mal com o bem. Sejam alegres, rezem, Agradeçam ao Senhor. A noite Paulo e Silas partiram em direção a Beréia. Novos labores, novos martírios. Foi ai que Paulo deliberou por em prática um velho sonho, ou um velho plano. Visitaria Atenas, satisfazendo um antigo ideal. Os outros missionários permaneceram em Beréia, prometendo alcança-lo quanto antes. Paulo penetrou a cidade, possuído de grande emoção. Recordou os nobres Filósofos que haviam respirado aqueles mesmos ares. Entretanto o transeunte das ruas, não lhe podiam ver a alma, e de Paulo viam apenas o corpo esquálido que as privações tornara exótico. Cheio de bom ânimo, resolveu pregar em praça pública. Seu esforço foi seguido de penoso insucesso. _Será este filósofo, um novo Deus? _Está muito desajeitado para tanto. _Onde já se viu um Deus assim? Indagava outro- Vede como lhe tremem as mãos! Parece doente e enfraquecido. _A barba é selvagem e está cheio de cicatrizes.!... Paulo tudo ouvia. Atenas estava muito distante de suas esperanças. Entretanto foi conduzido, devido a sua insistência, ao AREÓPAGO, para tomar contato com os homens mais sábios, Paulo começou impressionando o auditório aristocrático, referindo-se ao" DEUS DESCONHECIDO" homenageado nos altares Atenienses. Mas quando falou: _ "Atenienses, eu vos acho muito religiosos. Vi templos e altares por toda a vossa cidade. Há até um dedicado ao " Deus Desconhecido" Pois bem. Aquele DEUS que honrais sem o conhecer, Este, eu vos anuncio." E continuou dizendo: _"É o Deus que fez o Céu e a Terra. Que dá vida e respiração a todos as coisas. Está no Céu e na Terra e que dá tudo o que a natureza oferece. Está dentro de nós mesmos. E para ensinar-nos, enviou a Terra seu filho Jesus que ressuscitou dos mortos"... Quando isto ouviram, começaram a troçar de Paulo e não o deixaram continuar. Paulo retirou-se amargurado. Só Deonísio e u uma mulher Damaris, aceitaram o seu pronunciamento. NOTA DE EMMANUEL Paulo, no momento, não podia chegar à conclusão de que a falsa cultura encontrará sempre, na sabedoria verdadeira, uma expressão de coisas imaginárias e sem sentido. Notou a fila de retirantes indiferentes e endurecidos, Experimentou muito frio no coração. Não pode fundar ali sua Igreja. Despediu-se com serenidade, mas tão logo se viu só, chorou copiosamente. Não se conformava com a secura dos homens. Confessaria mais tarde a Lucas. _Concluo que há duas classes de homens para os quais se torna mais difícil o contato renovador do Cristo. A primeira é a que vi em Atenas. Se constitui a dos homens envenenados pela falaciosa ciência da Terra, que se cristalizam numa superioridade imaginária e muito presumem de si mesmos. (São os mais infelizes).A Segunda, é a que conhecemos nos Judeus recalcitrantes, que possuindo um patrimônio precioso do passado, não compreendem a Fé sem lutas religiosas, petrificando-se no orgulho da raça e perseverando numa falsa interpretação de Deus. De tal arte, entenderam melhor a palavra de Jesus, os simples e pacíficos da Terra como os bens aventurados de que fala Jesus. AS CARTAS Paulo deixou Atenas e partiu para Corinto. Assim que começou as pregações, começaram a chegar emissários de outros pontos. Sentindo-se incapaz de atender a todas as necessidades ao mesmo tempo, o abnegado Discípulo, valendo-se um dia do silêncio da noite, rogou a Jesus com lágrimas, não lhe faltasse com os socorros no cumprimento da tarefa. _Sentiu-se envolvido e ouviu do Senhor!...- Não temas- prossegue ensinando e não te cales, porque estou contigo. Poderás resolver o problema, escrevendo a todos os irmãos em meu nome. Assim começou o movimento dessas cartas imortais, cuja essência Espiritual provinha da esfera do Cristo. Sente-se por sua leitura, que nelas Paulo pôs todo o seu coração, que era o coração do Cristo. Ao mesmo tempo percebe-se também seu caráter impulsivo, entusiasta, violento, agressivo e intolerante em relação à desonestidade e a injustiça. Consegue-se ver a um só tempo, o irmão, o amigo o Pai, Mestre, culto e profundo, mas inflexível para com os vícios e maus costumes. Por isso, suas cartas mostram às vezes explosões de ternura, arrebatamento de pensamentos, delicadeza de poesia, brados de triunfo e declarações de guerra. Paulo chamou Timótio e Silas para redigir a primeira de suas cartas famosas. Desde então elas, amadas e celebres, tesouro de vibração de um mundo superior, eram copiadas e sentidas em toda parte. Paulo permaneceu em Corinto 2 anos. TERCEIRA VIAGEM APOSTÓLICA Paulo deteve-se por algum tempo em Antioquia a cidade que constituía um ponto de referencia de toda a sua atividade, e onde tinha muitos amigos. Dali, tinha iniciado com Barnabé, a primeira viagem e com Silas a Segunda e foi ainda em Antioquia da Síria que com novos companheiros, Paulo empreendeu uma terceira viagem, a mais longa de todas e durante a qual haveria de ser preso. De Antioquia, voltou ao berço natal (TARSO) Em seguida internou-se pelas alturas de Táuro. Vizitou as comunidades da Galáxia. e Frígia, levantando o ânimo dos companheiros de Fé. Conhecendo que o Discípulo terá de experimentar as sensações da "Porta Estreita" nunca se deixou empolgar pelo desanimo. Deliberou regressar a Éfeso. Antes havia estado lá Apolo de Alexandria, homem eloqüente. Pregava Jesus Cristo, mas não conhecia o batismo por ele instituído. Paulo num grupo de Cristãos perguntou: _"Já recebestes o Espírito Santo"? _No de João responderam. _Esse batismo disse Paulo é o da penitencia. Paulo impôs-lhe as mãos e o Espírito Santo desceu sobre eles. Paulo escreveu então aos Corintos. " Somos todos do Cristo e o Cristo é de Deus. Por isso, permaneceis todos unidos na CARIDADE. "A CARIDADE É A MAIOR DAS VIRTUDES" Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver CARIDADE, serei como o bronze que soa ou como o sino que retine. Ainda que eu tenha o Dom de Profecias e conheça todos os mistérios e toda a ciência. ainda que eu tenha tamanha Fé ao ponto de transportar montes, se não tiver CARIDADE nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres, e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver CARIDADE, nada disso me aproveitará. A Caridade é o amor O amor é paciente O amor é cheio de bondade O amor não é invejoso Não é presunçoso Não se enche de orgulho Foge da desonestidade Nada faz em seu próprio interesse Não se exaspera Não suspeita mal Não se alegra com a injustiça Mas apenas com a verdade O amor crê em tudo Desculpa tudo Espera tudo Suporta tudo O amor jamais acaba, havendo profecias, serão aniquiladas. Havendo línguas cessarão, Havendo ciência passará Porque em parte conhecemos e em parte profetizamos. Quando porém, vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado. Quando eu era criança, falava como criança, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino. Porque agoira vemos como em espelho obscuramente, então veremos face a face. Agoira conheço em parte, então conhecerei como também sou conhecido. Então permanecem A Fé, A ESPERANÇA E A CARIDADE. Porem a maior destas é a CARIDADE. Nesta carta aos Corintos, ainda escreveu: _"Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano, o que Deus tem preparado para aqueles que o AMAM" Em Éfeso, ensinou por dois anos aos meninos dessa cidade ÉFESO . Paulo está animadíssimo e cheio de projetos para esta cidade. Já tem perto de cinqüenta anos e está no auge da maturidade. Seu estado de saúde nessa época é satisfatório. Alem do mais conta com o apoio de Tito e Timóteo e dos sempre fieis Áquila e Priscila. Em Éfeso, multiplica-se as curas maravilhosas. Paulo, tendo imposto as mãos sobre alguns doentes, foi rodeado por claridade do mundo Espiritual. OS MAGOS Havia em Éfeso naquele tempo muitos magos, que procuravam enganar as pessoas. Não havia família sem livros de magia. Era um entrave para a aceitação da palavra de Paulo. Um sacerdote chefe chamado Escevas tinha sete filhos. Todos magos, e por mais que fizessem esconjuros e formulas que recitassem, os demônios faziam ouvidos de mercador. Resolveram imitar Paulo, repetindo as palavras do Apóstolo: _"Em nome daquele Deus pregado por Paulo, ordeno-vos sair deste homem"! Mas os Espíritos malignos, em vez de sair, limitou-se a responder. _"Conheço Jesus, sei quem é Paulo, mas vós quem sois"? Os magos não esperavam por isso e o endemoninhado tornou-se cada vez mais furioso, investindo contra os magos com tal violência que dois deles ficaram quase mortos. A noticia esparramou-se e as pessoas que possuíam livros de magia, fizeram com eles uma fogueira em praça publica. Os efésios adoravam uma divindade chamada " A Grande Diana". Naquele ano os prognósticos não foram os melhores para os ourives e a culpa recaia sobre Paulo, devido as suas pregações. Demétrio, hábil fabricante de miniaturas do Templo de Diana, arregimentou os interessados contra Paulo. Houve tumulto dos ourives, e só a muito custo, estabeleceu-se a ordem. Em Trôade quando Paulo pregava, o jovem Eutico, caiu da amurada e ficou desmaiado. Todos pensaram que morrera. Não vos preocupeis disse Paulo Sua alma está nele. Viverá portanto. Tudo ia bem, quando chegou um documento de alta importância. Tiago avisava que a Igreja sofria violentíssima perseguição do Sinédrio. Pedro fora banido da Cidade e a Igreja invadida por Fariseus. Rogava a ajuda de Paulo para aquele momento. Paulo lembrou-se que não se sentia muito afim com Tiago, porém colocou a Igreja acima de todo ponto de vista. _Irei a Jerusalém, disse. Sonhou naquela noite com os irmãos de Corinto. Abigail e Estevão que lhe disseram. " Não te inquietes. É preciso ir a Jerusalém para um testemunho importante. Também irás a Roma, cumprir um sublime dever em designo do alto. Então adquirindo um tosco barco, Paulo e os companheiros prosseguiram viagem para Jerusalém. Em todas as praias eram gestos comovedores. Em Éfeso, a cena foi mais triste. Em testemunho de amor, a comunidade Cristã foi-lhe ao encontro. A própria Mãe de Jesus, Maria de Nazaré, avançada em anos, viera de longe em companhia de João e outros Discípulos. Extremamente comovido Paulo de Tarso prelecionou na praia, tocado pela grandeza espiritual daquele momento. A viagem continuou, Mileto, Pátara, Tiro, Potlomaida e Cesareia. Nesta cidade, hospedou-se na casa de Felipe. Em casa de Felipe, Ágabo, seu velho conhecido de Antioquia, fez uma premunição. Em transe mediúnico em reunião intima, formulou os mais dolorosos vatícinios. (Paulo de mãos e pés amarrados.) As perspectivas eram tão sombrias que o próprio Lucas chorou. Disse Paulo: Os seguidores do Cristo devem estar prontos para tudo. A caravana se deslocou para a capital do Judaísmo, onde transpuseram as portas da cidade dos Rabinos. Envelhecido e alquebrado, o Apóstolo dos Gentios, contemplou os edifícios de Jerusalém, demorando o olhar na paisagem árida e triste que lhe recordava os anos de juventude tumultuosa e morta para sempre. Pediu a Jesus que o inspirasse na sagrado ministério. Assim que chegou a cidade Santa, Paulo se apresentou aos membros da comunidade Cristã. Foi recebido de braços abertos. Fizeram logo uma reunião e o decano da Igreja Tiago, mais os anciãos, os amigos e muitos fiéis. Trocaram-se saudações e desejos de Paz. Disse Tiago: _As exigências dos judeus fariseus, são muito rigorosas. Ironias profundas, que visam reduzir-nos a crianças, de tão fúteis que são. Tenho sido obrigado a caminhar com os fariseus muitas milhas para conseguir alguma coisa na manutenção da Igreja do Cristo. Sim irmão, disse Paulo. Compreendo tua justa razão, mas precisamos harmonizar a Igreja. A cada um de nós, confiou Jesus uma tarefa diferente na FORMA, mas idêntica no FUNDO. Temos grandes deveres a cuidar. Importa-nos saber morrer, para que nossas idéias se transmitam e floresçam nos outros. A palavra de Tiago, entretanto era de bondade e sabedoria esse sobrepunha a de qualquer rabino dos mais cultos de Jerusalém. Ele, Paulo que chegará ao mundo religioso por escolas famosas e mestres da envergadura de Gamaliel, admirava agoira aqueles homens rústicos, vindos das choupanas de pesca e que em Jerusalém alcançavam inesquecíveis vitórias, somente porque sabiam calar quando oportuno, aliando a experiência da vida uma enorme expressão de bondade e renuncia. Paulo entreviu Tiago por novo prisma. Agoira percebia que a vida exige mais COMPREENÇÃO que Conhecimento. Contemplou-o com simpatia e falou: _Vejo que tens razão. Ao comparecer Paulo no Templo, para cumprir voto, ascenderam-se discussões violentas. Todos queriam ver o célebre doutor que enlouquecera às portas de Damasco. Morte ao desertor!... Pedras a traição!... Num relance Paulo considerou os objetivos de sua vinda a Jerusalém. As primeiras pedras vieram dilacerando o rosto do Apóstolo. Um filete de sangue apareceu. Trófino, Tito e Lucas, sentiram a gravidade da situação e procuraram o socorro das autoridades. Um tribuno militar, levou Paulo ferido para a Torre Antônia. _Não sou ladrão disse Paulo: Sou cidadão de Tarso. Ouvindo-lhe a palavra, Claudio Lísias, mandou recolher Paulo em cela, com receio da turba. Paulo sentiu a desconsideração dos soldados e disse: _Vejo que preparais açoites para a flagelação, quando já me encontro banhado em sangue. Será licito açoitardes um cidadão Romano antes de condenado? _És de fato Romano? _Sim! Modificou-se o tratamento ao prisioneiro. No dia seguinte compareceu no mais alto tribunal dos Israelitas. Deram a palavra a Paulo, para defender-se, mas o Sumo Sacerdote, determinou que ele fosse ferido na boca. Paulo disse-lhe: _"Deus há de te castigar, sepulcro caiado". És tu que a pretexto de julgar-me segundo a lei, mandando-me espancar. Os guardas levaram o prisioneiro para a cela, mas certa fadiga, aliada a grande amargura, começou a tomar-lhe as esperanças. Percebeu na cela a presença do Mestre Jesus, que lhe sussurrava. Regozija-te pelas dores que resgatam e iluminam a consciência. Renova os júbilos da esperança. Guarda o teu bom ânimo; porque assim como testificas-te de min em Jerusalém, importa que o faças também em Roma. De pronto Paulo sentiu novas foças. Soube que os judeus queriam extermina-lo a qualquer custo. alta noite, foi chamado pelo tribuno que explicou-lhe a necessidade de saírem da Torre Antônia para Cesárea. Em Cesárea foram recebidos pelo governador Félix que perguntou de que região era Paulo. De Tarso na Cilicia. O Governador compreendeu a sua inocência, mas querendo dar satisfação aos acusadores disse: _"Ouvir-te-ei quando tiverem chegado os teus acusadores. Logo chegaram alguns Senedristas. traziam um advogado chamado Tertúlio, o advogado enviado por Ananias, e que procurou convencer Félix da não condenação de Paulo. Este se defendeu: _"Não sou culpado de nada." Félix considerou o prisioneiro e levou sua esposa Drusila para ouvi-lo. Perante figuras da corte, o Apóstolo dos Gentios fez brilhante exposição do Evangelho. Mas quando falou sobre a ressureição e deveres do homem em face as responsabilidades no mundo Espiritual, o Governador fez-se pálido e interrompeu a pregação. Paulo amargou 2 anos de prisão em Cesárea. A esse tempo chamou Lucas para velho projeto de escrever uma biografia de Jesus, valendo-se das informações de Maria. O médico satisfez-lhe o desejo e assim originou-se o magnifico relatório de Lucas que é o " ATO DOS APÓSTOLOS" O Governador Félix, foi removido e veio em seu lugar Pórcio Festo. Os sacerdote submeteram logo a sua apreciação o caso de Paulo, pedindo-lhe que o fizesse trazer a Jerusalém. Ma, prudente por índole, e por dever de cargo, declarou que preferia solucionar a questão em Cesárea. Festo fez vir a sua presença Paulo e os acusadores. E disse Paulo: _Estou diante do tribunal de César e sou cidadão Romano. " Apelo para César Festo respondeu-lhe: _"Apelaste para César, pois bem, a César irás". Passou por Cesárea o Rei Agripa II que governava a Judéia com sua irmã Berenice. O Governador falou-lhe sobre Paulo e ele quis conhece-lo. Agripa e Berenice vieram para avistar-se com Paulo, junto de Festo. Este falou-lhe de sua vida passada e Festo disse-lhe _"Tu estas delirando, o demasiado estudo te deu volta aos miolos" E Paulo: _"Eu não estou louco excelentíssimo Festo. Digo palavras de verdade e sabedoria." Com efeito, o Rei Agripa que é Galileu, conhece muito bem, tudo o que digo. "Se continuas a falar, acabarei Cristão- disse Agripa." _Oxalá que, por pouco ou muito, vós fizésseis discípulos de Jesus, não só vós, mas todos quantos nos ouviram hoje. VIAGEM PARA ROMA Chegou o momento de partir. Todos choravam. Choremos de alegria disse Paulo. Não há maior gloria que a de estar o homem a caminho do Senhor. O Apóstolo tomou o braço de Lucas, médico, escritor e amigo e caminhou para o barco. Lucas se aproximou e, apontando a distância os amigos que ficaram exclamou: _Registrarei nas minhas anotações, como foste amado por quantos receberam de tuas mãos fraternas o benefício de Jesus. Não Lucas, não escrevas sobre virtudes que não tenho. Se me amas, não deves expor meu nome a falsos julgamentos. Fale das perseguições por min movidas e do favor que o Mestre me dispensou em Damasco, para que os homens mais empedernidos, não desesperem da salvação e aguardem a misericórdia de Deus, no momento justo. Citarás os combates travados, em face das imposições do farisaísmo e das hipocrisias do nosso tempo. Falarás de nossos encontros com homens poderosos, de nossos serviços junto dos desfavorecidos da sorte, para que os seguidores do Evangelho no futuro, não se arreceiem das situações mais difíceis, conscientes de que os mensageiros do Mestre os assistirão sempre. No meio de tudo isto Lucas, fomos apenas míseros servos que se aproveitaram dos bens do Senhor, para pagar as próprias dividas. Não tenhamos a preocupação de relatar episódios que deixariam uma porta aberta para a vaidade incompreensível, _Tens razão, disse Lucas. _Somos fracos demais. O NAUFRÁGIO A travessia para a Itália procedia lentamente. O navio levava excesso de carga e os ventos sopraram de rijo, contrariando a rota. Logo em mar alto um furacão caiu de súbito. No dia seguinte piorou. Então Paulo levantou-se e disse: _"Homens, garanto que nenhum de vós perecerá e não haverá perda além do navio. Decorridos dias de cerração, o barco atingiu a ilha de Malta. Alegria geral. Os naturais da ilha acolheram-nos com simpatia. Grandes fogueiras foram acesas. O Apóstolo atirava um feixe de ramos secos à labareda, quando uma víbora cravou-lhe na mão os dentes venenosos. Lucas e Timóteo, aproximaram-se aflitos. Ao naturais da Ilha disseram que o réptil era dos mais venenosos. Aguardavam a morte de Paulo. Este orava com fervor e disse a Timóteo : _Não te impressiones. As opiniões do vulgo são inconscientes. Tenho disso experiência. Estejamos atentos aos nossos deveres porque a ignorância sempre está pronta a transitar da maldição ao elogio e vice- versa. É bem possível que daqui a pouco, me considerem um Deus. Com efeito, logo passaram a observa-lo como um ser sobrenatural. Paulo fez muitas curas na Ilha. A bandeira do Augusta do Cristo, ficará ali para sempre. Partiram por outro navio para a Itália, chegando a Siracusa na Cecília. PAULO EM ROMA Chegava em Roma a noticia de que Paulo estava para chegar. Os Cristãos foram-lhe ao encontro. Foram abraços comoventes. Aqueles cristãos ouviam falar dele como um conquistador. Paulo já tinha escrito para os Romanos. Chegou como prisioneiro. Um guarda acompanhava-o, mas deixava-lhe muita liberdade. Reuniu a comunidade romana e também a comunidade dos judeus. A estes disse: _"Os judeus de Jerusalém não quiseram que eu fosse libertado e fui obrigado a Apelar para César. Não tinha a mínima intenção de acusar os meus conterrâneos" Observando-lhe o sofrimento, Lucas aproximou-se e confidenciou!... Dói-me constatar quanto esforço despendes para vencer o espírito farisaico do judaísmo. Sim Lucas, por isso hei de escrever sempre aos nossos irmãos de boa vontade. As vezes era visto a escrever com lágrimas nos olhos, como se desejasse fazer da mensagem um deposito de santas intenções e inspirações. Esta é a epistola aos Hebreus dizia, Fiz questão de grafa-la, pois que a dedico aos meus irmãos de raça. Procurei escreve-la com o coração. Ao cabo de 2 anos, não contendo no processo de Paulo nada que o comprometesse contra a ordem publica e a segurança do Estado, o prisioneiro foi posto em liberdade. Era o inverno de 62/63. Enfim livre, Paulo volta a Ásia menor. Pára em Éfeso, onde deixa Timóteo, a quem, mais tarde escreve duas belas cartas, cheias de conselhos e estimulo. Depois, é bem provável,(mas faltam informações seguras) que tenha ido a Macedônia, a Grécia e a Greta (e ai deixou Tito, endereçando-lhe depois uma carta muito afetuosa e animadora.) e talvez tenha ainda passado algum tempo em Dalmácia. Em Roma, as vésperas da partida em busca da gentilidade Espanhola, eis que o Apóstolo recebe carta de Simão Pedro, vinda de Corinto, avisando a sua próxima chegada a cidade Imperial Informado de que a embarcação entraria no porto, o antigo rabino com Timóteo e Lucas foram espera-lo. Paulo estendeu os braços ao velho amigo de Jerusalém tomado de alegria. Em pouco tempo, ficou sabendo que perseguição surda aos adeptos do Nazareno apertava o cerco por todos os lados. Também ficou sabendo da morte de Tiago e das novas torturas infringidas pelo Sinédrio à Igreja de Jerusalém. Por imposição das mãos, Paulo curou o romano Domício, que o beneficiou mais tarde junto as autoridades. Visitou comunidades de todos os bairros de Roma. Organizou planos de serviço para todas as Igrejas da cidade e predicou nas catacumbas silenciosas. Alegando que Pedro o substituiria com vantagem, resolveu o incansável trabalhador partir para a Espanha. De lá desejava visitar o Extremo Ocidente. E se possível morrer, convicto de levado o Evangelho aos confins do mundo. Sempre curando e aconselhando seguia o Apóstolo por todos os lugares onde passava. Em Tortosa na Espanha, recebeu carta de Pedro dizendo que a situação em Roma era muito grave. Conta sobre a prisão de João e as dificuldades extremas. Havia o problema da saúde abalada para Paulo, mas o homem enérgico e decidido, mantinha o mesmo ânimo resoluto e firme que o caracterizava na mocidade distante. Retornou a Óstia, junto dos companheiros e Pedro recebeu-o enternecido. Com a perversidade de Tigelino a frente da Prefeitura, Pedro não tinha descanso, como figura de relevo no movimento Cristão. Assistia aos doentes, pregava nas catacumbas, percorria longos caminhos para fazer o bem. Os Cristãos do mundo inteiro, jamais poderão esquecer os abnegados irmãos nos primeiros testemunhos de fé afrontando situações dolorosas e injustas, regado com sangue e lágrimas a semeadura do Cristo. O ex. rabino desdobrou-se. Procurou Domício e chegou a presença de Popeia Sabina, a favorita de Nero o Imperador, que prometeu atende-lo. Popeia era mulher de vida notadamente dissoluta. Banqueteava-se nas orgias do Palatino. Seria razoável pedir-lhe proteção para os Discípulos de Jesus? Paulo de Tarso, aceitava as argüições com paciência, mas objetou. Acato a vossa opinião, mas antes de tudo, considero necessário libertar João. Fosse eu o prisioneiro, não haveria de julgar o caso tão urgente. Estou velho e alquebrado. Mas o Cristianismo da Ásia não pode dispensar-lhe a atividade construtiva até que outros sejam chamados a semeadura Divina. Com referência às vossas dúvidas, cumpre-me argumentar: _Por que considerais imprópria uma solicitação a Popeia Sbina? Teríeis a mesma idéia se me dirigisse a Tigelino ou a Nero? Não são eles vitimas da mesma prostituição que estigmatiza as favoritas de sua corte? _Irmãos é indispensável compreender que a derrocada moral da mulher, quase sempre vem da prostituição do homem. Concordo em que Popeia Sabina, não é a figura mais conveniente ao feito, em virtude das inquietações de sua vida. Entretanto, é a providencia que as circunstancias indica-nos. E nós precisamos libertar o Discípulo do Senhor. Procurei valer-me de semelhante recurso, recordando a exortação do Mestre, na qual recomenda ao homem, granjear amigos com as riquezas da iniquidade (LUCAS) Considero que qualquer relação com o Palatino, constitui expressões da fortuna iníqua, mas suponho útil mobilizar ao que se conservam "Mortos " no pecado para algum ato de caridade e de Fé pelo qual se desligam dos laços com o passado delituoso, auxiliados pela intercessão de amigos fiéis. As ilucidações de Paulo, espalharam grande calma entre os Discípulos em poucas palavras, o Ex. Rabino fizera ver aos companheiros transcendentes conclusões de ordem Espiritual. A promessa não falhara. Em 3 dias, ao filho de Zebedeu era restituída a liberdade. Paulo sugeriu o regresso de João à Ásia, sem perda de tempo. A Igreja de Éfeso, esperava-o. Quanto mais sombrio os horizontes, mais coeso se tornava o grupo dos irmãos na Fé em Jesus Cristo. Naqueles dias de sofrimento, as pregações pareciam mais belas. Na manhã de 16 de julho de 64, irrompeu violento incêndio nas proximidade do grande Circo. O fogo devorava vastos armazéns de material inflamável e propagava-se com rapidez assombrosa. O firmamento se cobria de fumo espesso. Durante dias o fogo destruidor espalhou desolação e ruína. O Imperador estava em Âncio, quando o incêndio por ele mesmo idealizado se deu. A verdade é que, queria edificar uma cidade nova, com os recursos financeiros que chegavam das províncias tributárias. Além disso, presumia-se um genial artista, quando não passava de um monstruoso histrião. Entretanto, não podia ele mesmo prever a extensão da espantosa calamidade. Procurou falar em público, esboçando algumas lágrimas fingidas. Comprometia-se a punir os responsáveis. A massa popular irmanava-se num grito terrível. CRISTÃOS AS FERAS! AS FERAS!... O filho de Agripina encontrou a solução. Nero conhecia o ódio que o vulgo votava aos seguidores do Nazareno. A escolha do povo não podia ser melhor. Trocou um olhar inteligente com Tigelino e a solução imprevista se cumpriu. A nefanda acusação pesou sobre os Apóstolos, como fardo hediondo. A primeira carnificina, destinada a distrair o ânimo popular, foi levada a efeito em jardins imensos por entre orgias indecorosas. A linguagem mais forte, será pobre para traduzir as dores imensas da Grei Cristã naqueles dias angustiosos. O coração de Paulo sangrava de dor. Amparando-se em Lucas, enfrentava o frio da noite, levando aos irmãos sofredores a palavra de Jesus Num destes encontros, um centurião, fez intimação em voz alta. Em nome de CÉSAR, estão todos presos. O grupo marchou em silêncio, chegando a prisão Marmentina. Paulo permaneceu na prisão, valendo-se da colaboração afetuosa de Lucas para as epistolas que julgasse necessárias. Nessas derradeiras cartas, escreveu a Timóteo, tomado de singulares emoções. O ex. Rabino ao traçar conceitos afetuosos, sente-se qual Discípulo chamado as esferas mais altas, sem furtar-se à condição de homem que não deseja capitular na luta. Ao mesmo tempo que confia a Timóteo a convicção de haver terminado a carreira, pede-lhe envie a ampla capa de couro, deixada em Tróade na casa de Carpo, visto necessitar de agasalho para o corpo abatido. Enquanto lhe envia as últimas impressões cheias de prudência e carinho, roga seus bons ofícios para que João Marcos, venha a sede do Império, a fim de auxilia-lo no serviço Apostólico. Quando a mão tremula e rugosa escreva melancolicamente. "Só Lucas está comigo". O convertido de Damasco, interrompe-se para chorar sobre os pergaminhos. Nesse instante brando conforto lhe invade o coração. Mas volta a demostrar decisão e luta. Entrega a carta a Lucas para expedi-la. Na escuridão do carcere, deu um balanço retrospectivo em suas atividades vividas e sentiu que se entregara inteiramente ao CRISTO. E nessa Epistola diz: _"Não sou eu quem vive. É o CRISTO que vive em mim" A porta de cela se abre, um pelotão da guarda Pretoriana, sobe o comando de um centurião o espera. O Apóstolo silencioso, obedece a escolta. Passaram pela via Ápia e chegaram ao lugar preposto. O militar disse-lhe: _O Prefeito dos Pretorianos, ordenou que fosses sacrificado. "Paulo por ser cidadão Romano, não foi crucificado, mas decapitado fora da cidade". Calmo Paulo exclamou: _Os Discípulos de Jesus, não temem os algoses que só lhe podem aniquilar o corpo. O sequaz de Tigelino, desembainhou a espada, mas nesse instante, tremeu-lhe a mão e fixando a vitíma falou-lhe: _Lastimo e intimamente não posso deixar de lamentar-vos. Paulo respondeu: _Não sou digno de lástima. Tende antes compaixão de vós mesmos, porquanto morro cumprindo deveres sagrados em função da vida eterna; enquanto que vós ainda não podereis fugir às obrigações grosseiras da vida transitória. Chorai por vós sim, porque eu partirei, buscando o SENHOR DA PAZ E DA VERDADE, ao passo que vós, terminada a vossa tarefa de sangue tereis de voltar à hedionda convivencia dos mandantes de crimes tenebrosos de vossa época. Não tremais!...Cumpri o vosso dever até o fim. Um golpe violento, fendeu-lhe a garganta seccionando-lhe quase inteiramente a cabeça. Aos poucos experimentava Paulo, uma sensação branda de alívio reparador. Mãos carinhosas e solícitas pareciam tocar-lhe de leve. Ouviu passos- Quem sois? Irmão Paulo... começou a dizer o recém chegado ANANIAS!.... ANANIAS!....e caiu de joelhos em pranto. Sim sou eu! Já vencestes os últimos inimigos, alcançaste a coroa da vida. Então o devotado trabalhador, reconheceu as maravilhas que DEUS, reserva aos seus cooperadores. Em Corintos diz: _"Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que DEUS tem preparado para queles que o AMAM. Sentiu-se jovem e feliz. Compreendeu a grandeza do corpo ESPIRITUAL. Tinha a impressão de haver sorvido um elixir de juventude. Viu ainda o seu venerável amigo Gamaliél. Viu ainda surgir na amplidão do espaço três vultos luminosos. O Mestre Jesus estava ao centro, conservando Estevão a direita e Abigail ao lado do coração. E quando ouvimos ou lemos, as incisivas palavras de Paulo, sentimos que mesmo depois de tantos séculos elas penetram fundo em nossos corações e, então desejariamos que nossa alma fosse como a de Paulo: _CÉU E MAR. CÉU PELA PUREZA E MAR PELA PROFUNDIDADE. FIM Voltar

O Obreiro e sua responsabilidade

  Categoria: Estudo bíblico 2008 Pastor Denis Gomes Todos os direitos reservados ao autor Denis José Gomes de Lima Pastor da Assembleia de Deus de Antonina do Norte Ceará. Formação Teológica Curso Biblico Internacional o CBI, Hebreus e os Evangelhos pela ETAD Escola de Teológica das Assembleias de Deus Bacharelado em teologia pelo STADEC Seminário Teológico das Assembleias de Deus do Estado do Ceará, Aprimoramento Pastoral pela COMEADEC Convenção Estadual das Assembleia de Deus do Estado do Ceará e professor do Básico em teologia pelo STADEC. Rua Joaquim Eliseu 86 CEP 63570000 Antonina do Norte Ceará – Fone (88) 35251561 As citações bíblicas foram extraídas da bíblia sagrada Eletrônica RKSOF Desenvolvimentos Bíblia Traduzida por João Ferreira de Almeida, Publicada por Editora Vida. Pesquisas Realizadas através dos Estudos Erdos e também da apostila do Aperfeiçoamento Pastoral da COMEADEC Convenção dos Ministros Evangélicos das Assembléias de Deus do Estado do Ceará. Impresso no Brasil _______ Sumário _______ O Obreiro e sua responsabilidade Junto a Igreja A Conduta do Obreiro As Qualificações Básicas do Auxiliar As Qualificações Básicas do Diácono OBREIRO E SUA RESPONSABILIDADE JUNTO A IGREJA Ministério é serviço. Logo, o ministro é um servo. Algumas vezes, o apóstolo Paulo usou o termo  (doulos), que significa escravo. "Onde está, pois a jactância?" O Verdadeiro espírito do ministro, não deve ser a ambição carnal de mandar ou ser servido, mas encarnar o que Jesus sempre fez no seu ministério terreno, que foi "não ser servido, mas servir". (Mc. 10:45). Quando os discípulos disputavam entre si para saber quem era o maior, Jesus "os chamou para junto de si e disse-lhes: sabeis que os que são considerados governadores dos povos, têm-nos sob seu domínio, e sobre eles seus maiores exercem autoridade. Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; quem quiser ser o primeiro entre vós, será servo de todos." (Mc.10:41-44). I- CINCO MANEIRAS DE CHEGAR A SER OBREIRO 1- Aspiração, I Tm 3.1 Fiel é esta palavra: Se alguém aspira ao episcopado, excelente obra deseja. A- Não é pecado desejar B- É pecado desejar obsessivamente C- É pecado desejar gananciosamente 2- Usurpação A- Gl 1.1 não da parte dos homens, ou homens algum B- Gl 1.16 o perigo da carne e o sangue ( razões humanas ou de parentesco ) C- III Jo 9 Escrevi alguma coisa à igreja; mas Diótrefes, que gosta de ter entre eles a primazia, não nos recebe. 3- Negociações, Gl 1.10-12 A- Persuasão B- Agrado C- Aprendizado humano 4- Nomeações, I Tm 5.22 A- Imposição precipitada não tem aprovação B- Significa apenas nomeação C- Acarreta problemas para a OBRA 5- Eleição ( divina ), I Tm 1.12 A- Um gesto de misericórdia, v.13 B- Um gesto soberano C- Um gesto pessoal: pondo-me 11- PASSOS DIVINO NA ESCOLHA DE UM OBREIRO 1- Designação A- Gl 1.15: desde o ventre de minha mãe B- I Tm 1.1: o MANDADO de Deus C- At 9.15: vaso escolhido PARA MIM 2- Vocação A- Vocação é uma habilidade, inclinação espiritual B- Segundo Seu propósito e graça C- A vocação é santa 3- Chamada A- A chamada deve ser definida, Rm 1.1 B- A chamada é soberana, Mc 3.13 C- A consciência da chamada, Gl 1.15 4- Preparação, II Co 3.5,6 A- A preparação divina é a capacitação B- A preparação divina é espiritual C- Ela abre caminho para a preparação humana 5- Confirmação, II Co 1.21 A- Confirmar é afirmar por cima B- A confirmação precisa do lastro da unção C- A confirmação deve ser visível 6- Separação, I Tm 1.12 Deus nós separa para Ele B- Nós nos separamos para a Igreja C- A Igreja nos separa para o trabalho 7- Entrega A- O ato de RECEBERMOS da parte de Deus, Rm 1.5 B- O ato de RECEBERMOS da parte do Ministério C- A consciência, a certeza de que Deus nos deu: II Co 5.18; Ef 3.7; I Tm 4.14 (não se trata de espiritual, mas sim de ministerial). Um depósito, I Tm 6.20. O dom que existe em ti, II Tm 1.6 A CONDUTA DO OBREIRO 1 – O OBREIRO E SUA VIDA a) - O obreiro deve entender o ministério como vocação divina e a atividade humana mais excelente (1Tm 3:1 – At 3.2); b) - A Bíblia para o obreiro deve ser considerada como o instrumento indispensável no seu ministério e deverá usá-la como única regra de fé e prática (2Tm 2:15 – 4:1-5); c) - O obreiro deve ser estudioso, mantendo-se em dia com o pensamento teológico, com a literatura bíblica e a cultura geral (2Tm 3:15-16 = 3:2); d) - O obreiro deve ser um modelo de boa conduta em todos os sentidos e um exemplo de pureza em suas conversações e atitudes como líder moral e espiritual do povo de Deus (1Pe 5:3; 1Tm 4:12); e) - O obreiro deve zelar o máximo pelo bom nome do ministério, da Palavra e do Senhor Jesus Cristo (Rm 11:3; 1Co 1:1; 4:1-2). f) - O obreiro deve ser prudente ao se relacionar com as pessoas, principalmente as do sexo oposto (1 Tm 5:1-2); g - O obreiro deve ter a sua vida submetida ao Espírito Santo para que o fruto do Espírito seja manifesto em sua vida no dia a dia (Gl. 5:22; Rm 12:17-21; Is 42:1-5) h – O obreiro deve ser DIZIMISTA fiel. Sua Coragem.Exige-se do obreiro intrepidez e ousadia. Sua dignidade. Ter uma vida decente e respeitosa no trato com as pessoas e com valores espirituais. A dignidade de um obreiro se revela através: •Da sua linguagem. O obreiro deve evitar linguagem imprópria ao seu ofício (piadas obscenas); •Da sua reverencia no trato com as coisas sagradas e respeitosas; •Do seu relacionamento decoroso com o sexo oposto. Sua discrição. O obreiro deve ser moderado, agindo sempre com discernimento em relação à posição que ocupa. •Deve ter cuidado no trajar. Vestindo sempre condignamente com a função que ocupa. •Deve ter cuidado com os gestos. •Deve evitar cenas patéticas que chamem as atenções para si. •Deve ter modos e costumes que coadunem com a posição que ocupa. Sua polidez. Um obreiro polido é aquele que, no trato com as pessoas, principalmente subalternas, demonstra cortesia e civilidade. São as boas maneiras do tratamento, tais como: •Saber dar ordens. Não esquecer das duas palavras chaves do relacionamento social obrigado e por favor. •Saber corrigir. Ao fazê-lo não se esqueça do amor. •Saber relacionar com os colegas de ministério: não esquecer as boas formas de tratamento. Mesmo, apenas, ao se referir ao colega, é preciso demonstrar respeito. •Saber vigiar as palavras, elas tanto curam quanto matam. Sua liderança. “Segundo Gangel” liderança é o exercício de dons espirituais sob o chamado de Deus para servir a determinado grupo de pessoas, para que este atinja os alvos que Deus lhes deu, com o fim de que glorifiquem a Cristo. Baseado nessa definição o obreiro tem de entender que •ele deve ser o exemplo para os seus liderados (I Pe 5.3b ); •nunca deve agir de forma ditatorial. Esse modelo não funciona mais (I Pe 5.3b); •deve ter motivação para alcançar os alunos se o professor não a tem; •nunca deve agir como dominador, porque o rebanho não é sua propriedade particular. Ele é, apenas, confiado a homens chamados por Deus; •deve avaliar sempre o perfil de sua liderança, se ela está enquadrada no modelo bíblico. Sua ética. A ética é o conjunto de princípios normativos que norteiam o bom relacionamento do obreiro. Esse conjunto de valores deve estar em conformidade com a Bíblia Sagrada, pois, muitas vezes, o que parece ser ético para o ímpio, não o é para o cristão. A ética se presta, principalmente, nas seguintes áreas da vida do obreiro: •No seu relacionamento com colegas de ministério. Deve respeitá-los. Ter cuidado quando for substituir um companheiro frente a uma igreja; •No seu relacionamento com os seus colaboradores. Deve evitar liderar por decretos; •No seu relacionamento com a política partidária; •Na administração dos negócios da Igreja. 2 - A VIDA ESPIRITUAL DO OBREIRO O obreiro e a sua vida devocional, um obreiro que quer lograr êxito no seu Ministério deve procurar cultuar um relacionamento sadio com Deus, através da oração e meditação da Sua Palavra. Para pastorear as almas dos homens, o obreiro tem de, principalmente, pastorear a própria vida. a) Uma vida de oração •Um obreiro, que não ora, jamais poderá cobrar esse hábito dos fiéis. Em nenhum outro setor, o líder deveria estar mais à frente de seus liderados, do que nesse. Cristo costumava passar noites inteiras em oração ( Lc 6.12 ).Como saber a vontade de Deus para nossas vidas e para sua obra se não orarmos? A oração é uma via de mão dupla: leva o homem a Deus, e traz Deus ao homem. b) Uma vida de Amor à Palavra Por que temos de ler? Responde Harold J. Ockenoa.- Leia a fim de alimentar os poços da inspiração. Ler para alimentar a própria alma. Ler para compreender. O obreiro que não procura profundidade Bíblica deixará o rebanho com fome, rebanho com fome, procura outras pastagens. O obreiro e a santidade. Uma característica principal, exigida por Deus, na vida do obreiro, é a sua pureza interior. O obreiro deve ter a vida santificada para o bem da sua própria vida espiritual. A santidade na vida não é uma opção, é uma ordem: Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede também santos em toda vossa maneira de viver (I Pe 1.15). O obreiro cuja vida é separada para o Senhor tem um impacto poderoso ao redor. •O obreiro que cultiva a pureza interior se torna uma fonte de inspiração e um modelo a ser seguido. O obreiro e a humildade. Nada façais por partidarismo, ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão cada qual o que é dos outros (Fp 2.3-4). Embora a humildade não seja uma característica muito apreciada e recomendada pelo mundo, ela é a marca registrada da pessoa usada por Deus. Não confiar em si mesmo. O orgulho é uma das primeiras ferramentas do diabo para manter nossos olhos em nós mesmos e desviá-los dos outros. Não menosprezar os companheiros por não possuir os seus talentos e dons. Não rejeitar a instrução. Ter uma vida aberta à ministração de pessoas diferentes de você. 3 – O OBREIRO E SUA FAMÍLIA a) - O obreiro aspira a excelente obra do episcopado. Isso sugere que ele deve ter como companheira uma mulher em condições de ajudá-lo no ministério (1Tm 3:3-11); b) - O obreiro casado deve tratar a esposa e os filhos como estabelece a Palavra de Deus, tornando-se exemplo para o rebanho a partir de sua própria casa. (EF. 5:24-33; 6:4 = 1Tm 3:4-5) c) - O obreiro deve também ser dedicado a sua família esforçando-se para lhe dar o sustento adequado (o vestuário – a educação – a assistência médica e o tempo necessário) (1Pe 3:7; 1Tm 3:4-5; Tt 1:6; Lc 11:11-13). d) - O obreiro deve evitar comentários na presença dos filhos menores, dos problemas, aflições ou frustrações que por ventura possam acontecer no seu ministério (1Co 4:1-4). 4 – O OBREIRO E SUA IGREJA a) - O obreiro não deve assumir compromissos financeiros pela Igreja sem sua prévia autorização; b) - O obreiro deve tratar a Igreja com toda a consideração e estima sendo consciente que ela pertence a Cristo (Ef 5:23-25; 1Pe. (5:2). c) - O obreiro não deve insistir em permanecer em um cargo quando perceber que seu ministério não está contribuindo para a edificação da Igreja e seu crescimento em Deus (Fl 1:24-26) d) - Manobras políticas para manter-se em seu cargo ou para obter posição denominacional, não devem ser promovidas pelo obreiro ou aprovadas por ele. Pelo contrário, ele deve, antes de tudo, colocar-se exclusivamente nas mãos de Deus para fazer o que lhe aprouver (1Co 10:23-31 = 9:7). e) - O obreiro deve respeitar as decisões da Igreja com prudência e amor. 5 – O OBREIRO E SEU MINISTÉRIO a) - O obreiro deve exercer o seu ministério com dedicação e fidelidade a Cristo; (1Co 4 : 1,3 ; 9 : 27). b) - O obreiro deve zelar pelo decoro do púlpito, por seu preparo e fidelidade na comunicação da mensagem divina a seu povo, como pela sua apresentação pessoal (Jr. 48: 10; Lv 21). c) - O Quando usar sermões ou sugestões de outros, na pregação ou na escrita, mencionar as fontes, pois a autenticidade deve ser característica marcante na ação do obreiro. d) - O obreiro deve ter grande respeito pelo lar que o recebe e pelas pessoas com quem dialoga. Nas visitas e contatos com o seu rebanho. (1Tm 5: 1 – 15; Pv. 27: 22 – 27). e) - O Obreiro deve guardar sigilo absoluto sobre o que converse o saiba em relação de aconselhamento, atendimento e problemas daqueles que o procuram para orientação. Jamais deverão usar as experiências da conversação pastoral como fontes de ilustrações para suas mensagens ou conversas (2Tm 3:1–6) f) - O obreiro como líder do povo de Deus deve ter consciência de que não pode saber todas as coisas, e por isso, deve ser assessorado por pessoas idôneas e capazes que possam ajudá-lo na formulação e execução de planos, tomada de decisão e zelo pela causa (Ne 7. 2 ). g) - O obreiro deve se mostrar pronto a receber conselho e ser repreendido tanto por seus colegas de ministério como por irmãos não ministros, quando sua conduta for julgada repreensível (2Cr 10:8 – 11). h) - O obreiro deve respeitar as horas e o local de trabalho dos membros de sua Igreja, evitando procurá-los ou incomodá-los em seu ambiente de trabalho. i) - O obreiro não aceitará convite para falar onde sabe que a sua presença causará constrangimento ou atrito j) - O obreiro deve ser franco com os colegas (Rm 12: 9, 10, 18; Pv). 9:8, 9). l) - Ainda que leal e solidário com os colegas o obreiro não está obrigado a silenciar na desonra ao ministério (Mt 18:15 – 17; 1 Tm 5:19 - 24) 6 – O OBREIRO E SUA DENOMINAÇÃO a) - O obreiro deve manter-se leal a sua denominação. b) - A cooperação do obreiro com sua denominação deve ser exemplo para os demais. c) – O obreiro não deve se ausentar de sua Igreja sem o previa comunicação ao seu líder Espiritual d) – Jamais falar mal de sua Igreja para membros ou congregados. e) – Procure conhecer a história de sua Igreja como foi fundada os fundadores etc. 7 – O OBREIRO E A COMUNIDADE a) – O obreiro deve ser partícipe da vida da comunidade em que sua Igreja estiver localizada, Identificando-se com a sua causa e solidarizando-se com os anseios de seus moradores, procurando apoiá-los o quanto possível, nos esforços para o bem de todos. b) – Através de exemplo de vida o obreiro deve imprimir em sua comunidade o espírito de altruísmo e participação. Não se limitar a serviços eclesiásticos. c) – O obreiro deve procurar conhecer as autoridades de sua comunidade, honrando-as e incentivando-as no desempenho de sua missão (Rm 13). d) – O obreiro deve estar presente às comemorações e celebrações cívicas que ocorrerem na sua comunidade ou cidade, local de trabalho, para tratar de assuntos adiáveis ou de pouca importância (Ec 3:1, 11) e) – O obreiro não deve fazer proselitismo com membros de outras Igrejas. 8 – O OBREIRO E SEUS COLEGAS a) - O obreiro não deve se intrometer nem tomar partido em problemas que surgirem nas outras congregações. (Mt 7:12; Jo 15: 17; 1 Pe 4: 15 – 17 ) b) – O obreiro não deve passar adiante qualquer notícia desabonadora de seu colega, nem divulgá-la; c) - O obreiro deve ter modos cristãos quanto aos obreiros mais velhos em tempo e idade. d) - O obreiro que assume um novo cargo deve honrar e valorizar o trabalho do seu antecessor, não fazendo nem permitindo comentários desairosos a seu respeito por parte do rebanho. (Pv. 12: 14; Hb 13: 7; Rm 13: 7; Mt 7: 12) e) - O obreiro deve considerar todos os colegas como cooperadores na causa e não menosprezar ninguém (Mt 23: 8; Fl 2: 3; 1 Co 3: 5, 7, 9 ) 9 – O OBREIRO E AS VISÍTAS QUANDO DESIGUINADO: A visitação é parte integrante do ministério pastoral, e pode ser relacionada com o trabalho de aconselhamento, porque durante as visitas o obreiro terá necessidade de aconselhar. O serviço da visitação não só é necessário como proveitoso no que diz respeito ao cuidado do rebanho de Deus, e é ainda, útil ao ministério do Obreiro. 9.1 – PRECAUÇÕES A TOMAR NAS VISITAS O obreiro que não faz visitas está sujeito a fracassar no seu próprio ministério. A visitação pode ser considerada sob dois aspectos: 1 – Aos enfermos, os órfãos, às viúvas, e a todos que se encontra em estado de necessidades: Mt 25.35,36; Tg 1.27. Este tipo de visitas é de grande utilidade e pode ser considerado o mais importante, embora haja muitos obreiros e crentes de modo geral que dele não fazem uso, não sabendo que causam mal a si próprio. Não existe nada que possa beneficiar mais um enfermo do que uma visita do seu pastor; faz mais bem para a sua saúde do que muitos medicamentos, e pode até ocasionar a cura. Uma palavra de consolação dada a um enfermo, uma oração feita, são coisas de valor inestimável. Jesus recebe isso como se fosse feito a Ele próprio e Tiago diz que isso faz parte da verdadeira religião. 2. Co 1.3,4 2 – Segundo aspecto da visitação é quando ela é feita com caráter social, ou de amizade. Esse tipo também é bom, mas não é tão importante e necessário como o primeiro, e nem sempre um pastor ocupado com os seus muitos afazeres ministeriais e com as visitas relacionadas no item anterior, tem tempo de sobra para fazer visitas a pessoas que não estejam em estado de necessidade. É até perigoso quando as visitas sem necessidades são muito freqüentes, podem tomar rumos diferentes. Não havendo cuidado necessário, esse trabalho pode degenerar-se e atrair pecados e perdição. As visitas muito freqüentes não são mesmo aconselháveis. Jesus recomendou aos discípulos andassem de casa em casa. Salomão faz a seguinte recomendação: “Retira o teu pé da casa do teu próximo, para que não se enfade de ti e te aborreça”. Pv 25.17; Lc 10.7. A visita não deve ser muito freqüente nem muito demorada. Não pode haver coisa mais importuna que uma pessoa ficar muito numa visita, impedindo que a dona da casa cuide dos seus afazeres. Muitos exemplos negativos poderiam ser citados, como o de um pastor que costuma fazer visitas desacompanhadas de sua esposa e com muita freqüência pelas casas; depois passou a almoçar nas visitas; depois a pousar, deixando a esposa sozinha em casa; e depois caiu em pecado. Outro, pelos mesmos motivos, passou grande parte da sua vida na cadeia, pagando por pecados causados contra as famílias que freqüentemente visitava. O obreiro precisa ter muito cuidado com os seus contatos pessoais, para não cair no laço do diabo. As consultas de gabinete de portas fechadas não são menos perigosas. Se for convidado a fazer uma visita domestica deverá e obreiro se precaver: 1 – Se a pessoa for mulher, nunca ir sozinho, mas levar consigo a esposa. 2 – Se for homem, levar mais um ou dois obreiros acompanhantes. 10 – O OBREIRO E O ACONSELHAMENTO QUANDO DESIGUINADO: O aconselhamento é parte integrante do ministério. O obreiro precisa aconselhar, não somente os crentes, mas também os descrentes. A palavra de Deus é a fonte principal do aconselhamento. O púlpito da igreja é o melhor lugar para o aconselhamento. Do púlpito atingem-se pessoas que muitas vezes não procurariam um aconselhamento particular isolado. Ouvindo do púlpito, as pessoas sentem que o conselho veio de Deus, porque seu caso não é conhecido do pastor que deu a mensagem. Hb 12: 12,13. Esse trabalho deve ser feito nos cultos para membros, cultos de doutrina, onde todos são crentes. Aí é o melhor lugar para o aconselhamento. O trabalho de aconselhamento também pode ser feito no gabinete. Sem dizer que é errado digo que não é muito produtivo, pelas seguintes razões: 10.1 – TÉCNICA DO ACONSELHAMENTO. 1 Manejar bem a Palavra de Deus. - A Bíblia é a ferramenta principal e indispensável do obreiro, ele precisa aprender a manejá-la bem; 2. O obreiro precisa cautela no aconselhamento; 3 Nunca fazer acepção de pessoas.Dt. 10.17; At 10.34,35; Tg 2.9; 4 Nunca tratar alguém com dureza e rigor; 5.Demonstrar interesse na solução do problema apresentado; 6. Nunca acusar as pessoas, fazer com que elas próprias confessem as suas faltas. 2 Sm 12. 1-6; 7.Ter cuidado de não desanimar a pessoa, mas dar-lhe esperança de, pela fé em Deus, alcançar a vitória.Sl 40, Rm 8.35-39, Hb 11; 8.Jamais mostrar interesse no sentido de tirar proveito próprio da situação do aconselhado. Atente-se para Gl 6.1.2. Dicas de como repreender uma pessoa e não ser odiado por ela: 1.Fale primeiro sobre os seus próprios defeitos; 2.Lembre se de que ninguém gosta de receber ordens; 3 .Evite envergonhar a pessoa com quem fala; 4.Faça o defeito parecer de fácil correção; 5.Torne a pessoa feliz, para que aceite o que você disser. Aconselhamentos práticos para o dia a dia dos obreiros 1. Asseio Corporal a) Banho - Uso de sabonete b) Uso de desodorante c) Perfume, colônia d) Cabelos (limpos em ordem sempre penteados) e) Dentes (escová-los pelos ao menos 03 vezes ao dia, depois das refeições) f) Barba (bem feita) g) Orelhas (limpas). 2. Apresentação pessoal a) Se vista adequadamente, aparência é muito importante. - A primeira impressão é a que fica. Uma pessoa não precisa estar ricamente trajada para estar bem vestida. - O importante é estar bem cuidada. - Trajes sóbrios • decentes (não usar roupas extravagantes) combinados com bom gosto. A roupa simples e até "usada", porém lavada • passada compõe bem quem a veste. Fique atento pare não usar nada que chame muita a atenção pare usa pessoa. Jesus é quem deve ser exaltado. O importante é demonstrar uma aparência natural, descontraída, mas, sobretudo DISCRETA. b) Evite: - comer alho ou cebola em certas ocasiões; - falar muito em cima das pessoas; - mascar chicletes; - Cacoetes como: roer unhas, coçar a cabeça, expressões como: "tá", "né?", "ta entendendo?" etc. 3. Preparo Intelectual: a) Algum conhecimento secular, estar atualizado em relação a situação do mundo; b) Conhecer o local, a cidade, o país, onda resiste, suas necessidades, cultura, etc. A postura - Essencialmente nos púlpitos e em outros momentos onde as atenções estão voltadas para ele. O Obreiro nunca deve esquecer-se de sua postura, pois está a todo o momento sendo observado e tido como modelo para os homens; Os gestos - Muitos são ridicularizados por não observarem o proceder de suas mãos e corpo, enquanto pregam a Palavra. Todo excesso é notado, bem como todo gesto de aparência obscena; Os arrotos - Necessitamos ter cuidado com o que comemos e bebemos, essencialmente quando estamos indo para as reuniões sociais, e muito mais se soubermos que deveremos pronunciar ou dirigir a reunião. Há comidas e bebidas que nos traem, sem esperarmos arrotamos, deixando-nos em um estado de muita penúria e acanhamento; Espirro sem proteção - Ao espirrarmos devemos proteger a boca e nariz, bem como evitar o alarde que muitos fazem. Às vezes somos banhados por pessoas desse tipo que, inadvertidamente espirram em nossa direção, ou ainda sobre a mesa de alimentos ou da Santa Ceia. Os cacoetes - A limpeza do nariz, os ouvidos, coçar lugares íntimos em público. Todas estas coisas devem ser impreterivelmente banidas da vida pública e diária do Obreiro. 11. O OBREIRO E A ÉTICA NO PÚLPITO Observemos Algumas Regras e Atitudes que a Ética nos Ensina Ética Cristâ: É o sistema de valores morais associados, ao Cristianismo Histórico, e que retira dele a sustentação teológica a filosófica de seus preceitos. 1º - Pregar gritando o tempo todo. 2º - Bater o pé no chão com força repetidamente, e dar murros no púlpito com Estardalhaço. 3º - Gesticular demasiadamente insinuando as vezes gírias ou imoralidades. 4º - Falar de olhos fechados ou arregalados, bem como olhar de modo fixo para cima ou para o piso, como se tivesse perdido algo, ou com medo de encarar o auditório. O certo é que os olhos devem acompanhar o que se fala, pois às vezes falam mais claro do que as palavras, a ajudam o pregador a sentir o efeito da mensagem. 5º - Molhar o dedo na língua para virar a paginas da Bíblia. 6º - Cossar-se de modo inconveniente, ou limpar as narinas quando no púlpito. 7º - Fazer leitura Bíblica que anunciou e não mais voltar à ela. 8º - Não conversar no púlpito respeitar o colega que esta usando o altar, alguns só glorificam quando pregam: (a conversa deve acontecer quando estritamente necessário,) se dirige congregação não despachar o expediente no horário do culto. 9º - O Obreiro deve chegar cedo à casa de Deus, porque fazendo assim, dará bom exemplo a Igreja e não comtemplará o semblante do povo com sinais de impaciência e cansaço, jamais ficar conversando La fora enquanto começa o culto. 10º - Sempre ir aos cultos trajados como Obreiro e nunca descaracterizado isso causará má impressão na Igreja. 11º - O tempo que devemos tomar no púlpito, Saudação de 1 a 5 minutos, Palavra de 10 a 15 minutos e mensagem de 30 a 45 minutos, quando chamado pra louvar não pregue louve, alguns dizem que foi Deus que mandou se foi Deus ele tinha comunicado ao dirigente do culto ele não faz confusão. A FUNÇÃO DE AUXILIAR: Devido as necessidade da Igreja, os Pastores têm designado alguns membros mais dedicados para essa função. A função do auxiliar e justamente Auxiliar os Diáconos nos seus serviços sendo estes apresentados a Igreja e não consagrados visto que não se consagra Auxiliares. QUALIFICAÇÕES BÁSICAS DE UM AUXILIAR: O Auxiliar deve ser batizado em águas não necessariamente ser batizado com Espírito Santo, bom que fosse mais não é obrigatório como no caso dos Diáconos, ser fiel nos dízimos e nas ofertas, ter bom testemunho diante da igreja e que esteja cooperando já como Auxiliar que seja submisso ao seu pastor e aos demais obreiros que já ocupem a função de Diáconos e Presbítero, alguns Auxiliares tem até assumido alguns trabalhos como dirigir congregações devido as necessidades, não que eles não sejam capazes, pois todo Pastor um dia foi Auxiliar. Alguma igreja tem enfrentado problemas por não orientarem os obreiros antes de separá-lo e consagrá-los. O Auxiliar pode ser solteiro desde que a sua conduta como tal for respeitosa alguns requisitos do auxiliar devem ser iguais aos do diácono como ser irrepreensivo no caso do solteiro ser obediente aos pais aos demais como acima citado sendo casado ser marido de uma só mulher e ter uma família obediente um mal Auxiliar será um péssimo Diácono se chegar a passar pelo crivo. 2.6 – QUALIFICAÇÕES BÁSICAS DO DIÁCONO: (1). Homens de boa reputação: Os diáconos são para ser homens de boa reputação em geral. São para ser homens em quem o povo tenha a máxima confiança. Sem duvida, primeiro que tudo, seriam homens que são escrupulosamente honestos; homens que possam ser acreditados. (2). Cheios do Espírito: Espírito Santo está em todo crente (João 7:38,39; Rom. 8:9,14; 1 Cor. 6:19; Gal. 4:6; Efe. 1:13). Ele é recebido ao tempo em que somos salvos e depois habita conosco para sempre. Ainda que gente salva tenha o Espírito nela, não estão todos cheios dele. Ela tem tudo dele, mas Ele não tem tudo dela. A necessidade não é que ela deve buscar o Espírito, mas que ela deve render-se ao Espírito já nela, de maneira que Ele a achará com Sua presença e poder. Dele é uma presença expansiva e Ele enche tanto de nós, e somente tanto de nós como não está cheio de algo mais. Se é para o Espírito encher-nos, devemos esvaziar-nos do eu e do mundo. É somente de homens que fizeram completa rendição ao Espírito que devemos fazer diáconos. (3). E de sabedoria Os diáconos são para ser homens de discernimento e perícia. A sabedoria aqui mencionada não é sabedoria humana, mas aquela que vem de cima (Tiago 1:5, 3:17). “Senso comum santificado” é perjúrio forense. Não há tal coisa. O senso comum é o pensar comum do homem. E o pensar comum do homem é o pensar da mente carnal. E a mente carnal é inimiga contra Deus (Rom. 8:7). Logo, alguém podia do mesmo modo falar sobre inimizade santificada contra Deus como falar de senso comum santificado. A estima de Deus pelo senso humano achar-se-á em Tia. 3:15. Muito dano resulta de se experimentar levar avante os negócios de Deus segundo a maneira dos negócios seculares. Tiago 1:5 fala como conseguir a sabedoria necessária e um diácono. 2. COMO DADA EM I TIMÓTEO 3 (1). Grave Isto quer dizer que os diáconos são para ser dignificados, de mente séria e livres de leviandade e frivolidade. Não quer dizer que são para ser soturnos e caras compridas. (2). Não dúplices Isto quer dizer que os diáconos não são para ser homens que falem de um gentio a uma pessoa e doutro modo à outra. Os diáconos são para serem homens cuja palavra possa ser crida. (3). Não dados a muito vinho Nos tempos do Novo testamento as bebidas alcoólicas não foram abusadas como são hoje; portanto, não eram absolutamente proibidas. Só o abuso delas era proibido. Mas hoje elas têm sido sujeitas a tal abuso que é bom a todos os crentes, especialmente pastores e diáconos, abster-se totalmente mesmo de vinho, exceto para fins médicos e sagrados. (4). Não cobiçoso de torpe ganância Um diácono não deve ser um homem que tenha amor regrado pelo dinheiro. Se ele for, ele provavelmente desviará fundos a ele confiados. Grande tem sido a vergonha trazida às igrejas por causa de homens gulosos de torpe ganância abonados com dinheiro da igreja. (5). Retendo o ministério de fé numa pura consciência Os diáconos deveriam ser sãos na fé. Não são ensinadores oficiais, mas terão muita necessidade de testemunho privado. Nada senão um batista ortodoxo devera ser eleito diácono. Quem crê que uma igreja é só tão boa como outra, ou um que pelo menos está gafado de modernismo ou arminianismo, ou um que nega qualquer verdade fundamental da Bíblia não está apto para ser diácono. O diácono é para sustentar a fé numa pura consciência – alguém que tenha sido purificado pelo sangue de Cristo e renovado pelo Espírito Santo. Semelhante consciência estará livre de vil egoísmo e hipocrisia e será regulado por devoção e sinceridade. (6). Sejam estes também primeiro provados Como com os bispos, assim com os Diáconos; sobre nenhum homem imporíamos mãos repentinas ou apressadamente (1 Tim. 5:22). E como um bispo, um diácono não deveria ser um noviço, ou um vindo de fresco à fé (1 Tim. 3:6). Não deveríamos eleger homens como diáconos só para honrá-los, nem por serem influentes ou ricos, mas somente quando se provaram na posse de qualificações escrituristicas. ] (7). Suas esposas devem ser graves, não aleivosas, sóbrias, fiéis em tudo. Contendem alguns que aqui são referidas diaconisas. E enquanto esta idéia pareça ter algumas coisas em seu favor, todavia a consideramos longe de ficar estabelecida. Notemos os argumentos costumeiros dados como prova que a referência aqui é a diaconisas: A. Afirma-se que tal oficio existiu em algumas igrejas do Novo Testamento ao menos, desde que Febe é chamada uma “diakonos” (Rom. 16:1). Mas “diakonos” aparece em muitos outros logares em que não se quer significar o ofício de diácono. Vide 2 Cor. 2:6, 11:22; Efe. 3:7, 6:21; Col. 1:7,23,25; 1 Tess. 3:2; 1 Tim. 4:6, onde “diáconos” está traduzido por “ministro”. Esta palavra e suas formas cognatas aparecem em muitos outros lugares semelhantes ao acima também. Em vista disto, temos certamente um fundamento muito leve para o ofício de uma diaconisa só porque “diáconos” está uma vez aplicado a uma mulher. É perfeitamente evidente que Febe, por sua energia e sua riqueza, fora uma “socorredora de muitos” e do apóstolo Paulo também (Rom. 16:1); portanto, ela foi chamada uma “diácono”, ou uma que ministra a necessidade de outros. Não há prova de que ela serviu oficialmente nesta capacidade. B. Supõe-se também, que as mulheres mencionadas em Fil. 4:3 eram diaconisas. Mas aqui há menos evidência para o ofício do que no caso anterior. Não se dá aqui o mais leve indício que essas mulheres foram diaconisas. Houve algumas mulheres que assistiram a Cristo no Seu trabalho; maravilha se elas também foram diaconisas? C. Arque-se que tal ofício existiu nas igrejas post – apostólicas. Mas muitas coisas existiram na maioria das igrejas post – apostólicas que não foram de instituição divina. D. Diz-se que o “grego não tem “suas esposas”, mas simplesmente mulheres, sem artigo ou pronome, e é, portanto, devidamente vertido, não “suas esposas”, mas mulheres e, neste contexto, diáconos femininas” (H. H. Harvey). Verdade é que o grego não diz expressamente “suas esposas”, e, enquanto a palavra para “esposas” é uma palavra que signifique simplesmente “mulheres”, contudo é a única palavra em o Novo Testamento para esposas, e é, portanto, a palavra que seria usada para denotar esposas. O pronome possessivo é facilmente entendido desde que diáconos estão sob discussão. Quanto à omissão do artigo, não é isso significante, pois não há artigo antes de diáconos no verso 8. E quando lemos no verso seguinte que o diácono é para ser marido de uma esposa, acrescenta força à idéia que as esposas de diáconos se intencionam no verso 11. E. Arque-se que não há razão para definirem-se as qualificações das esposas de diáconos enquanto que nada se diz das esposas de bispos. Não há razão para limitar “suas esposas” às esposas de diáconos. Cremos que se refere tanto às esposas de diáconos como também as de bispos. Semelhante interpretação nada tem a ver contra. E cremos que é correta. (8). Sejam os Diáconos os maridos de uma esposa, governando bem seus próprios filhos e suas próprias casas. Um diácono deve ter uma só esposa viva. Deve ter seus filhos em sujeição. Uma das maiores necessidades práticas deste tempo é um reavivamento da autoridade paterna dos velhos tempos. A autoridade frouxa, se autoridade de fato pode ser chamada, na média dos lares cristãos hoje, é uma vergonha e uma desgraça. Não admira que a geração mais jovem é conspícua pela sua ausência aos cultos na maioria dos lugares. São criados a ter seu próprio caminho e não segundo seu próprio caminho ir a igreja. Muitos filhos hoje, na maior parte, obedecem quando lhes apraz. O diácono é para GOVERNAR seus filhos e não para deixar que seus filhos o governem. E o diácono é para ser o cabeça de sua casa, porque a Escritura não só especifica que é para ele governar seus filhos senão também toda a sua casa. O plano divino é para o marido ser o cabeça do lar. Quando o homem é um cristão, e isto é reconhecido, o lar será o mais feliz dos lares. Se o homem não é cristão e a mulher é, então terá ela de fazer o melhor que puder. Se ela era cristã quando casou com ele, ela violou a Palavra de Deus (2 Cor. 6:14), e deve fazer o melhor que puder do castigo que receberá. Tem-se dito e bem verdadeiramente, se uma mulher casa com um filho do diabo, ela pode esperar ter barulho com o seu sogro. IV. A RECOMPENSA TEMPORAL DE UM DIACONO O verso 13 dá-nos a recompensa de um diácono. Se ele bem servir como um diácono, ele adquire um bom grau e grande ousadia na fé. O Novo Testamento retrata o diaconato como um ofício exaltado, que tem sido muito degradado por causa de nossa falha em respeitar as qualificações exaradas na Escritura e por nossa alteração da obra de diáconos para assentar as nossas próprias noções. TRÊS SÃO OS REQUISITOS BÁSICOS PARA A QUALIFICAÇÃO DE UM DIÁCONO. a) SER IRREPREENSÍVEL = No rol de qualificações apontado por Paulo uma característica geral e indispensável, sem a qual as demais são nulas : ser irrepreensível. É óbvio que ele não se referia a “perfeição”, porque homem algum nesta terra, com exceção de Jesus Cristo, levou uma vida perfeita. Antes o Apóstolo falava de ter “boa reputação” ou estar acima de qualquer suspeita. Timóteo sobressai-se como exemplo vivido desta qualidade. Quando Paulo chegou a Listra pouco antes do início de sua segunda viagem missionária, vários irmãos falavam de um jovem dinâmico chamado Timóteo. Para ser específico, Lucas registra que os crentes de Listra e Icônio “dele davam bom testemunho“ (At. 16:2) Em outras palavras, Timóteo gozava de boa reputação como crente. Ele era “irrepreensível” aos olhos da comunidade cristã. Não havia falhas específicas em sua vida de crente que trouxesse vergonha a causa de Jesus Cristo. Tito é outro exemplo. Maduro espiritual e psicologicamente, mantendo motivos puros, dando mostras de compaixão e interesse pelas pessoas, demonstrando uma atitude positiva para com o ministério e sempre permanecendo firme no que era certo. Não há melhor maneira de desenvolver boa reputação no mundo cristão e no mundo secular. b) – MARIDO DE UMA SÓ MULHER: Como é que o crente, - particularmente o crente casado – cria boa reputação? Paulo concentra-se em duas características fundamentais. A primeira é a ser “marido de uma só mulher”. Há entre os evangélicos discussão considerável sobre o que Paulo quis dizer com esta qualificação. Na verdade o significado mais geral da língua original simplesmente refere-se a “um “Homem de uma só mulher”. Existe certa ambigüidade gramatical que deve ser interpretada à luz do contexto. c) – TER UMA FAMÍLIA OBEDIENTE: Outra qualificação fundamental que constrói a reputação do DIÁCONO na comunidade é um lar bem organizado. O DIÁCONO deve ser um homem cujos filhos sejam “crentes que não são acusados de dissolução, nem são insubordinados.” (Tt. 1:6). E, conforme ensina Paulo, deve o DIÁCONO ser um homem que “governe bem a sua própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito” (1 Tm 3:4). nos ensina a Palavra “se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da Igreja de Deus? (1 Tm 3:5) a) É chamado por Deus. O Ministério não é nenhuma aventura à qual devemos nos lançar sem um propósito definido. Acima de qualquer outro sentimento deve prevalecer a certeza da chamada divina. b) Crê na eficácia do Evangelho. O Evangelho é a arma do evangelista. Um evangelista sem evangelho é um soldado sem arma. Segundo Paulo, o evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo o que crê (Rm 1.16). C) Empenha-se por alcançar resultados. D. L. Moody, o famoso evangelista leigo americano que viveu no final do século passado, costumava pregar e no final da mensagem dizer aos ouvintes que fossem para casa meditando no que acabavam de ouvir, e, se desejassem aceitar a Jesus, que voltassem a procurá-lo no culto seguinte. Certa noite, após pregar na cidade de Chicago, terminando o culto ele fez essa recomendação. Aconteceu que naquela mesma noite a cidade foi semidestruída por um grande incêndio, quando milhares de pessoas morreram, entre elas muitas haviam ouvido Moody pregar no último culto. Sentindo-se responsável pelo destino eterno dessas pessoas, Sem Cristo, Moody passou a nunca concluir uma mensagem sem antes fazer o apelo. O OBREIRO E SUA FAMÍLIA INTRODUÇÃO Ser obreiro do Senhor é a tarefa mais gloriosa na face da Terra. Além dos galardões a que todo crente tem direito, é previsto um, específico para o obreiro: A coroa de glória (1 Pe 5.2-4). Por outro lado, é a tarefa mais pesada, mais incompreendida e a que exige mais responsabilidade diante de Deus. Ele precisa ser exemplo do rebanho (1 Pe 5.3), exemplo dos fiéis (1 Tm 4.12). I - O OBREIRO: UM CONTRADITADO Perante as pessoas, mesmo na igreja, é difícil ser obreiro. Certo artigo, de autoria desconhecida diz: "Se o pastor é ativo, é ambicioso; se é calmo, é preguiçoso; se o pastor é exigente, é intolerante. Se não exige, é displicente. Se fica com os jovens, é imaturo. Se fica com os adultos, é antiquado. Se procura atualizar-se, é mundano. Se não se atualiza, é de mente fechada. Se prega muito, é prolixo, cansativo. Se prega pouco, é que não tem mensagem. Se se veste bem, é vaidoso. Se veste mal, é relaxado. Se o pastor sorri, é irreverente. Se não sorri, é cara dura". O que o pastor fizer alguém pensa que faria melhor. II - AS QUALIDADES DO OBREIRO E A FAMÍLIA Na lista de nada menos de 16 qualificações que se exigem para um obreiro (Bispo, Pastor, Presbítero), conforme I Tm 3.1-7 temos destaque para o relacionamento familiar: "marido de uma mulher... que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia; porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?". Nas qualificações previstas para o presbítero, temos igual referência (Tt 1.6). Se ponderarmos, veremos que há um peso muito forte das qualidades familiares no meio das listas de qualificações para ser obreiro. III - O OBREIRO E O RELACIONAMENTO FAMILIAR 1. O OBREIRO COMO ESPOSO O ministério não dispensa o obreiro dos deveres de esposo. Como tal, ele deve agir da melhor maneira possível. Nenhuma outra atividade exige da família identificação com o trabalho do esposo como a atividade de obreiro. Como o obreiro pode (e deve) comportar-se como esposo? 1) Amando a esposa. (Ef 5.25-29). Isso exige demonstrações práticas de carinho, de afeto. (Pv 31.29; Ct 4.1; 1.16), através de palavras, gestos (cf. 1 Jo 3.18). Para muitos, as expressões "eu te amo", "gosto de você" e outras são coisas do passado. Sem essas pequenas coisas, o casamento do obreiro torna-se azedo, sem graça, e pode abrir brecha para a ação do inimigo. 2)Comunicando-se com a esposa. a) TEMPO PARA A ESPOSA. O obreiro precisa dar tempo para conversar com a esposa; ter diálogo com ela: saber ouvir (Tg 1.19; Pv 18.23). b) Pensar antes de falar (Pv 21.23). Só falar a verdade (Ef 4.15,25). c) Desenvolver a Comunicação Significativa. Evitar a comunicação rotineira. Não responder com raiva (Pv 14.29). Não dá silêncio como resposta: é pirraça; não é para crente. Evitar aborrecer(Pv 10.19). d) Quando errar, PEDIR PERDÃO.(Tg 5.16). PERDOAR (Cl 3.13; 1 Pe 4.8). Não discutir em público. Não discutir diante dos filhos. 3) Zelando pela esposa (Ef 5.29) Há obreiros que só querem zelo para si.. 4) União com a esposa (1 Co 1.10) 5) Cuidar da parte sexual ( 1 Co 7.3,5). É importante para o equilíbrio espiritual, emocional e físico do obreiro e sua esposa. Quando o casal não vive bem nessa parte, o diabo procura prejudicar o relacionamento, a fim de destruir o ministério e a família. 6) Honrando a esposa (1 Pe 3.7) Há obreiros que se envergonham de suas esposas. Isso não é de Deus. 7) Compreendendo seu papel de líder no lar. (Ef 5.22; 1 Co 11.3) É a liderança fundada no amor, "NO SENHOR", e não no autoritarismo. Deve ser exemplo para os lares. 2. O OBREIRO E SEUS FILHOS 1) Vantagens de ser filho de obreiro: Estão debaixo das bênçãos do ministério do pai. É preciso, no entando, que os pais ensinem que os filhos dos pastores não devem ter privilégios na igreja. Há jovens que se prevalecem da condição de filhos de pastor para cometerem abusos, irreverência. Por vezes, o pai "passa a mão por cima". Isso é ruim. 2) Desvantagens de ser fiho de obreiro: Dos filhos do obreiro se exige mais do que dos filhos dos outros; são muito olhados; parece que são mais tentados! Daí, a importância da atenção aos filhos. 3) Ataques do inimigo: a) Comportamento dúbio do pai: Na igreja é um santo; em casa, neurastênico, violento, sem amor. Isso destrói o lar. Exemplo da família do pastor que quis mudar-se para a igreja. b) Escândalos na vida do obreiro: Assassina a confiança dos filhos. c) Escândalos na vida dos crentes: Os filhos duvidam da fé, da igreja. d) Ingratidão da igreja: Tratamento injusto ao obreiro; mau salário; humilhações. 4) RELACIONAMENTO COM OS FILHOS: Deve ser o que de todo pai cristão.(Ao lado da esposa). a) Afeto. (Fp 2.1,2; Sl 2.12; Os 11.1a,4a); b) Cuidados espirituais. (Dt 11.18-21; Ef 6.4). O culto doméstico é indispensável. c) Cuidados gerais: Alimento, educação, saúde e demais necessidades. d) Comunicação: É preciso dar tempo para conversar com os filhos. Não provocá-los à ira (Ef 6.4); não irritá-los (Cl 3.21). PEDIR PERDÃO, quando errar. e) Disciplina (Hb 12.7; Pv 19.18). Ver Jr 31.20. 3. PRIORIDADES NA VIDA DO OBREIRO E A FAMÍLIA O obreiro precisa ter visão correta das prioridades do seu ministério. É saber definir o que deve ser feito primeiro numa série de atitudes ou comportamentos. É uma questão de ordem nas coisas. 3.1. Visão equivocada. Normalmente, há muitos obreiros que colocam suas atenções na seguinte ordem: 1) DEUS, 2) IGREJA, 3) OBREIRO, 4) ESPOSA, 5) FILHOS. Qual o equívoco nessa ordem de coisas? A Bíblia não diz “... em primeiro lugar o reino de Deus?” (Mt 6.33). É verdade. Mas é necessário entender o que deve em primeiro lugar, em segundo, etc., não em importância, mas na ordem das coisas. O Pastor Paul Yong Cho, de Seul, na Coréia do Sul, teve uma experiência com Deus muito séria nesse assunto. Numa vida de viagens e campanhas evangelísticas, mal tinha tempo para conversar com a esposa. Quase desfaz o seu lar. Orou a Deus e o Senhor disse que ele estava errado e sua esposa estava certa, quando reclamava sua maneira de tratá-la: "Se perderes tua mulher, ninguém mais dará ouvidos ao que disseres. Podes construir uma grande igreja, mas se o teu lar se despedaçar, perderás o teu ministério... a igreja depende de tua vida familiar. Trarás mais desgraça ao ministério com teu divórcio do que todos os outros benefícios... ademais, todos os crentes estão olhando para teus filhos.... teu ministério primário deve ser teus filhos. Eles devem ser os membros principais de tua igreja. Então, juntos, tu, tua esposa e teus filhos edificareis a igreja. CONSIDERA TUA ESPOSA COMO PARTE MUITO IMPORTANTE DO TEU MINISTÉRIO E ALIMENTA TEU RELACIONAMENTO COM ELA". O Pr. Cho reformulou sua vida. Tirou UM DIA para estar só voltado para sua esposa (àquele tempo não tinha filhos). Passou a ORAR JUNTO COM ELA, planejar junto com ela. Os resultados, segundo ele, foram excelentes. O ministério progrediu mais ainda. Deve ter acontecido o que S. Pedro recomenda em 1 Pe 3.7. 3.2. Visão correta: 1) DEUS, 2) OBREIRO, 3) ESPOSA, 4) FILHOS, 5)IGREJA. A igreja por último? Exatamente. Ela é MUITO IMPORTANTE. Para cuidar dela, é necessário: Primeiro: buscar a Deus (Mt 6.33); Isso é indiscutível. Segundo: cuidar da própria vida de obreiro(1 Tm 4.16) para ser exemplo (1 Tm 4.12b; Tg 2.12); Terceiro: cuidar da esposa(1 Tm 3.2a; Tt 1.5,6a; 1 Tm 3.12); A falta desse cuidado tem dado brecha para o Diabo destruir muitos ministérios, outrora tão promissores. Quarto: cuidar dos seus próprios filhos (antes de cuidar dos filhos dos outros)(1 Tm 3.4-5;5.8). É triste procurar ganhar os filhos dos outros e perder toda a família. Quinto: CUIDAR DA IGREJA. Ela é o alvo mais importante. Sem as pré-condições, há muito insucesso. No Brasil, já se conhecem diversos casos de obreiros que perderam seu ministério de prestígio nacional e internacional por não entenderem esse assunto. Que Deus nos ajude a compreendê-lo bem e colocar em prática a orientação baseada na Bíblia. CONCLUSÃO Esperamos que Deus, o criador da Família, antes mesmo de criar a Igreja ou o Ministério, nos faça entender pelo Espírito Santo, o Professor Excelente, que Ele fez tudo a seu tempo (prioridade) e há tempo para todo o propósito debaixo do céu (oportunidade) e mais ainda que a família tem um importante lugar nas prioridades de Deus. Ela não pode nem deve ser negligenciada. É alto o preço a pagar por aqueles que, em nome da Obra ou da Igreja, não levam em conta o valor da esposa, dos filhos ou da família. Que Deus nos ajude a entender que o primeiro púlpito deve ser o do Culto Doméstico; que as primeiras almas que temos o dever de ganhar para Jesus são nossos queridos familiares. O OBREIRO E O DIZIMO Introdução - Dar ! ....... Não dar ? ........ (Artigo publicado numa revista evangélica) I - O Dízimo está na lei de Deus. 1.300 anos antes de Cristo. Deus ordenou que seus filhos trouxessem o Dízimo, oferta alçada, oferta voluntária, holocaustos e outros votos, ao lugar de culto. Deuteronómio 12:5/6, 12:11; 14:22. I I - O Dízimo está nos profetas. 800 anos mais tarde, ou 500 anos antes de Cristo. O profeta do Senhor confirma e atualiza a lei, não só em relação ao Dízimo, mas também sobre ofertas alçadas, dizendo mesmo ser roubo não pagá-los e declarando, em nome do Senhor, haver maldição ao infrator. Malaquias 3:7/10. I II - O Dízimo está nas palavras de Jesus Cristo. 600 anos após o profeta e 1.300 depois da lei, Jesus Cristo, nosso único mestre Mateus 23:7/10, confirma a lei e os profetas, e afirma que NINGUÉM DEVE DEIXAR DE PAGAR O DÍZIMO. Mateus 23:23; Lucas 11:42. Portanto, deixar de pagar o Dízimo é ir de encontro à Palavra de Cristo, é desobedecer a Cristo, é discordar de Cristo, é renegar o ensino de Cristo. I V - O Dízimo está antes da Lei. 2.000 anos antes de Cristo e 700 anos antes da Lei. Abraão, o patriarca, pagou o Dízimo de tudo ao sacerdote Melquisedec, rei de Salém, rei da Justiça. Hebreus 7:1/2; Génesis 14:18/20. V - O Dízimo está em vigor até a volta de Cristo. Jesus Cristo é sacerdote segundo a ordem de Melquisedec o qual recebeu Dízimo, e não segundo a ordem levítica. Os filhos de Levi têm ordem, segundo a Lei, de tomar Dizimo, do povo isto é, dos seus irmãos Hebreus 7:5. Estes, “certamente tomam dízimos homens que morrem”. “ali”, (Jesus Cristo, o qual toma Dízimo também). “Aquele de quem se testifica que vive" Hebreus 7:8. Pelas palavras do escritor da carta aos Hebreus, 60 anos depois da palavra de Cristo, vemos o Dízimo pertencendo ao sacerdócio de Levi e ao sacerdócio de Melquisedec, e Jesus segundo a ordem de Melquisedec Hebreus 7:21, isto é sacerdote eterno Hebreus 7:24, cujo sacerdócio está até hoje e para sempre. O Dízimo segundo Hebreus capítulo 7, foi antes do sacerdócio levítico, durante o mesmo e continua depois do mesmo; é mandamento portanto da lei e da graça: da velha e da nova dispensação de que Cristo é o Sumo Sacerdote. Logo o Dízimo é mandamento de Deus, para todos seus filhos, em vigor, até à volta de Cristo. CONCLUSÃO: Quem não paga o Dízimo é porque não concorda com Cristo e Sua Palavra. Quem não paga o Dizimo não ama a Cristo, João 14:21/24; 15:14, pois é o melhor modo que Nosso Senhor achou para seus discípulos contribuírem. 4 Quem não paga o Dízimo sofrerá o que está escrito em Mateus 7:21/27; I Coríntios 16:22. Todo obreiro deve por obrigação e gratidão e exemplo para os fiéis devolver os dízimos. EVIDÊNCIAS DE UM MAU OBREIRO a) São parasitas; preguiçosos (Pv 24:30-34 b) São desordenados; desorganizados. c) São mercenários. d) São divisionista. e) São politiqueiros. f) São carnais g) São mentirosos (tanto direta como indiretamente). h) São ambiciosos. i) São briguentos, insubmissos, violentos, desordeiros Ver Lm 4:3 j) São rebeldes para com Deus, com a doutrina, com seus lideres, com sua Igreja. Ver I Rs 13:26 k) São reclamadores crônicos; reclamam de tudo; reclama sempre, Jesus como o Servo de Jeová era como a “ovelha muda”, que não reclamava. Ver Is 53:7 l) São infiéis nos tratos, nos compromissos, nas promessas nas ofertas nos Dízimos. m) São independentes isolados • Para não darem satisfação de seus atos • Para não submeterem-se a ninguém • Ver o caso do Obreiro de Lc 9:49 Exemplos Bíblicos de Maus Obreiros O assunto de maus Obreiros não é novo; a Bíblia menciona maus obreiros. Textos: Jr 6:13; 50:6; Ez 34:2,10; Lm 4:13; Mq 3:11: Os 4:6; Zc 11:17; Mt 25:25 Sintomas de Imaturidade no Obreiro (que também pode ser doença) • Insegurança constante • Emoções descontroladas, extremadas (negativas ou positivas) • Irritadiço sempre que for contrariado. • Egocentrismo; egoísmo. • Vingativo. • Inveja e ciúme descabido. • Facilmente influenciável por “doutrinas, novas revelações”, e por outras pessoas. • Exaltação, vanglória, presunção, espírito vaidoso. EVIDÊNCIAS DE UM BOM OBREIRO a) Amor divino em seu coração (Jo 21:15) Ver Sl (97:10). b) Santidade. Santidade concernente aos Obreiros: Is 52:11; Tt 1;8. c) Plenitude do Espírito Santo na vida; vida cheia do Espírito Santo. d) Paciência (Gl 5;22). e) Fé e fidelidade (II Tm 2:2; I Co 4:2). f) Fidelidade, inclusive nas finanças da Igreja. A Igreja e o povo em geral julgam o Obreiro pelos seus dons e dotes, mas Jesus julga-nos pela nossa fidelidade e amor,como seus servos. g) Humildade, inclusive quando o Obreiro passa (de dirigente para dirigido; h) Espírito perdoador. i) Conhecimento, sabedoria, e inteligência (Pv 3:13)(Cl 1:9; 2:2; Is 11:2) • Qualquer pessoa que estudar o curso da historia humana perceberá que a humanidade está sempre crescendo em conhecimento, e cada vez mais diminuindo em sabedoria. j) Maturidade (Ec 10:16 I Tm 3:6) Obs: A marcha ré e a única que acende a luz. CREDO DA ASSEMBLÉIA DE DEUS  Cremos em um só Deus, eternamente subsistentes em três pessoas: o pai, o filho e o Espírito Santo (Dt 6:4; Mt 28:19 e Mc 12:29).  Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada única regra infalível de Fé normativa para a vida eo caráter cristão (II Tm 3:14-17).  Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória,em sua ressurreição corporal dentre os mortos e sua ascensão vitoriosa aos céu (Is7.14;Rm8.34 e At 1.9).  Na pecaminosidade do homem que o destitui da glória de Deus, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo e que pode restaurar a Deus (Rm3.23 e At3.19).  Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Jesus Cristo e pelo poder atuante do espírito santo e da palavra de Deus, para torna o homem digno do reino dos céus (Jo3.3-8).  No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebida gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor (At10.43;Rm10.13;3.24-26 e Hb7.25;5.9).  No batismo bíblico efetuado por imersão do corpo inteiro um só vez em águas, em nome do pai,do filho e do Espírito santo,conforme determinou o Senhor Jesus Cristo (Mt 28.19;Rm 6.1-6 e Cl 2.25).  Na necessidade e na possibilidade que temos de viver santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus no calvário, através do poder regenerado inspirador e santificador do espírito santo,que nos capacita a viver como fiéis testemunhas do poder de Cristo (Hb 9.14 e 1Pd 1.15).  No batismo Bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de cristo, com a evidência inicial de falar em outras línguas, conforme a sua vontade (At 1:5; 2:4; 10:44-46; 10:1-7).  Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade (I Co 12:1-12)  Na segunda vinda premilenial de Cristo, em duas fases distintas. Primeira invisível ao mundo, para arrebatar sua Igreja fiel da terra antes da grande tribulação; segunda visível e corporal, com a sua Igreja glorificada, para reinar sobre o mundo durante mil anos (I Ts 4:16,17; I co 15:51-54; Ap 20:4 Zc 14:5 e Jd 14)).  Que todos os cristãos comparecerão ante o tribunal de cristo, para receber a recompensa de seus feitos em favor da causa de Cristo na terra (II Co 5:10).  No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis (Ap 20:11-15).  E na vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis e de tristeza e tormento para os infiéis (Mt 25:46). Fonte CGADB Convenção Geral das Assembléias de Deus do Brasil. OITO RAZÕES PORQUE DEVEMOS SER FRUTIFEROS TEXTO : JOÃO 15: 1-16 INTRODUÇÃO: Embora possua beleza, a videira não é planta ornamental. Além disso, sua madeira não serve para construir casas ou fabricar móveis. Portanto, sua utilidade está em produzir frutos. O cristão só será útil para Deus e para a humanidade se produzir fruto. Não estamos neste mundo como enfeite. Aquele que não produz ocupa inutilmente a terra (Lc.13.7). Aquele que faz o mal, além de inútil, é prejudicial. 1º SOMOS DISCIPULOS DE JESUS (Não existe discípulo de Jesus infrutífero) João 15:2 Toda vara em mim que não dá fruto, ele a corta; e toda vara que dá fruto, ele a limpa, para que dê mais fruto.João 15:6 Quem não permanece em mim é lançado fora, como a vara, e seca; tais varas são recolhidas, lançadas no fogo e queimadas. João 15:8 Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos. .2º PORQUE O NOME DE DEUS SERÁ GLORIFICADO João 15:8 Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos. João 17:4 Eu te glorifiquei na terra, completando a obra que me deste para fazer.Mateus 5:16 Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. 3º A NOSSA ALEGRIA SERÁ COMPLETA: João 15:11 Estas coisas vos tenho dito, para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo. Galatas 6:4 Mas prove cada um a sua própria obra, e então terá motivo de glória somente em si mesmo, e não em outrem; •II TIMÓTEO 2:6 O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar dos frutos. 4º QUANDO FRUTIFICAMOS ENCHEMOS O CORAÇÃO DE JESUS DE ALEGRIA: João 15:11 Estas coisas vos tenho dito, para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo. 5º JESUS NOS ESCOLHEU: João 15:16 Vós não me escolhestes a mim mas eu vos escolhi a vós, e vos designei, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda. II TESSALONICENSES 2:13 Mas nós devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos, amados do Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a santificação do espírito e a fé na verdade. 6º PORQUE JÁ ESPERITAMOS O AMOR DE JESUS CRISTO: João 15:9,10 Como o Pai me amou, assim também eu vos amei; permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor. João 13:34 Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei a vós, que também vós vos ameis uns aos outros. II CORINTIOS 5:14 Pois o amor de Cristo nos constrange, porque julgamos assim: se um morreu por todos, logo todos morreram; 7º POR CAUSA DO AGRICULTOR QUE QUER VER OS FRUTOS: João 15:2 Toda vara em mim que não dá fruto, ele a corta; e toda vara que dá fruto, ele a limpa, para que dê mais fruto Disse então ao viticultor:Lucas 13: 7-9 Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho; corta-a; para que ocupa ela ainda a terra inutilmente?8 Respondeu-lhe ele: Senhor, deixa-a este ano ainda, até que eu cave em derredor, e lhe deite estrume;9 e se no futuro der fruto, bem; mas, se não, cortá-la-ás. 8º HÁ ÚNICA MANEIRA DE ALCAÇARMOS O MUNDO E DANDO FRUTOS: (3 FRUTOS 1º DIGNO DE ARREPENDIMENTO 2º FRUTOS DO ESPIRITO 3º FRUTO DA ALMA) GÊNESIS 17:6 far-te-ei frutificar sobremaneira, e de ti farei nações, e reis sairão de ti; ROMANOS 8:22 Porque sabemos que toda a criação, conjuntamente, geme e está com dores de parto até agora; CONCLUSÃO: “Não que eu o tenha recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Jesus Cristo. Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma cousa faço: esquecendo-me das cousas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus .” (Fl. 3 : 12 - 14) Assim achamos que é válido tentar melhorar, aprender coisas novas, atualizar as que já sabemos, planejar coisas futuras e seremos mais que vencedores porque maior é o que está em nós do que o que está no mundo. Pastor Denis Gomes