sexta-feira, 26 de abril de 2013
O Salmo da Unidade (Salmo 133)
O Salmo da Unidade
(Salmo 133)
Você já esteve em férias e visitou uma igreja onde a unidade fosse uma realidade profundamente enraizada? Esta harmonia foi claramente vista pelo interesse sincero, entusiasmo e felicidade entre os membros. Ou a igreja estava com tantos atritos que você percebeu imediatamente? A unidade entre os cristãos é, às vezes como dois porcos-espinhos friorentos encostados um ao outro; eles precisam um do outro, mas se espinham um no outro!
O Salmo 133 nos dá o lado positivo da unidade. É um cântico de ascensão que significa que quando os peregrinos subiam ao Monte Sião cantavam este Salmo juntos. Uma das razões pelas quais Deus escolheu um lugar para adoração foi preservar a unidade da nação. O pecado de Jeroboão na adoração do bezerro quebrou a unidade que aquela adoração em Jerusalém preservava.
No versículo 1, Davi diz que a unidade é boa e agradável. A palavra hebraica para agradável é usada de vários modos para a harmonia da música, para um campo coberto de trigo e para a doçura do mel. A unidade é tão doce como o mel ou tão harmoniosa como um cântico bem cantado. Davi tinha visto bastante desunião em seu tempo de modo que, quando a nação foi reunida, que gloriosa era! Algumas pessoas têm prazer no conflito, mas como precisamos desenvolver um coração que se agrada com a unidade!
Nos versículos 2-3, Davi dá duas ilustrações para descrever a bem-aventurança em tal unidade. Primeiro, ele se refere ao precioso óleo. Este óleo santo continha mirra, canela, junco perfumado e cássia. Quando o sumo-sacerdote chegava, podia-se sentir esta suave fragrância. Não era ofensiva a ninguém. É deste modo que deve ser nossa comunhão com o povo de Deus. Quando os cristãos convivem juntos em unidade, que suave fragrância isto é!
Note também que este óleo era derramado na cabeça, escorria pela barba abaixo e ia até os pés. Isto nos diz como era completa esta unção. Assim deveria ser nossa unidade: total, sem levar em conta a proeminência nem o poder das pessoas, mas amando todos os que são cristãos, não importa qual possa ser sua posição na vida.
A segunda ilustração da amenidade da unidade é o perpétuo orvalho. Duas coisas são necessárias para a formação do orvalho: umidade e frio. Sendo a Palestina próxima ao Mar Mediterrâneo, há sempre uma grande porcentagem de vapor d'água no ar. O Monte Hermom, aquele grande pico coberto de neve ao norte, provê o frio. Depois do pôr do sol, com o frio do monte Hermom, a umidade é condensada em orvalho. Se não fosse pelo orvalho no verão, toda a vegetação pereceria. No norte de Israel, os orvalhos são tão densos que as plantas e árvores são literalmente molhadas com água à noite. Assim, a montanha gigante está constantemente juntando e enviando nuvens que descem para Sião para levar orvalho à terra.
Davi pode estar dizendo que quando os irmãos israelitas do norte se unem com aos irmãos do sul em Jerusalém, para adorar a Deus juntos, é como este processo climático natural. É o que mantinha os israelitas nutridos espiritualmente quando eles se encorajavam uns aos outros nas coisas de Deus.
E assim como os densos orvalhos da Palestina refrescam e revigoram a vida das plantas, do mesmo modo, a bênção da unidade desce sobre a igreja onde as virtudes espirituais podem se desenvolver e florescer nas vidas do povo de Deus. A discórdia rompe, destrói e mata todas as virtudes mais finas que poderiam crescer facilmente sob a bênção da verdadeira unidade.
Quando os cristãos convivem em unidade, Deus pode abençoar esse relacionamento porque eles não ergueram barreiras que evitem essas bênçãos. Assim, nossa "vida" (133:3), em algum grau, depende da verdadeira unidade.
Unidade real. Não pode ser conseguida por esforço pessoal. Não vem com o entusiasmo da torcida. Não se pode fazer com que venha, mas quando todas as condições são bem apropriadas, a unidade já vem. Todos estes anos temos estado tentando produzir ou buscar unidade, mas a unidade não é algo que se possa adquirir pela procura. Ela vem por sermos um certo tipo de pessoas ¬ cristãos ¬ e então ela é apenas um sub produto do caráter que estabelecemos em nossas vidas com outros cristãos de uma mesma fé.
Teriam os cristãos de hoje em dia atingido este ideal bíblico de unidade? Que cada um de nós se pergunte: "Será que minha relação com outros cristãos oferece a fragrância do ungüento e do orvalho refrescante e sustentador da vida? Se não, o que precisa mudar?"
“O Senhor nos chama para vivermos em unidade” = União, coordenação.
1. Como é bom e agradável que o povo de Deus viva unido como se fossem irmãos ! (Jo. 17 v. 21 ao 23) = “LER” (não; se tornem um, mas o subjuntivo sejam um ou continuamente ser um).
2. Precisamos ter amigos verdadeiros, porque ninguém vive sozinho:
• O verdadeiro amigo reconhece o seu amigo não é perfeito, é cheio de defeitos, mas não deixa que isto atrapalhe a amizade. (Pv. 17 v. 09) = O que encobre a transgressão adquire amor, mas o que traz o assunto à baila separa os maiores amigos.
• O verdadeiro amigo ama. (Pv. 17 v. 17) = Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão. (Pv. 27 v. 17) = Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo.
• O verdadeiro amigo diz a verdade e corrige o outro. (Pv. 27 v. 5 e 6) = Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto. Leais são as feridas feitas pelo que ama.
• Jamais abandone o seu amigo. (Pv. 27 v. 10) = Não abandones o teu amigo.
O verdadeiro amigo é uma benção grandiosa.
3. É como o óleo precioso que desce ! Unção de Deus
O óleo era usado na:
• Alimentação
• Para pôr nas feridas
• Para passar no corpo (perfume)
• Para iluminação
• Para ungir: doentes, profetas, sacerdotes e reis.
4. Que desce sobra à barba e sobre as suas vestes: A barba crescida era sinal de dignidade = Honra, decência. Sobre as vestes: Unção completa. A mulher ungiu o corpo de Jesus (Mt. 26 v. 07)
5. É como o Orvalho de Hermom, que desce sobre os montes de Sião
• Orvalho = Pequenas gotas de água que aparecem à noite.
• Hermom (hb) = Dedicar, consagrar. (possivelmente o Monte da transfiguração).
• Sião (hb) = Colina ressecada pelo sol. (Sl. 48 v. 02) = Alegria de toda terra.
• Monte Hermom = Monte coberto de gelo o ano todo (Monte do Ancião). Por causa do Calor parte do gelo derrete transformando em três pequenos rios o Banias, Ledã e Hasbani, os três se juntam e formam o Rio Jordão (hb) = Aquele que desce.
6. Explicação: Nós que somos o Monte Sião, nossa vida está aflita, alma cansada, ressecados (tornar a secar), sentimos às vezes sozinhos, à noite é fria e solitária, precisamos buscar do Monte Hermom o orvalho santo e o óleo precioso. Com nossa união formarmos o Jordão, porque fazendo assim, unidos, ungidos pelo óleo precioso e pelo orvalho de Hermom, nós estaremos em condições de receber as bênçãos de Senhor!
“Porque ali o Senhor ordena a benção e a vida para sempre.”
Referencias:
Os textos foram extraídos das obras de Frederico Guilherme Costa "O Grau de aprendiz " Rizzardo de Camino , "O Aprendizado Maçônico".
Texto do Irm . ´ .José Castelani
Biblia Sagrada - Gênesis e Êxodo, Salmos, Evangelho Segundo S. João
A união é a mola mestra para o bom êxito em todo empreendimento. Nos negócios gera sucesso. Numa família unida, a paz, a tranqüilidade e a harmonia reinante no lar, refletem, beneficamente, na educação dos filhos, vendo o amor trasbordante dos pais.
"Oh! Quão bom e suave é que os irmãos vivam em união! É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba de Arão e desce para a gola de suas vestes. É como o orvalho do Hermon, que desce sobre os montes de Sião. Ali ordena o Senhor a sua bênção e a vida para sempre".
Para a Maioria dos historiadores, o livro dos Salmos é uma reunião de cânticos e louvores ao Senhor, e que provavelmente foram escritos por Davi, Asafe e Salomão, para Moises, a ele e aos filhos de Core, no décimo século antes de Cristo.
O termo Salmos vem do grego Psalmos e significa poema cantado com acompanhamento de instrumentos musicais. Já no hebraico essa denominação significa o livro dos Louvores, com um total de 150, sendo a maioria deles, 73 atribuídos a Davi. João Ferreira de Almeida é o responsável pela tradução das Sagradas Escrituras para a língua Portuguesa.
Considerado como o mais conhecido dos tradutores entre nos, resume, com precisão, as propriedades desses louvores: "enquanto alguns Salmos celebram a criação e outros acontecimentos históricos, uma seção particular de toda historia: os Salmos 104-106 que começam com a criação, e termina com o cativeiro" De qualquer modo, os Salmos incluem um vasto conteúdo de profecias messiânicas relativas ao sofrimento de Cristo.
Por todos esses fatores é que a abertura e a leitura do Livro Sagrado no Primeiro Grau de Aprendiz, é feita na parte central do livro, justamente no Salmo 133, também denominado Salmo do Peregrino, quando ressalta a excelência do amor fraterno.
É a peregrinação que o Maçom faz para refrigerar a sua alma; para alimentar o eu corpo espiritual; para fortalecer a sua vida. É acima de tudo, a representação da trilogia maçônica:
Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Para os hebreus temos os Salmos, enquanto para os seguidores das doutrinas orientais existem os Mantras, e para os esotéricos os Mantras e os Sons Vocálicos etc... Contudo, não é suficiente apenas ouvir sua leitura; ou sua entoação é preciso que as palavras sejam aceitas e compreendidas não só no plano físico como no plano psíquico.
1. Oh quão bom e quão suave é viverem os irmãos em união!
2. É como o óleo precioso derramado sobre a cabeça, que desce para a barba, a barba de Aarão, e que desce a orla de suas vestes; Verificamos, que não é qualquer óleo, mas sim um óleo precioso. E chegamos ao nome do Sacerdote Aarão. Citado nos capítulos 28 a 30 do segundo livro do Velho Testamento (Êxodo), Deus escolhe Aarão e seus filhos para o sacerdócio, determinando o modelo, o material para a confecção das vestes e demais elementos que seriam usados para o ofício sacerdotal. No capítulo 30, versículos 22 a 33, a descrição dos elementos que deveriam compor o "óleo precioso": Em 1 him (6 litros) de óleo de oliva, 500 siclos da mais pura mirra, 250 siclos de canela aromática, 250 siclos de cálamo aromático, 500 siclos de cássia e mais especiarias, tudo composto por um mestre perfumista.
Diz um historiador que estas especiarias custavam caríssimas, pois procediam de diversas regiões e de outros países. Depois de feita e mistura, passava tudo por um processo de refinamento e depuração, de modo que os seis litros iniciais, se resumiam, no final, em cerca de 600 gramas. Ao que se saiba, não há perfume hoje que custe tão caro! Além disso, o óleo precioso era para ser usado unicamente pelo Sacerdote, para santa unção, uma única vez por ano, quando o Sumo Sacerdote adentrava o Santo dos Santos. E quem se atrevesse a compor um perfume como aquele, seria extirpado do meio do povo. (vs. 33). A fórmula era
segredo da tribo de Levi, a tribo dos sacerdotes e transmitida às gerações seguintes. Dizem que quando o sacerdote vertia algumas gotas sobre sua cabeça, a fragrância se exalava por todo o ambiente, por muito tempo e até o pátio externo.
3. É como o orvalho do Hermon, que desce sobre o Monte Sião: Porque ali o Senhor derrama a sua benção e a vida para sempre! Procuremos analisa-las e desvendar o seu verdadeiro sentido, já que essas palavras inspiradas por Davi foram escritas no décimo século antes da era cristã. E em sua primeira estrofe ouvimos com emoção: "Oh quão bom e quão suave é viverem os irmãos em união” Inicia o cântico com uma exclamação de regozijo; é a preparação para a disposição de serem-lhes aceitas as palavras.
É o extravasamento da ansiedade que cada um tem, para glorificar ao Senhor; é a prece que o Orador faz, ao ler com toda veneração a Palavra de Deus, que esta sobre o Altar do Templo.
Quem as ouve, toma parte dessa exclamação; ela é penetrante e soa aos ouvidos, como um despertar. As vibrações atinge os quatro cantos da Loja, envolve todos os irmãos, que se sentem inicialmente unidos, porque participam do jubilo.
Eis aqui a primeira lição daquele que devera ser o Eterno Aprendiz. A união que faz o fraterno pela Iniciação. Toda subida como saída de nossos irmãos do cativeiro babilônico parecem a primeira vista, dolorosos, porem a visão do alto Monte é o premio da Liberdade.
Ciro liberta o povo eleito da Babilônia. Os irmãos em União caminham para Jerusalém.
O Aprendiz suporta o cativeiro da Câmara de Reflexão e começa sua viagem na direção da Jerusalém Celeste, guiado e exaltado pelos louvores da promessa suave e boa da União Interior. A dor do cativeiro não se compara com a alegria da libertação na excelência ao amor fraternal. O Versículo dois nos diz: "É como óleo precioso derramado sobre a cabeça, que desce para a barba, a barba de Arão, que desce a orla de suas vestes". Sabemos que aquele que é ungido com o azeite, passa a portar as virtudes alquímicas deste transmutador que, junto com o Mercúrio nos fará compreender o Sal da Vida e o significado solar do enxofre divino.
Os Patriarcas tinham profunda consideração pela barba, atributo do varão, que com ela, mostrava toda a sua dignidade. Não somente ter a barba, mas cuidá-la, pois não o fazendo, poderia ser considerado em estado de loucura. Era costume beijar a barba de um amigo. Ofensa grave era cortar parte ou toda a barba de alguém. Vemos, deste modo, que o óleo do ungido desce sobre a dignidade do sacrificador, sua barba, a barba de Aarão ate a orla de suas vestes. Observemos que o óleo antes de descer a orla das vestes de Aarão, deslizou pela barba, mas inicialmente derramado sobre sua cabeça, a Sede da Mente.
Colocado sobre a cabeça, em quantidade generosa esse óleo descia atingindo as barbas: os homens de meia idade e de idade avançada cultivavam longas barbas; era o caso de Aarão, irmão de Moises, da tribo de Levi e também iniciado nos antigos mistérios, atuando em todos os eventos mágicos realizados por ocasião da retirada do povo israelita da escravidão do Egito. E finalmente, o versículo 3 revela: "É como o orvalho de Hermon, que desce sobre o Monte Sião : Porque ali o Senhor derrama a sua benção e a vida para sempre!" O Óleo retratado neste Salmo é comparado ao "Orvalho de Hermon". O monte Hermon tem o significado hebraico de consagrar.
É o pico mais elevado do Ante Líbano, situado ao sudeste dos Libanos Orientais; separado desses Libanos por um profundo vale que avança para o Sul, onde tem inicio a Serra de Hermon. Sua forma é circular e abrange uma superfície de 30 quilometros. O Hermon por se manter coberto de neve o ano inteiro, desprende o orvalho que, constantemente, à noite, beneficia as regiões áridas. E os ventos que vem do Mediterrâneo conduzem esse orvalho a longas distancias para regiões áridas como Israel, Palestina, Líbano e adjacências, constituindo-se, assim, como uma benção. Assim, quando o Salmo 133 diz que o orvalho de Hermon desce sobre o Monte de Sião significa que abrange a todo Israel. A união dessas bênçãos faz com que o povo se una em amor fraternal, para que a vida lhes seja boa e agradável. É evidente que esse exemplo, embora vindo das longínquas terras bíblicas, pode ser aproveitado por todos, e em especial pela Maçonaria, que tomou o Salmo 133 como ponto de partida para o reino da felicidade. Poderíamos afirmar: "Como é bom e agradável sermos Maçons!"
É nesse clima, nessa situação de religiosidade, de consagração, aos pés do Monte Hermon, é que o Senhor ordena a sua benção e a vida, não como ato isolado, mas para sempre ou seja, para a Eternidade.
(Só que a leitura do Salmo) no REAA , é absolutamente incorreta, sendo, apenas, mais uma invenção brasileira , copiada da Grande Loja de NY, que só trabalha no Rito de York (americanizado) No REAA , em todo o mundo, abre-se o livro no Evangelho de S. João e são lidos os versículos 1 a 5 do 1º Capítulo) (O triunfo da luz sobre as trevas ).
José Castellani
EVANGELHO SEGUNDO SÃO JOÃO
Capítulo 1 - O Verbo nas suas relações com DEUS
Versículo 1° No principio existia o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Versículo 2° Ele estava no principio com Deus.
Versículo 3° Todas as coisas foram feitas por ele; e sem ele nada foi feito.
Versículo 4° Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens, e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não o receberam.
Versículo 5° Houve um homem enviado por Deus que se chamava João.
Gênesis
1 Criação do mundo
Versículo 1° No principio Deus criou o ceu e a terra,
Versículo 2° A terra, porém, estava informe e vazia, e as trevas cobriam a face do abismo, e o Espírito de Deus movia-se sobre as águas
Versículo 3° E Deus disse: Exista a Luz. E a luz existiu,
Versículo 4° E Deus viu que era ela boa; e separou a luz das trevas.
Versículo 5° E chamou a luz de dia e as trevas de noite
Postado por Wagner Passos às 17:37
Obediência às autoridades.
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