quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O Salmo da Unidade


O Salmo da Unidade
(Salmo 133)

Você já esteve em férias e visitou uma igreja onde a unidade fosse uma realidade profundamente enraizada? Esta harmonia foi claramente vista pelo interesse sincero, entusiasmo e felicidade entre os membros. Ou a igreja estava com tantos atritos que você percebeu imediatamente? A unidade entre os cristãos é, às vezes como dois porcos-espinhos friorentos encostados um ao outro; eles precisam um do outro, mas se espinham um no outro!

O Salmo 133 nos dá o lado positivo da unidade. É um cântico de ascensão que significa que quando os peregrinos subiam ao Monte Sião cantavam este Salmo juntos. Uma das razões pelas quais Deus escolheu um lugar para adoração foi preservar a unidade da nação. O pecado de Jeroboão na adoração do bezerro quebrou a unidade que aquela adoração em Jerusalém preservava.

No versículo 1, Davi diz que a unidade é boa e agradável. A palavra hebraica para agradável é usada de vários modos para a harmonia da música, para um campo coberto de trigo e para a doçura do mel. A unidade é tão doce como o mel ou tão harmoniosa como um cântico bem cantado. Davi tinha visto bastante desunião em seu tempo de modo que, quando a nação foi reunida, que gloriosa era! Algumas pessoas têm prazer no conflito, mas como precisamos desenvolver um coração que se agrada com a unidade!

Nos versículos 2-3, Davi dá duas ilustrações para descrever a bem-aventurança em tal unidade. Primeiro, ele se refere ao precioso óleo. Este óleo santo continha mirra, canela, junco perfumado e cássia. Quando o sumo-sacerdote chegava, podia-se sentir esta suave fragrância. Não era ofensiva a ninguém. É deste modo que deve ser nossa comunhão com o povo de Deus. Quando os cristãos convivem juntos em unidade, que suave fragrância isto é!

Note também que este óleo era derramado na cabeça, escorria pela barba abaixo e ia até os pés. Isto nos diz como era completa esta unção. Assim deveria ser nossa unidade: total, sem levar em conta a proeminência nem o poder das pessoas, mas amando todos os que são cristãos, não importa qual possa ser sua posição na vida.

A segunda ilustração da amenidade da unidade é o perpétuo orvalho. Duas coisas são necessárias para a formação do orvalho: umidade e frio. Sendo a Palestina próxima ao Mar Mediterrâneo, há sempre uma grande porcentagem de vapor d'água no ar. O Monte Hermom, aquele grande pico coberto de neve ao norte, provê o frio. Depois do pôr do sol, com o frio do monte Hermom, a umidade é condensada em orvalho. Se não fosse pelo orvalho no verão, toda a vegetação pereceria. No norte de Israel, os orvalhos são tão densos que as plantas e árvores são literalmente molhadas com água à noite. Assim, a montanha gigante está constantemente juntando e enviando nuvens que descem para Sião para levar orvalho à terra.

Davi pode estar dizendo que quando os irmãos israelitas do norte se unem com aos irmãos do sul em Jerusalém, para adorar a Deus juntos, é como este processo climático natural. É o que mantinha os israelitas nutridos espiritualmente quando eles se encorajavam uns aos outros nas coisas de Deus.

E assim como os densos orvalhos da Palestina refrescam e revigoram a vida das plantas, do mesmo modo, a bênção da unidade desce sobre a igreja onde as virtudes espirituais podem se desenvolver e florescer nas vidas do povo de Deus. A discórdia rompe, destrói e mata todas as virtudes mais finas que poderiam crescer facilmente sob a bênção da verdadeira unidade.

Quando os cristãos convivem em unidade, Deus pode abençoar esse relacionamento porque eles não ergueram barreiras que evitem essas bênçãos. Assim, nossa "vida" (133:3), em algum grau, depende da verdadeira unidade.

Unidade real. Não pode ser conseguida por esforço pessoal. Não vem com o entusiasmo da torcida. Não se pode fazer com que venha, mas quando todas as condições são bem apropriadas, a unidade já vem. Todos estes anos temos estado tentando produzir ou buscar unidade, mas a unidade não é algo que se possa adquirir pela procura. Ela vem por sermos um certo tipo de pessoas ¬ cristãos ¬ e então ela é apenas um sub produto do caráter que estabelecemos em nossas vidas com outros cristãos de uma mesma fé.

Teriam os cristãos de hoje em dia atingido este ideal bíblico de unidade? Que cada um de nós se pergunte: "Será que minha relação com outros cristãos oferece a fragrância do ungüento e do orvalho refrescante e sustentador da vida? Se não, o que precisa mudar?"
“O Senhor nos chama para vivermos em unidade” = União, coordenação.

1. Como é bom e agradável que o povo de Deus viva unido como se fossem irmãos ! (Jo. 17 v. 21 ao 23) = “LER” (não; se tornem um, mas o subjuntivo sejam um ou continuamente ser um).

2. Precisamos ter amigos verdadeiros, porque ninguém vive sozinho:

• O verdadeiro amigo reconhece o seu amigo não é perfeito, é cheio de defeitos, mas não deixa que isto atrapalhe a amizade. (Pv. 17 v. 09) = O que encobre a transgressão adquire amor, mas o que traz o assunto à baila separa os maiores amigos.

• O verdadeiro amigo ama. (Pv. 17 v. 17) = Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão. (Pv. 27 v. 17) = Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo.

• O verdadeiro amigo diz a verdade e corrige o outro. (Pv. 27 v. 5 e 6) = Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto. Leais são as feridas feitas pelo que ama.

• Jamais abandone o seu amigo. (Pv. 27 v. 10) = Não abandones o teu amigo.
O verdadeiro amigo é uma benção grandiosa.

3. É como o óleo precioso que desce ! Unção de Deus

O óleo era usado na:

• Alimentação

• Para pôr nas feridas

• Para passar no corpo (perfume)

• Para iluminação

• Para ungir: doentes, profetas, sacerdotes e reis.

4. Que desce sobra à barba e sobre as suas vestes: A barba crescida era sinal de dignidade = Honra, decência. Sobre as vestes: Unção completa. A mulher ungiu o corpo de Jesus (Mt. 26 v. 07)

5. É como o Orvalho de Hermom, que desce sobre os montes de Sião

• Orvalho = Pequenas gotas de água que aparecem à noite.

• Hermom (hb) = Dedicar, consagrar. (possivelmente o Monte da transfiguração).

• Sião (hb) = Colina ressecada pelo sol. (Sl. 48 v. 02) = Alegria de toda terra.

• Monte Hermom = Monte coberto de gelo o ano todo (Monte do Ancião). Por causa do Calor parte do gelo derrete transformando em três pequenos rios o Banias, Ledã e Hasbani, os três se juntam e formam o Rio Jordão (hb) = Aquele que desce.

6. Explicação: Nós que somos o Monte Sião, nossa vida está aflita, alma cansada, ressecados (tornar a secar), sentimos às vezes sozinhos, à noite é fria e solitária, precisamos buscar do Monte Hermom o orvalho santo e o óleo precioso. Com nossa união formarmos o Jordão, porque fazendo assim, unidos, ungidos pelo óleo precioso e pelo orvalho de Hermom, nós estaremos em condições de receber as bênçãos de Senhor!

“Porque ali o Senhor ordena a benção e a vida para sempre.”

Referencias:
Os textos foram extraídos das obras de Frederico Guilherme Costa "O Grau de aprendiz " Rizzardo de Camino , "O Aprendizado Maçônico".

Texto do Irm . ´ .José Castelani

Biblia Sagrada - Gênesis e Êxodo, Salmos, Evangelho Segundo S. João

A união é a mola mestra para o bom êxito em todo empreendimento. Nos negócios gera sucesso. Numa família unida, a paz, a tranqüilidade e a harmonia reinante no lar, refletem, beneficamente, na educação dos filhos, vendo o amor trasbordante dos pais.

"Oh! Quão bom e suave é que os irmãos vivam em união! É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba de Arão e desce para a gola de suas vestes. É como o orvalho do Hermon, que desce sobre os montes de Sião. Ali ordena o Senhor a sua bênção e a vida para sempre".

Para a Maioria dos historiadores, o livro dos Salmos é uma reunião de cânticos e louvores ao Senhor, e que provavelmente foram escritos por Davi, Asafe e Salomão, para Moises, a ele e aos filhos de Core, no décimo século antes de Cristo.
O termo Salmos vem do grego Psalmos e significa poema cantado com acompanhamento de instrumentos musicais. Já no hebraico essa denominação significa o livro dos Louvores, com um total de 150, sendo a maioria deles, 73 atribuídos a Davi. João Ferreira de Almeida é o responsável pela tradução das Sagradas Escrituras para a língua Portuguesa.
Considerado como o mais conhecido dos tradutores entre nos, resume, com precisão, as propriedades desses louvores: "enquanto alguns Salmos celebram a criação e outros acontecimentos históricos, uma seção particular de toda historia: os Salmos 104-106 que começam com a criação, e termina com o cativeiro" De qualquer modo, os Salmos incluem um vasto conteúdo de profecias messiânicas relativas ao sofrimento de Cristo.
Por todos esses fatores é que a abertura e a leitura do Livro Sagrado no Primeiro Grau de Aprendiz, é feita na parte central do livro, justamente no Salmo 133, também denominado Salmo do Peregrino, quando ressalta a excelência do amor fraterno.
É a peregrinação que o Maçom faz para refrigerar a sua alma; para alimentar o eu corpo espiritual; para fortalecer a sua vida. É acima de tudo, a representação da trilogia maçônica:
Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Para os hebreus temos os Salmos, enquanto para os seguidores das doutrinas orientais existem os Mantras, e para os esotéricos os Mantras e os Sons Vocálicos etc... Contudo, não é suficiente apenas ouvir sua leitura; ou sua entoação é preciso que as palavras sejam aceitas e compreendidas não só no plano físico como no plano psíquico.

1. Oh quão bom e quão suave é viverem os irmãos em união!
2. É como o óleo precioso derramado sobre a cabeça, que desce para a barba, a barba de Aarão, e que desce a orla de suas vestes; Verificamos, que não é qualquer óleo, mas sim um óleo precioso. E chegamos ao nome do Sacerdote Aarão. Citado nos capítulos 28 a 30 do segundo livro do Velho Testamento (Êxodo), Deus escolhe Aarão e seus filhos para o sacerdócio, determinando o modelo, o material para a confecção das vestes e demais elementos que seriam usados para o ofício sacerdotal. No capítulo 30, versículos 22 a 33, a descrição dos elementos que deveriam compor o "óleo precioso": Em 1 him (6 litros) de óleo de oliva, 500 siclos da mais pura mirra, 250 siclos de canela aromática, 250 siclos de cálamo aromático, 500 siclos de cássia e mais especiarias, tudo composto por um mestre perfumista.
Diz um historiador que estas especiarias custavam caríssimas, pois procediam de diversas regiões e de outros países. Depois de feita e mistura, passava tudo por um processo de refinamento e depuração, de modo que os seis litros iniciais, se resumiam, no final, em cerca de 600 gramas. Ao que se saiba, não há perfume hoje que custe tão caro! Além disso, o óleo precioso era para ser usado unicamente pelo Sacerdote, para santa unção, uma única vez por ano, quando o Sumo Sacerdote adentrava o Santo dos Santos. E quem se atrevesse a compor um perfume como aquele, seria extirpado do meio do povo. (vs. 33). A fórmula era
segredo da tribo de Levi, a tribo dos sacerdotes e transmitida às gerações seguintes. Dizem que quando o sacerdote vertia algumas gotas sobre sua cabeça, a fragrância se exalava por todo o ambiente, por muito tempo e até o pátio externo.

3. É como o orvalho do Hermon, que desce sobre o Monte Sião: Porque ali o Senhor derrama a sua benção e a vida para sempre! Procuremos analisa-las e desvendar o seu verdadeiro sentido, já que essas palavras inspiradas por Davi foram escritas no décimo século antes da era cristã. E em sua primeira estrofe ouvimos com emoção: "Oh quão bom e quão suave é viverem os irmãos em união” Inicia o cântico com uma exclamação de regozijo; é a preparação para a disposição de serem-lhes aceitas as palavras.
É o extravasamento da ansiedade que cada um tem, para glorificar ao Senhor; é a prece que o Orador faz, ao ler com toda veneração a Palavra de Deus, que esta sobre o Altar do Templo.
Quem as ouve, toma parte dessa exclamação; ela é penetrante e soa aos ouvidos, como um despertar. As vibrações atinge os quatro cantos da Loja, envolve todos os irmãos, que se sentem inicialmente unidos, porque participam do jubilo.
Eis aqui a primeira lição daquele que devera ser o Eterno Aprendiz. A união que faz o fraterno pela Iniciação. Toda subida como saída de nossos irmãos do cativeiro babilônico parecem a primeira vista, dolorosos, porem a visão do alto Monte é o premio da Liberdade.
Ciro liberta o povo eleito da Babilônia. Os irmãos em União caminham para Jerusalém.
O Aprendiz suporta o cativeiro da Câmara de Reflexão e começa sua viagem na direção da Jerusalém Celeste, guiado e exaltado pelos louvores da promessa suave e boa da União Interior. A dor do cativeiro não se compara com a alegria da libertação na excelência ao amor fraternal. O Versículo dois nos diz: "É como óleo precioso derramado sobre a cabeça, que desce para a barba, a barba de Arão, que desce a orla de suas vestes". Sabemos que aquele que é ungido com o azeite, passa a portar as virtudes alquímicas deste transmutador que, junto com o Mercúrio nos fará compreender o Sal da Vida e o significado solar do enxofre divino.
Os Patriarcas tinham profunda consideração pela barba, atributo do varão, que com ela, mostrava toda a sua dignidade. Não somente ter a barba, mas cuidá-la, pois não o fazendo, poderia ser considerado em estado de loucura. Era costume beijar a barba de um amigo. Ofensa grave era cortar parte ou toda a barba de alguém. Vemos, deste modo, que o óleo do ungido desce sobre a dignidade do sacrificador, sua barba, a barba de Aarão ate a orla de suas vestes. Observemos que o óleo antes de descer a orla das vestes de Aarão, deslizou pela barba, mas inicialmente derramado sobre sua cabeça, a Sede da Mente.
Colocado sobre a cabeça, em quantidade generosa esse óleo descia atingindo as barbas: os homens de meia idade e de idade avançada cultivavam longas barbas; era o caso de Aarão, irmão de Moises, da tribo de Levi e também iniciado nos antigos mistérios, atuando em todos os eventos mágicos realizados por ocasião da retirada do povo israelita da escravidão do Egito. E finalmente, o versículo 3 revela: "É como o orvalho de Hermon, que desce sobre o Monte Sião : Porque ali o Senhor derrama a sua benção e a vida para sempre!" O Óleo retratado neste Salmo é comparado ao "Orvalho de Hermon". O monte Hermon tem o significado hebraico de consagrar.
É o pico mais elevado do Ante Líbano, situado ao sudeste dos Libanos Orientais; separado desses Libanos por um profundo vale que avança para o Sul, onde tem inicio a Serra de Hermon. Sua forma é circular e abrange uma superfície de 30 quilometros. O Hermon por se manter coberto de neve o ano inteiro, desprende o orvalho que, constantemente, à noite, beneficia as regiões áridas. E os ventos que vem do Mediterrâneo conduzem esse orvalho a longas distancias para regiões áridas como Israel, Palestina, Líbano e adjacências, constituindo-se, assim, como uma benção. Assim, quando o Salmo 133 diz que o orvalho de Hermon desce sobre o Monte de Sião significa que abrange a todo Israel. A união dessas bênçãos faz com que o povo se una em amor fraternal, para que a vida lhes seja boa e agradável. É evidente que esse exemplo, embora vindo das longínquas terras bíblicas, pode ser aproveitado por todos, e em especial pela Maçonaria, que tomou o Salmo 133 como ponto de partida para o reino da felicidade. Poderíamos afirmar: "Como é bom e agradável sermos Maçons!"
É nesse clima, nessa situação de religiosidade, de consagração, aos pés do Monte Hermon, é que o Senhor ordena a sua benção e a vida, não como ato isolado, mas para sempre ou seja, para a Eternidade.

(Só que a leitura do Salmo) no REAA , é absolutamente incorreta, sendo, apenas, mais uma invenção brasileira , copiada da Grande Loja de NY, que só trabalha no Rito de York (americanizado) No REAA , em todo o mundo, abre-se o livro no Evangelho de S. João e são lidos os versículos 1 a 5 do 1º Capítulo) (O triunfo da luz sobre as trevas ).
José Castellani

EVANGELHO SEGUNDO SÃO JOÃO

Capítulo 1 - O Verbo nas suas relações com DEUS

Versículo 1° No principio existia o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Versículo 2° Ele estava no principio com Deus.
Versículo 3° Todas as coisas foram feitas por ele; e sem ele nada foi feito.
Versículo 4° Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens, e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não o receberam.
Versículo 5° Houve um homem enviado por Deus que se chamava João.

Gênesis

1 Criação do mundo

Versículo 1° No principio Deus criou o ceu e a terra,
Versículo 2° A terra, porém, estava informe e vazia, e as trevas cobriam a face do abismo, e o Espírito de Deus movia-se sobre as águas
Versículo 3° E Deus disse: Exista a Luz. E a luz existiu,
Versículo 4° E Deus viu que era ela boa; e separou a luz das trevas.
Versículo 5° E chamou a luz de dia e as trevas de noite
Postado por Wagner Passos às 17:37
Obediência às autoridades.


A IGREJA NO SEU DEVIDO LUGAR
VOCÊ É OBEDIENTE AO SEU PASTOR?
02/09/2007
INTRODUÇÃO-- Obedecer - Do latim "oboediscere" –
1. Sujeitar-se à vontade de;
2. Estar sob a autoridade de; estar sujeito; prestar respeito,homenagem;
3. Não resistir, ceder; 4. Estar ou ficar sujeito a uma força ou influência. (Dicionário Aurélio). O cristão que quer ter vitória em sua vida, deve ter um comportamento de obediência em relação ao seu pastor. A obediência as autoridades eclesiásticas é tão significativo quanto orar e jejuar muito. O cristão que desobedece ao pastor, com atos de rebeldia, e não reflete nas regras das autoridades, é um cristão derrotado! .
"Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e näo gemendo, porque isso näo vos seria útil". (Hebreus 13:17)-- Esse versículo nos mostra que a obediência ao pastor tem que ser algo imprescindível na vida do cristão. E por várias razões se tem esse respeito ao líder da igreja:
1. Por ser uma pessoa escolhida por Deus para agir como cabeça, ou seja, para se ter a organização nos departamentos;
2. Pela maturidade do pastor, pois a sua experiência, muitas vezes, excede em muito a de um membro, por isso os conselhos do pastor são baseados no que ele já viu e/ou viveu;Tem pessoas que buscam conselhos errados com pessoas erradas,depois vem cheio de carrapichos para o pastor tirar.São pessoas que ficam de galho em galho,igual macaco.Deus não abençoa macaco.
Como visto no texto aos Hebreus, eles zelam pelas nossas almas, e irão dar conta de nós. Essa obediência também não deve ser de maneira hipócrita. Não se obedece à frente da autoridade, e depois, às ocultas, desabar em murmurações. .

"Vós, servos, obedecei em tudo a vossos senhores segundo a carne, não servindo só na aparência, como para agradar aos homens, mas em simplicidade de coração, temendo a Deus". (Colossenses 3:22)
Note neste versículo que a obediência deve ser "temendo a Deus", e não temendo ao homem. Não se obedece ao pastor com medo do que o pastor pode fazer, mas se obedece ao pastor temendo a Deus. Deus a tudo vê e nada fica oculto aos seus olhos.
“Se alguém ensina alguma doutrina diversa, e não se conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, é soberbo, e nada sabe”. (1 Timóteo 6:3) .
Mas toda essa obediência ao pastor, que é bíblica, não pode ser cega! Mas como assim cega? Veja bem, Deus jamais irá confundir a sua vida em nada. "Porque Deus não é Deus de confusão". (1 Coríntios 14:33). Nenhuma ordem de nenhum líder pode ultrapassar a Bíblia Sagrada.
“Mas ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema”. (Gálatas 1:8)
O apóstolo Paulo adverte que ainda que ELE MESMO ou até mesmo um anjo do céu pregar outro evangelho, que seja anátema - expulso do vosso meio. Ou seja, Paulo não atribui nem a ele uma obediência cega, sem base no Evangelho de Cristo. Por isso, é responsabilidade do cristão obediente, ler e estudar as Escrituras com afinco, afinal, ele vai estar obedecendo ao Senhor Jesus, que ordenou em João 5:39: "Examinai as Escrituras". Bom lembrar dos crentes bereanos de Atos 17:11, em que tudo que Paulo e Silas pregavam, eles conferiam com as Escrituras, e assim aceitavam. E a bíblia diz que eles foram mais nobres que os de Tessalônica, porque receberam a palavra. "Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim". (At 17:11)

A UNÇÃO VEM DE CIMA PARA BAIXO,E NÃO DE BAIXO PARA CIMA – SALMO 133.
Essa mensagem é para edificar a igreja e liberta-la do fanatismo e do sentimentalismo.Isto porque na igreja hoje,existem muitos crentes sentimentalistas.Eles sentem tudo,menos amor pela obra de Deus e pelo seu próximo.Existem certos tipos de sentimentos que não vem para somar,vem para dividir.E esse tipo de sentimento Deus não aceita e nem eu.
V-1-3—Aqui fala de uma união que esteja debaixo da autoridade do pastor da igreja.
O pastor é o Aarão da igreja.O óleo da unção foi derramado sobre a cabeça do pastor,e depois para o resto do corpo.Deus é bem claro na sua Palavra.(II Crônicas 20:20).Profeta aqui está se referindo ao ministério pastoral.Tem pessoas que querem saber mais que o pastor
E Deus não aceita isso (Deut.18:20-22).A igreja tem que estar na visão do Arão (Pastor) da igreja.Se você estudar a Bíblia,você vai encontrar em vários lugares,que todas as vezes que o povo estava pecando,Deus sempre falou com o líder,com o cabeça.(Josué 7:10,11).Nem o com o próprio Acã que havia pecado,Deus falou,Deus falou com o líder, Josué.
Deus fala através do pastor para as ovelhas,e não através das ovelhas para o pastor.
Tem pessoas que querem inverter os valores de Deus.
Salmo 133:3—Deus nunca inverte os valores.Jamais Deus vai deixar de mostrar para o pastor quem Ele ungiu,para mostrar para um membro de igreja.Se fosse assim,Deus não precisava ordenar o pastor.
Pastor = apascentar,corrigir,dirigir o rebanho,exortar.E Deus fala através do salmista,que Ele só ordena a benção,quando a unção vem do cabeça.
Eu escrevi no jornalsinho informativo,a respeito dos irmãos que querem ser muito justos,e dei como referência (Eclesiastes 7:16).E também escrevi sobre as pessoas que querem se muito santas,vêem defeito em tudo,nunca estão contente com nada,e só criticam.(Tito 1:15).


CONCLUSÃO –Se você ainda é ovelha,não queira ter visão de pastor,que não vai dar certo.
Pastor tem coração de pastor e visão de pastor.
Ovelha tem coração de ovelha e visão de ovelha.
Cabrita tem visão de cabrita,bode tem visão de bode.
Você é ovelha ou cabrita?
Deus nos ordenou para sermos pastores de ovelhas,e não de bodes ou cabritas.
O teu dever é obedecer.(I Samuel 15:22).
Se um dia você for pastor ou pastora,você terá visão do teu ministério.Mas no ministério do pastor, quem manda é o pastor.É ele quem vai dar conta a Deus,não é você.Vamos fazer a obra de Deus.Não vamos perder tempo com profecias ,profetadas e revelações que em nada edificam.


Salmo 133

O texto
1. Cântico das subidas. Para Davi.

Vejam como é bom, como é agradável
Os irmãos viverem unidos.
2. É como óleo fino sobre a cabeça,
Descendo pela barba,
A barba de Aarão; descendo
Sobre a gola de suas vestes.
3. É como o orvalho de Hermon, descendo
Sobre os montes de Sião.
Porque aí Javé manda a bênção
E a vida para sempre.

Estrutura
O salmo 133 tem por característica o gênero sapiencial, onde é observada uma conversa didática cujo objetivo é realçar a importância do “sentar, viver” juntos. Divide-se em três partes: uma afirmação (v.1b), duas comparações (v.2-3a) e uma justificativa em forma de conclusão (v.3b).


Comentário
A primeira parte do salmo (v.1b) inicia-se com uma afirmação: Vejam como é bom, como é agradável os irmãos viverem unidos. A expressão “Vejam”, também traduzida por eis que, certamente indica a introdução de um aviso, de uma ordem (Gn 47.23) ou ainda de um anúncio profético (Jr 6.21; 9.6; 10.18)[1] que no caso deste salmo expressa uma chamada de atenção para o assunto seguinte: viverem juntos. O tom da poesia indica uma bem-aventurança, onde o termo tov, bom também pode ser traduzido por felicidade. O sentido do verso remete para a seguinte questão: a felicidade é o resultado de se viver junto.
Na segunda parte da poesia (v.2-3a), o salmista faz duas comparações para poder explicar a relevância do “viverem unidos”. A primeira comparação fala do óleo fino que desce sobre a barba de Aarão até a gola de suas vestes. O óleo era comumente usado com o objetivo de consagração e unção dos sacerdotes (Ex 30.22-33)[2]. É nesta imagem do sacerdócio que se encontra o ápice da comparação. Para Bortolini, “a fraternidade é um sacerdócio, uma unção que refresca e refaz a vida”[3]. Por isso, a comunhão entre irmãos é o sacerdócio que agrada a Deus. A segunda comparação (v.3a) relata a descida do orvalho do monte Hermon, que vai descendo até os montes de Sião.
O monte Hermon, na fronteira norte do território de Israel, carrega neves eternas em seu topo. De manhã, as encostas dessa montanha costumam acumular abundante orvalho. Os resultados disso não demoram a aparecer. A umidade dos ares do Hermon desce para Judéia, refrescando o clima em Jerusalém e nas colinas que a cercam, provocando névoas, nuvens e chuvas nascidas do orvalho do Hermon.[4]
Nesta simbologia, o objetivo do autor era de mostrar a fecundidade e a vida que é gerada pela fraternidade do “andar juntos”.
A terceira parte da poesia (v.3b) conclui o pensamento do salmista, onde a bênção e a vida são inerentes a uma convivência mútua do “viverem unidos”. A bênção de Deus não depende mais do sacerdote e sim do sacerdócio da comunhão entre irmãos.
[1] Siqueira, hinos do povo de Deus. 76
[2] Siqueira, tirando o pó.
[3] Bortolini, 550.
[4] Id, ibid., p.550.


SALMO 133 - ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO - PARTE 2
por I.'. Antônio Guilherme de Paiva, M.'.M.'. da R.'.L.'. Charitas ll, Or.'. S. João Del-Rei, MG - Brasil
Continuação da Parte 1 deste trabalho; por favor verifique o Índice de trabalhos.
2ª PARTE

ANÁLISE INTERPRETATIVA

Rei David É preciso lembrar que o que se escreve sofre influência da época em que foi escrito. Como este trabalho consiste na análise de um dos Salmos e este por sua vez, faz parte da Bíblia, é necessário ter em mente que a mesma foi escrita a mais de 2000 anos. Fazendo uso das palavras de Pio XII, o mesmo assim se expressou, ao se referir à Bíblia:

“Nas palavras escritas dos antigos autores orientais freqüentemente não é claro, como nos escritores nossos contemporâneos, qual é o sentido literal... é imprescindível que o interprete remonte mentalmente a esses recuados séculos do Oriente... distinga e veja claro, que gênero literário, quiseram empregar e de fato empregaram os escritores daquela vetusta idade, porque os antigos orientais, para exprimir o que tinham em mente, não empregaram sempre as mesmas formas e modos de dizer que nos usamos hoje, mas sim os que corriam entre os homens do seu tempo e da sua nação “. (29)
A forma geralmente usada na poesia dos salmos se chama “paralelismo”, que é a repetição de uma idéia, com outras palavras na linha ou nas linhas seguintes. É a repetição de idéias de estrofe a estrofe. (30)Este paralelismo, nas suas várias formas, e a riqueza de comparações, é que dão graça e beleza à poesia hebraica. Será dentro desta ótica que iremos tratar da análise do Salmo 133, denominado o Salmo da Concórdia ou da Fraternidade:
"OH! QUAO BOM E SUAVE É
QUE OS IRMAOS VIVAM EM UNIÃO
É COMO O ÓLEO PRECIOSO SOBRE A CABEÇA.
O QUAL DESCE SOBRE A BARBA, A BARBA DE AARÃO.
E QUE DESCE À ORLA DOS SEUS VESTIDOS
É COMO O ORVALHO DE HERMON QUE DESCE SOBRE
SIÃO PORQUE ALI O SENHOR ORDENA
A BENÇAO E A VIDA PARA SEMPRE “

Saltério moderno Atribui-se a David a autoria deste salmo no qual ele exalta a beleza do fato dos irmãos estarem juntos, em harmonia.

Deve ter sido escrito e cantado, ao som de um saltério, por ocasião da festa do Tabernáculo quando os israelitas subiam até Sião = Jerusalém para orarem no Templo. David ao levar para as sua cidade a Arca da Aliança, ali organizou o serviço religioso.

Com isso não tardou que para ali afluíssem os israelitas para adorar JAVE, o Senhor.(31) É importante registrar que antes da construção do Templo de Salomão, que iria abrigar a Arca da Aliança, a mesma ficava no Tabernáculo, na cidade de David, ou seja, Sião. O Tabernáculo era o Templo dos israelitas e o centro religioso da nação hebraica.
Atribui-se a David a autoria deste salmo no qual ele exalta a beleza do fato dos irmãos estarem juntos, em harmonia. Deve ter sido escrito e cantado, ao som de um saltério, por ocasião da festa do Tabernáculo quando os israelitas subiam até Sião = Jerusalém para orarem no Templo. David ao levar para as sua cidade a Arca da Aliança, ali organizou o serviço religioso.Com isso não tardou que para ali afluíssem os israelitas para adorar JAVE, o Senhor.(31) É importante registrar que antes da construção do Templo de Salomão, que iria abrigar a Arca da Aliança, a mesma ficava no Tabernáculo, na cidade de David, ou seja, Sião. O Tabernáculo era o Templo dos israelitas e o centro religioso da nação hebraica.

1 – “OH! QUÃO BOM E SUAVE É QUE OS IRMÃOS VIVAM EM UNIÃO”

Esta primeira frase é o canto de David pela confraternização dos romeiros, que passam o dia reunido na grande esplanada do Templo. Gente de toda Israel, que mal se conhece, vinda de todas as regiões, ali se congregam como irmãos e irmãs, como membros de uma grande família, de uma mesma nação, que vive sob a alegria profunda de adorarem um só Deus, Javé = Jeová. Transportando esta imagem para os dias de hoje, não é o que vemos nas nossas romarias nas cidades de Juazeiro do Norte, Congonhas, Belém do Pará? A televisão nos mostra os muçulmanos fazendo a sua peregrinação anual às cidades de Meca, Medina. Ou, os católicos nos santuários de Aparecida em São Paulo ou de Fátima em Portugal ou em Lourdes na França? Ou a Festa da Páscoa, atualmente, na Terra Santa? .

2 – “É COMO O ÓLEO PRECIOSO SOBRE A CABEÇA ...”
Encontramos na Bíblia, em Lev: 8.12 alusão a esta passagem que diz: “... derramou do azeite da unção sobre a cabeça de Aarão e ungiu-o para santificá-lo”. Este óleo era um perfume à base de mirra e oliva usado unicamente para ungir os reis e sacerdotes, pelo que se depreende da leitura de Ex.28.15.

O verbo derramar, aí conjugado no passado “derramou” significa que o mesmo “jorrou”, isto é, sem parcimônia, sem reservas o óleo sobre a cabeça e tão abundante foi que desceu pela sua barba, daí a alusão: “e que desce sobre a barba, a barba de Aarão”. Na tradução da Bíblia vulgata, entende-se por cabeça, o ouvido, a visão, o paladar, o olfato, as mãos, ou seja, o tato. Logo a “fronte”, “a cabeça”, também significa os cinco sentidos, e o óleo derramado, a purificação dos mesmos.
Unção de um Sacerdote

Vestes dos Sacerdotes Nos diz o Ir.Minoru Tamura (32) da ARLS Ferraz de Vasconcelos, Oriente de São Paulo, referindo-se a este verso:

“A cena apresentada pelo salmista na unção de AARÃO, encerra uma simbologia majestosa. A cabeça é o emblema, o centro vital da existência; a barba é o emblema da honra, pois na antiguidade, sempre expressou honradez e probidade, principalmente no Oriente, por razões das velhas tradições; as vestes são o emblema da honestidade e pudor e de especial significado litúrgico e ritualístico.”

“E QUE DESCE À ORLA DOS SEUS VESTIDOS”

Já o Ir.Francisco Luis Nanci, (33) analisando este salmo, dá uma interpretação bem interessante, onde ele diz que num sentido mais místico e esotérico, nosso próprio corpo físico convive com vários outros corpos de natureza sutil, através dos quais nossa partícula divina, nosso Deus interior, se manifesta em suas múltiplas personalidades para poder difundir em nós sua força e sua vontade.
Que nos trabalhos em Loja Maçônica, quando todos estão unidos, harmonizados e concentrados esse “óleo precioso” vem até nossas cabeças, e nos infunde gradativamente a Energia Divina.As vestes representam o nosso corpo físico, a nossa parte externa. Conclui seu raciocínio dizendo que o óleo precioso (Energia Divina), antes de encharcar nossas vestes (nosso corpo), derrama-se sobre sua cabeça e barba (receptor das manifestações vindas da presença de Deus), até à orla dos seus vestidos (são as emanações que se distribuem por todo o nosso corpo).

3 – “É COMO O ORVALHO DE HERMON...”

Israel faz divisa pelo norte com o Líbano e a oeste com a Síria; o Monte Hermon assinala as divisas entre estes países. Pela sua altura, de 2814 metros, seus picos estão permanentemente cobertos de neve (imagem ao lado). Nas regiões desérticas, a evaporação da umidade concentra-se nas montanhas e retorna durante a noite sob a forma de orvalho, suprimindo assim a falta de chuvas e propiciando as condições para uma boa colheita e dando com isto, as condições para a fixação do homem a região Por outro ladoo degelo da neve do Monte Hermoné fonte alimentadora do rio Jordão que abastece toda a região,irrigando o solo palestino,trazendo com o alimento(benção) para o povo,pão para comer. O Monte Hermon, na visão de David, através do seu orvalho, é sinal de vida.

“QUE DESCE SOBRE SIAO...”
O Monte Sião tem aproximadamente 800 metros de altitude daí, portanto a expressão “... descer sobre Sião” querendo dizer “sobre as colinas de Sião”, porque nos salmos 87:2 e 51:18 e mais 179 vezes Jerusalém é chamada de Sião (34) No Salmo 125:1-2 há uma bela referência a este respeito:
“Os que confiam no Senhor são como o Monte de Sião que não se abala, mas permanece para sempre. Como estão os montes à volta de Jerusalém ,assim o Senhor está em volta do seu povo desde agora e para sempre.” (nosso grifo)
“PORQUE ALI O SENHOR ORDENOU A BENÇÃO E A VIDA PARA SEMPRE”
David, ao conquistar a fortaleza de Sião, transportoupara ali a Arca da aliança e construiu para ela um Tabernáculo. Com isso Sião tornou-se a “cidade do Senhor”, local da Sua morada, local do seu repouso: “... este é o meu repouso para sempre; aqui habitarei, pois o desejei.” (Salmo 132;13-14)
Com a presença da Arca da Aliança, Sião tornou-se a capital religiosa dos Israelitas, um lugar santo, sagrado, conforme se depreende da leitura do Salmo 154.21 que nos diz: "... bendito seja o Senhor desde Sião que habita em Jerusalém”. David compara o óleo descendo sobre a cabeça de Aarão com o orvalho descendo sobre Sião. Aarão é sumo sacerdote, o chefe religioso da nação israelita, é a “cabeça” espiritual do povo hebreu, da mesma forma que Sião é a capital espiritual de Israel. O primeiro purifica, consagra um sacerdote para o serviço do Senhor, tornando Aarão um homem puro, justo e perfeito para as funções sacerdotais.

Na segunda imagem o orvalho sobre Sião é a água que, além de purificar, torna possível a vida ao redor de Jerusalém. É como o óleo (água) caindo sobre Aarão (Jerusalém) porque ali em Sião, (Javé), o Senhor (representado pela a Arca da Aliança) havia ordenado a Sua benção para sempre.

Entrada de Davi em Sião
O fato dos romeiros estarem ali reunidos fazia com que a benção descesse para todos. Isto para David é algo concreto. Manifesta-se na natureza, no óleo, no orvalho, nas chuvas, nas águas do Rio Jordão que irriga a terra e a torna fértil tornando possível a posse da Terra Prometida. David emprega uma linguagem prática para mostrar que Sião é o centro religioso de Israel, pois ali o Senhor havia escolhido para Sua morada.


CONCLUSÃO

O objetivo deste trabalho foi uma tentativa de analisar, dentro de um contexto histórico, as figuras de David e de Aarão e suas importâncias dentro da formação religiosa do povo hebreu, a partir do Salmo 133.

Por extensão analisei também a importância do Livro da Lei e sua divisão em Velho e Novo Testamento. Fiz uma abordagem da localização geográfica dos Montes Hermon e Sião e a inclusão dos mesmos no contexto histórico ora analisado. Por extensão do próprio trabalho não pude deixar de me referir ao papel da Arca da Aliança e do Tabernáculo. O Salmo 133 é conhecido como o Salmo da Fraternidade. A vivência desta belíssima exortação deve ser a base da nossa conduta, o sustentáculo da sociedade, não só maçônica, mas profana. A palavra divina, os ensinamentos do G A D U que devemos seguir para realizar com perfeição, chega-nos como o óleo, como o orvalho chega até Sião, pois ele mesmo nos disse para “amarmos ao próximo como Eu vos amei”.

Para David a união entre os irmãos deve ser o penhor de prosperidade, de satisfação.O Salmo, que é alusivo à concórdia, nos ensina que é bom, suave, que os irmãos vivam em união, como é agradável sentir a sensação do santo óleo escorrer pela fronte. Tanto o óleo, como o orvalho têm o mesmo sentido: ambos vem do alto, do céu, do Senhor. Cair, se entende, como se não houvesse obstáculo, pois a amizade, a fraternidade deve imperar entre todos, sem reservas, barreiras ou sofismas.

A nossa fraternidade ou aquela que entendemos como tal, não deve ter o mesmo conceito do mundo profano.Pelo próprio fato de pertencermos a uma ordem à qual juramos fidelidade, já é o bastante para torna-la diferente. Aqui o meu vizinho é meu irmão (frater) e como o orvalho que cai sem obstáculo, assim deve ser também a amizade: sem sofismas, reservas. Pois só assim fazendo, teremos a certeza de que o Senhor fará derramar a vida e a Sua benção entre nós, para todo o sempre.


Vivendo e praticando a poesia das escrituras sagradas

É pena que muita gente goste tanto do salmo 133 e somente veja o lado poético e romântico das palavras "Vivam em União" e não vejam o lado bíblico e educativo que nele se encerra.
Estudando o Capítulo
Você sabe o porquê da comparação da união com o "Óleo precioso que desce à cabeça , à barba e à orla das vestes sacerdotais"?
Conforme Êxodo 30.22-23, esse óleo era confecionado com medidas estipuladas por Deus, e eram exatas. Os ingredientes vinham até do Ceilão extremo sul da Índia; não eram encontrados nas regiões do deserto do Sinai em caminho para Canaã. Sendo um óleo Santo, só poderia ser usado para ungir as coisas santas do Tabernáculo tais como o Sacerdote, seus auxiliares, seus filhos, a tenda da congregação, os vasos, o altar, etc. Ninguém, mas ninguém mesmo, poderia usá-lo para ungir seu corpo.
Quem o usasse certamente morreria: "...não se ungirá com ele o corpo do homem que não seja sacerdote, nem fareis outro semelhante da mesma composição: é Santo, e será Santo para vós outros. Qualquer que compuser óleo igual a este, ou dele puser sobre um estranho, será eliminado do seu povo." vs 32 e33.
O Ensino do Monte Hermom
O famoso Hermom era diurturnamente coberto de gelo, de longe se avistava brilhando, a sua calota gelosa que refletia os raios solares; durante as noites de lua, o Hermom podia ser visto branquinho refletindo o luar. Quando ele recebia os ventos quentes vindos do mar mediterrâneo, o Hermom se degelava deixando correr abundantes filetes de água que formavam as nascentes do famoso rio Jordão. Durante a noite o abençoado Hermom, segregava um grosso sereno, que levado pelos ventos, caia a grandes distâncias umedecendo as férteis terras, conseqüentemente produziam em abundância, trazendo vida e bênçãos para sempre às populações vizinhas.
É este o exemplo que o hermom passa para a vida de todos irmãos em Cristo: em quaisquer circunstâncias da vida, estarmos sempre refletindo a luz do Senhor e espalhando as suas bênçãos. É isto, Hermom forma vários rios que correm para vários países; na época do salmo 133, para a Síria, Fenícia, Canaã, etc. E hoje...
Praticando o Salmo 133
Você já parou para pensar! se a união entre os irmãos é tão boa e fez tão bem, imagine a união com Deus!
E o óleo no VT (Velho Testamento), o que sigificava?
O óleo no VT em simbologia, representava o Espírito Santo. Sua confecção, conforme o salmo em relevo, precisava ser perfeita. Seu uso era exclusivo como mandou Deus em Êxodo 30. Nenhuma pessoa poderia usá-lo indevidamente.
Arão e seus filhos, os elementos do santuáruo e tudo que aí fosse santificado ao Senhor deveriam ser ungidos com esse óleo precioso. Hoje, não foge à regra; se alguém quiser ser usado pelo Senhor, se quiser ser santo, levar vida de santificação, terá que ser ungido com o "óleo Precioso".
Orvalho de Hermom representa aqui as bênçãos maravilhosas de Deus; o cuidado, a longanimidade, a benevolência, o amor e a proteção que Ele tem. Este é um dos Salmos mais lindos que a bíblia encerra. É uma verdadeira antologia espiritual. Você deve lê-lo com os olhos e a mente que o Espírito de Deus tem para você. Saiamos do romantismo, da poesia e beleza literária e entremos na esfera do espírito e da vida real, servindo ao Senhor com todas as veras da nossa alma. Amém!

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